09/07/2009

A cega blindagem dos tucanos à Yeda Crusius

É de doer a blindagem, a proteção que os tucanos, em peso, estabelecem na defesa de sua governadora, Yeda Crusius (PSDB), do Rio Grande do Sul, envolvida há mais de 30 meses num cipoal de denúncias de irregularidades e corrupção em sua administração.

Em que pese a necessidade de se respeitar a presunção da inocência enquanto a governadora estiver sendo investigada - em processos conduzidos pelo Ministério Público Federal (MPF-RS) e pela Procuradoria Geral da República, este em sigilo - os tucanos esquecem todas as denúncias, as provas e evidências - e há um suicídio na história, o de Marcelo Cavalcante, ex-assessor do governo tucano gaúcho - no caminho da governadora e impedem as apurações, a constituição de uma CPI na Assembléia Legislativa.

Para os tucanos não importam as denúncias relativas à Caixa Dois na campanha eleitoral de 2006, à compra envolta em suspeitas (subfaturada, mas por valores superiores ao patrimônio da governadora) da casa em que ela mora, a compra de apoios na Assembléia Legislativa, a barganha por cargos em estatais... Nada. Em qualquer manifestação pública, o alto tucanato não deixa dúvidas: para eles a governadora é inocente, é vítima.

Há pouco, li uma declaração do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE): "Yeda enfrenta uma maré de incompreensões, enfrenta preconceitos. Ela fez um poderoso ajuste fiscal que tem resultado em um poderoso enfrentamento político". Sem contar a declaração do governador-presidenciável de Minas, o tucano Aécio Neves, para quem Yeda Crusius é "orgulho" para o partido.

Quem diria! Já quando se trata do senador José Sarney (PMDB-AP) - aliado do governo - presidente do Senado, os tucanos querem sangue, pré-julgam, acusam, exigem licença ou renúncia.

Por ZD

04/07/2009

Sarney X Serra: tucano está preocupado com seu passado de ex-senador

Arthur Virgílio atuou como homem-bomba (kamicaze) que se imolou na tribuna do senado para fazer o jogo de José Serra e FHC: ajudar a eleger, para depois derrubar Sarney e assumir com Perillo a presidência do senado.

Sarney não suporta Serra, desde o dossiê Lunus, feito pelo tucano para tirar Roseana Sarney do caminho, em 2002.

Por isso, Serra sabe que não pode contar com Sarney como aliado. E quer tirar o maranhense do caminho. Sarney enfraquecido, ajuda a arrastar parte do PMDB para a candidatura tucana, segundo a crença de Serra e FHC.

Só que, hoje, Sarney tem uma carta na manga contra Serra, do tempo em que foram aliados.

Serra foi senador na 50ª legislatura, desde 1995 até 2002.

Licenciou-se para ocupar ministérios de FHC e para ser candidato derrotado à prefeitura de São Paulo da primeira vez, em 1996. Mas exerceu o mandato de senador entre 1996 até 1998.

Nesse período, Agaciel Maia já era o diretor-geral do senado, e "quebrava todos os galhos" dos senadores, fazendo nomeações, trens da alegria, liberando verbas solicitadas, mandando dinheiro para senadores tucanos pagarem suas contas em Paris.

E o gabinete do então senador José Serra não esteve acima do bem e do mal. Pelo contrário Serra e Sarney formavam a base governista de FHC, e Serra apoiou a eleição de Sarney à presidência do senado em 1995, quando Agaciel Maia foi nomeado.

O gabinete de Serra serviu-se, alegremente, dos préstimos de Agaciel Maia neste período.

Quando esteve licenciado, ocupando ministérios de FHC, o suplente de Serra foi o mega-empresário Pedro Piva, pai do presidente da FIESP na época, Horácio Lafer Piva. Mesmo sendo suplente em exercício, o gabinete atendia correligionários demo-tucanos de Serra em busca de empregos, verbas, influência e trens da alegria no Senado.

Hoje, Sarney sabe tudo o que José Serra "fez no verão passado" como ex-senador.

Serra quer colocar Perillo e Heráclito no controle da mesa do senado, também para queimar esses arquivos do período em que foi ex-senador, antes que eles venham à público.

Por isso, fica Sarney! Pelo menos mais um pouco. Ainda há uns trabalhinhos a serem feitos para limpar o senado e a politicalha demo-tucana, e se entra Perillo e Heráclito, tudo acaba em pizza, assim como aconteceu com o afastamento de Renan Calheiros.

Por: Zé Augusto

17/06/2009

JOSÉ MOTOSERRA E GLOBO, TUDO A VER E A VENDER

Veja as cenas do teste de José Serra na Globo.

Acredita-se alegando que os jornalistas não estão cumprindo satisfatoriamente as ordens dos patrões José Nósferrarádefato toma a frente da câmeras para in-formar o público.

14/06/2009

Ala de Aécio Neves não teme o crescimento de José Serra

Vantagem do tucano José Serra (PSDB) nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República não assusta ala do PSDB que apoia o nome do governador Aécio Neves. Os aliados mineiros defendem que Aécio tem terreno para crescer e conta com maior capacidade de aglutinação.

Para o presidente do partido em Uberaba, Luiz Cláudio Souza Campos, a pesquisa é um critério de avaliação dos pré-candidatos, mas não o único ponto em questão. Segundo ele, é necessário ter perfil para aglutinar as forças políticas do país e compor aliança forte para a disputa pela cadeira máxima do Executivo.

Campos também pondera que pesquisas refletem dados de momento, enquanto a política é dinâmica. De acordo com o tucano, tanto Serra quanto Aécio está preparado para eleição do próximo ano e o partido chegará unido a 2010. Porém, acredita que o governador de Minas tem mais terreno para crescer à medida que avança na pré-campanha.

Conforme pesquisa divulgada pelo Ibope, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a corrida presidencial com 20 pontos de vantagem sobre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). O tucano tem 38%, contra 18% da pré-candidata do presidente Lula.

Em outro cenário, com o governador de Minas Aécio Neves (PSDB) no lugar de Serra, Ciro aparece com 22% e Dilma, com 21%, tecnicamente empatados. O tucano registra 12%, enquanto Heloísa Helena, 11%. Segundo a consulta, o pré-candidato mais conhecido é Serra, por 31% dos eleitores. Já Dilma é bem conhecida por somente 9%.

Por Gisele Barcelos

06/06/2009

O DIA EM QUE A PETROBRAS DEIXOU DE SER BRASILEIRA

“Dia 26 de dezembro de 2000, um dia depois do Natal, o povo brasileiro foi surpreendido por mais uma medida antinacional do governo FHC. Coerente com a máxima de FHC de que “ia virar a página do getulismo no Brasil” – sem o que o neoliberalismo não seria possível – o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, anunciou que a empresa estava mudando seu nome comercial para PetroBrax. Segundo ele, o objetivo seria “unificar a marca e facilitar seu processo de internacionalização” (sic) (FSP, 27/12/2000). Afirmou ele que “a medida ganhou na semana passada o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Segundo Alexandre Machado, consultor da presidência da Petrobras, a operação custaria à empresa 50 milhões de dólares, para realizar um projeto da agência paulista de design Und SC Litda, “contratada sem licitação”, segundo o presidente da Petrobras. “Um dos argumentos favoráveis – relata a FSP – foi que o sufixo “bras” estaria, internamente, associado à ineficiência estatal.” “No front externo, um dos argumentos para a mudança da marca é de tirar a associação excessiva que o nome Petrobras tem com o Brasil . Segundo Norberto Chamma, diretor da Und, que apresentou a nova marca ontem para jornalistas, a desvinculação é importante para que a empresa não seja obrigada a arcar com os ônus dessa ligação.” (sic)

A direita subestimou a capacidade de resistência do povo brasileiro, submetido a tantas afrontas no governo tucano, que este pensou que ele estava anestesiado. (Uma coluna do próprio jornal FSP diz que o jornal subestimou a reação popular contra a medida.) Mas a operação durou apenas algumas horas. Apesar da tentativa de pegar o povo distraído pelo período entre Natal e Ano Novo, em dois dias o governo teve que retroceder da sua vergonhosa tentativa de preparar a maior empresa brasileira para “facilitar seu processo de internacionalização” – não há melhor confissão da intenção de privatizá-la, de que a venda de ações na Bolsa de Nova York foi um passo concreto. O país estava submetido à nova Carta de Intenções do FMI, depois da terceira vez que o governo tucano de FMC e de Serra havia quebrado nossa economia e havia indícios claros que a privatização da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil faziam parte das contrapartidas dos novos empréstimos que o FMI concedia ao governo de FHC.

26 de dezembro foi um dia da vergonha nacional, com essa tentativa fracassada de tirar o nome do Brasil da Petrobras, para tirar a Petrobras do Brasil. Sabemos que FHC estava totalmente de acordo. Seria bom saber onde andavam e que atitude tomaram os que agora dizem se preocupar com a Petrobras. Que posição teve, por exemplo, José Serra diante dessa ignominiosa atitude do governo a que ele pertenceu? E as empresas da mídia e seus funcionários colunistas?

E que atitude tomaram os senadores, agora tão interessados nos destinos da Petrobras, ao subscrever o pedido da CPI, quando a existência mesma da empresa estava em jogo?

O senador Álvaro Dias talvez estivesse ocupado com a defesa dos processos por uso da cavalaria da PM contra professores ou preparando algum dossiê falso contra adversários políticos, ou tentando se defender das acusações de crime contra a administração pública, movidas pelo SupremoTribunalFederal.

Já o senador Artur Virgilio talvez estivesse tentando organizar sua defesa da acusação de envolvimento com prostituição infantil de que foi acusado ou preocupado em libertar o filho, preso por desacato e pornografia .

O senador Cicero Lucena talvez estivesse preocupado com o processo do Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e desvio de verba.

O senador Eduardo Azeredo, fundador do mensalão mineiro, poderia estar preparando já seu projeto de lei que quer censurar a internet.

O senador Flexa Ribeiro talvez estivesse às voltas com o que depois foi revelado como sendo a inclusão do seu nome na “folha de pagamento” das empreiteiras.

Já o senador Marconi Perillo poderia estar preocupando-se pelo que o Ministério Publico Federal encontraria como irregularidades em seu governo, pedindo sua cassação.

O senador Tasso Jereissatti poderia estar às voltas com viagens em um do seus jatinhos, por conta das verbas do Senado, que ele consideraria “legais”.

O senador Efraim Morais poderia estar ocupado com a nomeação de algum dos seus 52 parentes que tem no seu gabinete.

Ou com a investigação do Ministério Público Federal sobre o que, uma vez apurado, se tornaria seu envolvimento em esquema de propinas no Senado, junto com o senador Romeu Tuma.

O senador Heraclio Fortes poderia estar preocupado com o caso de corrupção do Zoghibi, tentando esconder sem envolvimento.

Já o senador Jayme Campos poderia estar às voltas com o que viria a ser denunciado como sua participação no inquérito sobre sanguessugas.

O senador José Agripino poderia estar em contato com empreiteiras, segundo acusações de doações “por fora” de que foi objeto.

A senadora Katia Abreu poderia estar manifestando seu apoio aos escravagistas do Pará.

A senadora Maria do Carlo Alves poderia estar envolvida com o que se configurou depois como acusações de caixa dois.

Já o senador Jarbas Vasconcelos poderia estar gozando dos 17,3 mil reais mensais desde 1992, sem trabalhar.

O senador Pedro Simon poderia estar tomando a mesma atitude que tomaria diante da corrupção do governo de Yeda Crusius: silêncio total.

O senador Geraldo Mesquita poderia estar utilizando os salários que os seus funcionários lhe acusam de que lhes roubou.

O senador Mão Santa poderia estar ocupado em algum contato com Camargo Correa, da qual foi acusado de receber propinas.

O senador Romeu Tuma poderia estar preocupado com aquilo de que mais tarde foi acusado, de participação em esquema do Senado.

O senador Mozarildo Cavalcanti poderia estar ocupado em atividades que mais tarde seriam denunciadas como crimes contra a administração pública.

Poderiam os senadores que convocaram a CPI estar ocupados nisso. Mas o certo é que estavam centralmente ocupados em apoiar o governo que tentou privatizar a Petrobrás, que fez um balão de ensaio no dia 26 de dezembro de 2000, teve que recuar, e agora tenta voltar à carga, no momento em que se discute a nova regulamentação da exploração do petróleo e todo o processo do pré-sal. Une suas atuações um profundo sentimento de desprezo pelo que é brasileiro, pela que a Petrobrás representou e representa para o país.

Por isso precisam ser repudiados, na mesma lista dos políticos que resistiram à fundação da Petrobras, aos que quebraram o monopólio do petróleo e aos que desprezam o que representa a Petrobras para o Brasil. Defender hoje a Petrobras é defender o Brasil, de hoje e de amanhã.

Todas as informações acima estão disponíveis na internet, nos endereços abaixo e em outros:

http://www.fabiocampana.com.br/2008/08/professores-param-no-dia-29-para-lembrar-cavalaria-de-alvaro-dias

http://democraciapolitica.blogspot.com/2008/04/o-dossi-tucano-para-ser.html

http://www.stf.jus.br/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=4216&classe=Pet&codigoClasse=0&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M

http//alainet.org/active/21674&Lang=es

http://www.midiandependente.org/pt/blue/2004/10/292415.shtml

http://www.institutobrasilverdade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2010&Itemid=67

http://www.jusbrail.com.br/1063687/stf-desmembra-inquerito-do-mensalao-mineiro/relacionadas;jsessionid=41E291D0ABA0E476D62380FA4316E7

http://www.interney.net/blogs/inagaki=2008/11¹15diga_nao_ao_projeto_do_senador_azeredo_d/

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac345516,0.html

http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/eleitoral/caixa-dois-mpe-go-pede-a-cassacao-de-marconi-perillo/

http://brasildacorrupcao.blogspot.com/2009/04/tasso-jereissati-aviao-fretado-com.html

http//:veja.abril.com/noticias/Brasil/senador-mantinha-52-funcionarios-fantasmas-470762.shtml

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=27940

http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/sanguessuga-inquerito-sobre-senador-de-mato-grosso-e-enviado-ao-stf/

http://revistaepoca.globo.com/Revista/EpocaQo,,EMI65568-15223,00-PSDB+DEM+E+FIESP+NOS+PAPEIS+DA+CAMARGO+CORREA,html

http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2007/07/06/e-katia-abreu-continua-indo-contra-o-combate-a-escravidão

http://www.cinforme.com.br/noticias/1294

http://oglobo.com/pais/mat/2009/03/03/em-discurso-inflamado-no-plenario-da-camara-silvio-costa-chama-jarbas-de-maraja-parasita-do-dinheiro-publico-754669548.asp

http://julidaluz.blogspot.com/2008/09/geografia-moral-do-senador-pedro-simon.html

http://pt.wiki/Senador_brasileiro_acusado_de_mensalinho_anuncia_desfilia%C3&percent;A7percent;C3percent;A3o_de_partido

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_3/2009/03/29/noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=93684/noticia_interna.shtml

http://www.novojornal.com/politica_noticia.php?codigo_noticia=9722

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.aps?numero=2595&classe=Inq&codigoClasse=0&origem=AP&recurso=O&tipoJulgamento=M”

Por Paulo Nei

03/06/2009

ATENÇÃO PIG: SERRA MANDOU MUDAR DE ASSUNTO

Sabe onde estão o XIS desta questão, o único fato realmente importante no texto todo?

Na ordem dada por Serra: "As declarações de Serra, segundo assessores do governador, seria contra a discussão de candidaturas para a eleição de 2010. Ele argumenta que colocar em pauta o assunto neste momento "prejudica a administração pública no Brasil". "Eu sou candidato a governar São Paulo", diz."

Ou seja, queridos leitores, José Serra está mandando o PIG, do qual ele é editor-chefe, a mudar de assunto. Em nenhum momento daquelas manchetes da Folha - "Serra vencERIA com 134% dos votos" - ele achou que isso prejudicava a administração.

Então, você é que é editor na Folha, no Estadão, na Veja e em O Globo: pesquisa e sucessão presidencial suspensos da pauta até nova ordem de José Serra. Enquanto o governador não decide que novo golpe sujo vai dar, falem sobre dietas, mas não sobre pesquisas e sucessão.

Comentário de Marcio no blog amigosdopresidentelula

29/05/2009

FIM DA LINHA - UMA OPOSIÇÃO DE FANCARIA

Uma oposição em desespero, perdida e sem bandeiras e programas. Sem nada para dizer sobre o país, sobre nosso desenvolvimento, sufocada pelos números da popularidade do presidente Lula, do apoio ao governo, e assustada com o crescimento da candidatura Dilma Rousseff.

Completamente sem força eleitoral no caso do DEM (tem o governo de apenas uma das 27 unidades da federação, o de Brasília), que ou é tributário do PSDB ou do PMDB onde se integrou aos governos - e hoje não tem acordo nem com seus próprios aliados em Estados importantes.

O DEM já não detém sequer a força que teve no Nordeste, onde o PT governa Sergipe e o Piauí; o PSDB, Alagoas; o PSB, Pernambuco, Rio Grande do Norte e o Ceará; e o PMDB, a Paraíba e o Maranhão.

Esta é a oposição que temos. Não lhes resta nada a não ser, com apoio de parte mídia, criar CPIs e bater nessa tecla. Criam ou mudam comandos de CPIs, desde que estas não sejam em seus governos (casos de São Paulo e Rio Grande do Sul) e nem se destinem a apurar denúncias que envolvam seus parlamentares e governadores com casos de caixa dois e desvio de recursos públicos.

Yeda Crusius, Efraim, Zé Agripino, Flexa Ribeiro, PPS...

Toparam investigar alguma coisa - uma que seja - da penca de denúncias que envolvem o senador Efraim Morais (DEM-PB) e a governadora Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul? Ou a questão de caixa dois envolvendo os senadores José Agripino (DEM-RN), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o PPS? Nada.

Tergiversam, manipulam e desviam-se do que lhes atinge. Nessa tática, primeiro criaram a CPI da Petrobras. Agora querem ressuscitar a das ONGs. Para isso rompem acordos públicos, rasgam o regimento e as vestes..

É a oposição de fancaria, sem uma alternativa sequer para o país e que, ao contrário, votou contra as medidas para o Brasil sair da crise. Mas não se conformam de agora serem obrigados a assistir a retomada de nosso crescimento. Daí essa fixação em prejudicar a Petrobras, o governo, o PT e a nação.

Por ZD

21/05/2009

CPI DA PETROBRÁS - DEZ PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

Se o Artur Virgílio e o Tasso tivessem alguma massa cinzenta na cabeça, nunca teriam arrumado essa CPI da Petrobrás. Mas, como eles não têm o hábito de pensar, quem pensa pelos dois é o Álvaro Dias, como se sabe, um tremendo pensador. Fala-se que ele pensa tanto que até anda com os joelhos esfolados.

Mas, se eles não têm o que investigar, nós temos. É verdade que a maioria dos casos é mais para a polícia do que para uma CPI, mas não se pode perder a oportunidade. Já que eles arrumaram essa...

Comecemos pelo afundamento da Plataforma P-36.

No dia 15 de março de 2001, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, pouco depois da meia-noite uma explosão sacudiu a maior plataforma petrolífera do mundo, a P-36, estacionada a 130 Km da costa e capaz de extrair, por dia, 180 mil barris de petróleo e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás natural. No momento em que começou a tragédia, a P-36 extraía petróleo de seis poços – o que era uma pequena parte de sua capacidade: ela estava em Roncador para extrair petróleo de 28 poços ao mesmo tempo.

Dezessete minutos depois da primeira explosão, outra, e mais violenta, abalou a plataforma, matando 11 trabalhadores da Petrobrás que, heroicamente, tentavam salvar a P-36. Cinco dias depois, no dia 20 de março de 2001, a maior plataforma petrolífera do mundo – que custou US$ 350 milhões – afundou, submergindo a uma profundidade de 1.200 metros, levando junto 1.500 toneladas de petróleo.

Por que ela afundou? Como pôde a maior plataforma do mundo ter afundado em cinco dias, deixando filhos sem pai e mulheres sem marido, homens que, como aqueles do poema de Pessoa, não tinham a alma pequena? Ninguém foi responsável por esse crime?

O presidente da Petrobrás na época era um daqueles típicos intrujões do governo Fernando Henrique, Henri Philippe Reichstul – que era vice-presidente do American Express quando foi nomeado, e hoje continua sua carreira de testa de ferro na Brazil Renewable Energy Company, um grupo de negocistas estrangeiros que se dedica a especular com o etanol, comprando usinas e terras brasileiras.

O fato mais notório da gestão de Reichstul na Petrobrás, certamente, foi sua tentativa de mudar o nome da empresa para Petrobrax, porque “assim é mais fácil internacionalizar a empresa”. Além disso, ele, literalmente, esquartejou a Petrobrás (dividiu-a em várias unidades separadas – pode-se adivinhar com que intenção). Em sua administração, houve o rompimento de um oleoduto em Morretes, no Paraná, uma inundação de petróleo na Baía da Guanabara, e, além do afundamento da P-36 em 2001, houve o emborcamento da P-34 em 2002, que por pouco não redunda em um desastre das proporções do anterior.

As investigações sobre o que aconteceu com a P-36 ficaram a cargo da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que tinha como diretor-geral o então genro de Fernando Henrique, David Zylbersztajn, o mesmo que declarou aos executivos das multinacionais de petróleo, em janeiro de 1998: “o petróleo é vosso”.

No Relatório Anual 2001 da ANP, preparado por Zylbersztajn, as conclusões da investigação estão resumidas do seguinte modo: “as causas das explosões na P-36 estiveram relacionados a não-conformidades quanto a procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto” (ANP, Relatório Anual 2001, pág. 12) .

Pelo jeito, estava tudo errado na P-36. Mas é evidente que essa conclusão é uma mistura de alhos com bugalhos para chegar a lugar nenhum – como podem “procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto” estarem colocados em pé de igualdade? Nenhum foi decisivo para o desastre? Os “procedimentos operacionais” não tinham nada a ver com o “projeto”? A “manutenção” não tinha nada a ver com a política imposta à empresa? É evidente que o relatório tentava jogar a culpa – ou, pelo menos, parte dela – sobre os trabalhadores da Petrobrás, aqueles que, 11 deles, deram a sua vida para salvar a situação. Mas, ao fazer isso, queria-se esconder a culpa de quem?

Segundo Zylbersztajn, a investigação, encerrada em julho de 2001, “não pôde concluir se o afundamento da plataforma teria como ser evitado” (ANP, Rel. cit.).

Teria sido, então, um desígnio divino o afundamento da P-36, a morte de 11 corajosos trabalhadores, e a perda, durante 6 anos, de uma de nossas principais fontes de extração de petróleo (pois a P-36 somente pôde ser substituída em 2007, quando, graças aos esforços do presidente Lula e da Petrobrás, ficou pronta a plataforma P-57, esta totalmente construída no Brasil)?

Todo o “projeto” e sua realização – enfim, a construção da plataforma – foram feitos durante o governo Fernando Henrique, que preferiu encomendar a plataforma no exterior, começando em 1995 na Itália e terminando em 2000 no Canadá. Por que preferiram encomendá-la no exterior, quando a indústria nacional estava plenamente capacitada a construí-la, como provou depois o governo Lula?

Deus, evidentemente, nada tem a ver com uma investigação feita sob medida para esconder os culpados. Aliás, esta é a sua premissa declarada: “A finalidade dessa investigação não foi o de estabelecer injunções ou punições, mas identificar as causas” (ANP, Rel. cit.). E quando as causas são a negligência criminosa, a incompetência administrativa e a sabotagem privatista?

Então, a CPI já tem um assunto para tratar. Nada de ficar enrolando. Vamos aos fatos. Os senadores podem começar convocando o Reichstul e o Zylbersztajn para explicarem:

1) Por que a P-36 foi encomendada no exterior, em vez de ser construída no Brasil?

2) Quem elaborou o projeto?

3) Por que esse projeto foi aprovado, mesmo com problemas tão graves?

4) Quem deu a ordem para pagar US$ 350 milhões por esse traste?

5) Por que havia problemas de manutenção na P-36?

6) Como e por quem foram estabelecidos os procedimentos operacionais?

7) Em que os problemas de projeto influenciaram esses procedimentos?

8) Por que a investigação da ANP não apontou nenhum responsável pelo desastre?

E, além disso:

9) Quantos funcionários terceirizados havia na plataforma no momento da explosão?

10) Qual a qualificação, de onde foram contratados esses terceirizados, e por que os funcionários que tentaram salvar a P-36 eram todos da Petrobrás e nenhum terceirizado?

Não é tudo. Tem mais, e muito. Mas já é um começo para animar a CPI.

Por CARLOS LOPES

16/05/2009

DESCOBERTOS COMPUTADORES DE OURO NO NINHO TUCANO

Polícia Federal, Secretaria de Direito Econômico, TCE e Procuradoria Estadual da Fazenda investigam contratos de empresa acusada de liderar cartel de informática.

Uma das metas mais ambiciosas do governo paulista, comandado pelo PSDB desde 1995, consiste em equipar com computadores os quase quatro mil colégios estaduais de São Paulo, que atendem cerca de cinco milhões de alunos. Trata-se de um megaprojeto, batizado de Computador na Escola, que poderá custar R$ 1,5 bilhão. Só os contratos para a locação de 100 mil microcomputadores têm um custo estimado em R$ 400 milhões e, segundo o que foi informado pelo governador José Serra, até o fi nal do ano os equipamentos deverão estar instalados em pelo menos três mil escolas que já têm salas de informática montadas. O problema é que, apesar da disponibilidade dos recursos e do empenho do governador, o projeto tucano corre o risco de travar, contaminado pelo vírus de licitações suspeitas investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Polícia Federal (PF) na Operação Mainframe. A CTIS, empresa vitoriosa na disputa para o fornecimento dos computadores, é acusada pela Polícia Federal de liderar o maior cartel de in formática do País. "Todos os contratos da empresa serão analisados e vamos instaurar quantos inquéritos forem necessários", afi rmou por meio de sua assessoria o superintendente da Polícia Federal em Brasília, Disney Rosseti.

As investigações sobre a CTIS e outras quatro empresas de informática começaram a partir de denúncias feitas pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça. Em 16 de março, o juiz substituto Waldemar Cláudio de Carvalho, da 13ª Vara da Justiça Federal em Brasília, autorizou a Polícia Federal a apreender documentos e computadores na sede da CTIS. Pelo menos três atas reportando assembleias da empresa chamaram a atenção dos agentes da PF. Elas comprovam que lideranças do PSDB fi zeram ou fazem parte da direção da CTIS, empresa com sede em Brasília. A ata da assembleia realizada em 24 de janeiro do ano passado registra a nomeação de Luiz Fernando Gusmão Wellisch como "Diretor Executivo de Vendas Governo". Durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, Wellisch foi diretor de tecnologia do Banco do Brasil e trabalhou na Secretaria de Coordenação e Controle de Empresas Estatais, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, no período em que Serra comandava a pasta. Em 2002, foi um dos coordenadores da campanha de José Serra à Presidência.

Em 2006, assumiu a Secretaria de Fazenda do Município de São Paulo, onde permaneceu até ocupar a diretoria da CTIS. Na mesma ata também está registrada a efetivação de Martus Antônio Rodrigues Tavares como membro do conselho de administração da empresa. Na gestão de FHC, Tavares foi ministro do Planejamento. Em assembleia da CTIS realizada em 28 de novembro do ano passado, Tavares deixou formalmente o conselho de administração da empresa. Wellisch permanece no comando da CTIS. Em 5 de janeiro deste ano, foi nomeado "Diretor Executivo Comercial de IT Services".

Na quinta-feira 14, a assessoria de comunicação da CTIS informou à ISTOÉ que Wellisch "está em trânsito" e que não poderia ser localizado. Sobre sua participação na empresa, a nota esclarece que em setembro de 2007 a CTIS estava em processo de abertura de capital, por meio de oferta de ações na Bovespa, e para isso precisava de um diretor financeiro (Chief Finance Officer) de credibilidade e experiência internacional. "Por essa razão, Wellisch foi convidado para ser o CFO da CTIS na época", diz a nota. A seguir, a empresa afirma que "o mundo começou a sofrer a crise das 'subprime', que paralisou o mercado de capitais e inviabilizou novos processos de IPOs. Em função disso, a CTIS postergou seu projeto e decidiu deslocar Wellisch para o cargo de Diretor Executivo Comercial". A em presa nega que haja irregularidades em seus contratos com o governo paulista ou em qualquer outro.

Mariana Tavares de Araújo, secretária de Direito Econômico, diz que as informações disponíveis levam a crer na existência do cartel das empresas de informática. "Há fortes indícios", diz ela. "Precisamos investigar com lupa os contratos da CTIS", disse à ISTOÉ na última semana um técnico do SDE. "Vamos esperar a chegada de todos os documentos apreendidos para determinar os novos passos da investigação", afi rmou a diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da SDE, Ana Paula Martinez.

Em São Paulo, antes mesmo de desencadeada a Operação Mainframe, o TCE vinha colocando sob suspeita uma série de contratos da CTIS com o governo estadual e também com a prefeitura da capital. No dia 18 de junho de 2008, por exemplo, o TCE publicou resumo de um processo contra a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), da Secretaria Estadual de Educação, e a CTIS, apontando indícios de irregularidades na contratação da empresa. Em 22 de janeiro deste ano, novamente foi publicado no Diário Ofi cial outro processo contra a FDE e a CTIS, levantando irregularidades em serviços de impressão.

Segundo o tribunal, em ambos os casos a FDE, para fechar os contratos com a empresa CTIS, pegou "carona" em uma ata de registro de preços da Companhia de Processamento de Dados do Município, a Prodam, e não realizou licitação. Há suspeitas de superfaturamento. A Prodam havia fechado contrato com a CTIS em janeiro de 2006, no valor de R$ 54,4 milhões. No dia 28 de abril, o TCE recebeu outra denúncia, dessa vez sobre os contratos entre a CTIS e a FDE, exatamente dentro do programa Computador na Escola. O processo foi remetido à Procuradoria da Fazenda do Estado para apreciação, segundo o gabinete do relator do processo, conselheiro Fúlvio Julião Biazzi.

Além de analisar a legalidade dos contratos, o TCE e os técnicos da SDE querem investigar os pagamentos feitos pelo governo paulista à CTIS. Segundo um dos responsáveis pelas investigações ouvido por ISTOÉ, os documentos levantados pela Polícia Federal indicam a possibilidade de haver favorecimento indevido à empresa nas liberações de recursos. Uma pesquisa no Diário Ofi cial do Estado de São Paulo mostra diversas "execuções de contratos" que serão analisadas pelo TCE e pela SDE. No dia 28 de março, por exemplo, o Executivo paulista divulgou quatro dessas liberações de recursos. Para alocar 7.088 equipamentos pedagógicos de informática por um prazo de 30 dias, foi feito desembolso de R$ 24,8 milhões. Em outra execução, o governo alugou 6.563 equipamentos pedagógicos de informática por R$ 23 milhões. Antes, em fevereiro, o governo paulista já tinha publicado duas execuções milionárias, sem especifi car o número de computadores alugados. Uma de R$ 14,2 milhões e outra de R$ 43,7 milhões, resultado dos acordos fi rmados em outubro do ano passado.

Apesar das investidas do TCE e da investigação federal, a CTIS continua recebendo dinheiro do governo de São Paulo. Na terça-feira 5 de maio, a FDE publicou nove ordens de serviço, liberando R$ 110 milhões para a empresa de Brasília. "Sobre os contratos com a FDE, quem deve se manifestar é a FDE", afi rma a assessoria de comunicação da CTIS. Responsável pela área de informática na FDE,  iago Poço foi procurado pela reportagem de ISTOÉ, mas até o fechamento desta edição não havia respondido.

Por Mino Pedrosa e Hugo Marques

11/05/2009

Morte no Ninho - Marcelo entregou dinheiro a Crusius", diz viúva

Aos 43 anos, bonita e com um vasto círculo de amizades na alta sociedade brasiliense, Magda Cunha Koenigkan conheceu Marcelo Cavalcante em novembro de 2007. Dois dias depois, o casal já morava junto, na casa alugada por Magda no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Magda logo se integrou ao círculo político que o ex-assessor do governo Yeda Crusius frequentava em Brasília. Nos encontros, aproveitava para tentar vender publicidade da revista Sras&Srs, publicação fundada por ela há três anos.

Cavalcante nutria forte ciúmes da companheira. A desconfiança, aliás, teria sido uma das causas para a discussão entre os dois na sexta-feira, 13 de fevereiro, última vez em que ambos se encontaram antes de ele aparecer morto no Lago Paranoá. As últimas crises vinham sendo intermediadas por um pastor da igreja Sarah Nossa Terra. Após a briga na sexta-feira anterior à morte, Magda buscou abrigo na igreja.

Por Rosane de Oliveira

05/05/2009

É Tudo Verdade ? - Presidente e 2 diretores do Detran-RS pedem demissão

Três diretores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) pediram exoneração de seus cargos neste início de semana. Ontem, a presidente da autarquia, Estella Maris Simon, encaminhou sua carta de exoneração à governadora Yeda Crusius (PSDB).

Hoje, os diretores técnico, Ildo Mário Szinvelski, e administrativo, Helidomar Borba, também entregaram seus cargos em solidariedade a Estella.

A governadora anunciou a nomeação do secretário-adjunto do Planejamento, Sergio Luiz Buchmann, para a presidência do órgão e do funcionário de carreira da Secretaria da Fazenda, Ciro Camiron, para a diretoria administrativa. O nome do novo diretor técnico será divulgado nos próximos dias.

Os motivos que levaram Estella a pedir demissão não foram tornados públicos, mas há indicativos de que ela estaria insatisfeita por encontrar dificuldades para reestruturar o órgão, missão que havia assumido em novembro de 2007, quando a Polícia Federal (PF) descobriu desvios de R$ 44 milhões que teriam sido praticados com a conivência de integrantes da diretoria anterior.

C/A

28/04/2009

CARTA CAPITAL TRAZ UMA ASSUSTADORA HISTÓRIA DA FAMÍLIA DE GILMAR MENDES; TERRA DO MINISTRO NÃO TEM JUSTIÇA

A grande mídia não conhece Gilmar Mendes!

Veja abaixo uma assustadora história em que está envolvido um irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O irmão, conhecido como Chico Mendes, é político de Daiamantino (MT) e recebe, sempre durante campanhas eleitorais, a participação ativa do ministro. Esse é um trecho impressionante de um lugar em que a justiça não existe e não funciona. A terra do ministro do Supremo.

Trecho da matéria de Leandro Fortes, da Carta Capital

A lentidão da polícia e da Justiça na região, inclusive em casos criminais, acaba tendo o efeito de abrir caminho a várias suspeitas e deixar qualquer um na posição de ser acusado – ou de ver o assunto explorado politicamente.

Em 14 de setembro de 2000, na reta final da campanha eleitoral, a estudante Andréa Paula Pedroso Wonsoski foi à delegacia da cidade para fazer um boletim de ocorrência. Ao delegado Aldo Silva da Costa, Andréa contou, assustada, ter sido repreendida pelo então candidato do PPS, Chico Mendes (Irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal), sob a acusação de tê-lo traído ao supostamente denunciar uma troca de cestas básicas por votos, ao vivo, em uma emissora de rádio da cidade. A jovem, de apenas 19 anos, trabalhava como cabo eleitoral do candidato, ao lado de uma irmã, Ana Paula Wonsoski, de 24 – esta, sim, responsável pela denúncia.

Ao tentar explicar o mal-entendido a Chico Mendes, em um comício realizado um dia antes, 13 de setembro, conforme o registro policial, alegou ter sido abordada por gente do grupo do candidato e avisada: “Tome cuidado”. Em 17 de outubro do mesmo ano, 32 dias depois de ter feito o BO, Andréa Wonsoski resolveu participar de um protesto político.

Ela e mais um grupo de estudantes foram para a frente do Fórum de Diamantino manifestar contra o abuso de poder econômico nas eleições municipais. A passeata prevista acabou por não ocorrer e Andréa, então, avisou a uma amiga, Silvana de Pino, de 23 anos, que iria tentar pegar uma carona para voltar para casa, por volta das 19 horas. Naquela noite, a estudante desapareceu e nunca mais foi vista. Três anos depois, em outubro de 2003, uma ossada foi encontrada por três trabalhadores rurais, enterrada às margens de uma avenida, a 5 quilômetros do centro da cidade. Era Andréa Wonsoski.

A polícia mato-grossense jamais solucionou o caso, ainda arquivado na Vara Especial Criminal de Diamantino. Mesmo a análise de DNA da ossada, requerida diversas vezes pela mãe de Andréa, Nilza Wonsoski, demorou outros dois anos para ficar pronta, em 1º de agosto de 2005. De acordo com os três peritos que assinam o laudo, a estudante foi executada com um tiro na nuca. Na hora em que foi morta, estava nua (as roupas foram encontradas queimadas, separadas da ossada), provavelmente por ter sido estuprada antes.

Chamado a depor pelo delegado Aldo da Costa, o prefeito Chico Mendes declarou ter sido puxado pelo braço “por uma moça desconhecida”. Segundo ele, ela queria, de fato, se explicar sobre as acusações feitas no rádio, durante o horário eleitoral de outro candidato. Mendes alegou não ter levado o assunto a sério e ter dito a Andréa Wonsoski que deixaria o caso por conta da assessoria jurídica da campanha.

CartaCapital tentou entrar em contato com o ministro Gilmar Mendes, mas o assessor de imprensa, Renato Parente, informou que o presidente do STF estava em viagem oficial à Alemanha. Segundo Parente, apesar de todas as evidências, inclusive fotográficas, a participação de Mendes no processo de implantação do Bertin em Diamantino foi “zero”. Parente informou, ainda, que a participação do ministro nas campanhas do irmão, quando titular da AGU, foram absolutamente legais, haja vista ser Mendes, na ocasião, um “ministro político” do governo FHC. O assessor não comentou sobre os benefícios fiscais concedidos pelo irmão à universidade do ministro.

Por Glauco Cortez

21/04/2009

Serra: “As professoras são muito simpáticas. Os alunos têm vontade de aprender, mas não acontece”

“Em questão de prédios, de merenda, de transporte, a situação é de boa para excelente. As professoras são muito simpáticas, e os alunos têm vontade de aprender. Mas isso não está acontecendo”, afirmou o governador de São Paulo, José Serra, ao comentar o resultado do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2008.

O resultado da avaliação demonstrou que nenhuma escola estadual da capital paulista que tem a sexta e oitava séries do ensino fundamental atingiu as metas consideradas adequadas nas disciplinas matemática e português.

A avaliação dos alunos da rede pública estadual paulista vem ano a ano apresentando queda. Os alunos da 8ª série, por exemplo, haviam obtido a nota 242,6 em 2007. No ano passado, a nota foi de 231,7.

A situação vem mobilizando os trabalhadores da área da educação. No próximo dia 24, a Apeoesp irá entrar em greve e realizar uma manifestação por melhores condições de preparação das aulas, pelo piso salarial e novas vagas para professores no Estado.

D Hora do Povo

15/04/2009

Opinião - Revista britânica reconhece equívoco em privatizações da era FHC

Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil, acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma "situação favorável incomum ao Brasil".

A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar.

"Outros países estão tentando descobrir como alavancar bancos e direcionar o crédito para as necessidades identificadas. Isso é algo que o Brasil faz, inclusive quando não era 'moda'. Nos bancos privados, as exigências de depósitos e garantias para financiamentos os impediram de correr os riscos financeiros que acabaram por derrubar bancos na Europa e nos Estados Unidos. Até agora, o crédito do Brasil foi 'mordiscado', mas 'triturado', destacou o texto.

A matéria também sustenta que, na comparação com seu passado recente e na comparação com outros países, a economia do Brasil está em boa forma. "O FMI prevê que somente os países em desenvolvimento na Ásia, África e Oriente Médio terão melhores resultados em 2009. Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", diz o texto.

O texto aponta ainda que as razões para a melhoria do crescimento do País estão fortemente atreladas à melhoria do nível da dívida do setor público, que foi um ponto fraco e agora se mantém abaixo dos 40% do PIB, e a outros fatores. "Os empréstimos em moeda estrangeira foram trocados principalmente por títulos em reais. Além disso, o País acumulou US$ 200 milhões em reservas internacionais para defender o real; seu déficit em conta corrente é pequeno e, o mais importante, a crise não está aumentando a inflação. Isso permite que o Banco Central reduza a taxa básica de juros da economia, permitindo um custo mais barato para a dívida pública. É a primeira vez que o Brasil adota uma política monetária anticíclica", afirma o texto.

Ao analisar a matéria, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Brasil tem fôlego para enfrentar a crise mundial por conta da resistência contra a onda de privatização que aconteceu na América Latina. "Conseguimos, no Brasil, sustentar como oposição, e com ajuda da reação da sociedade, esse processo de liquidação do patrimônio público. Agora se descobriu, no auge dacrise, que é preciso a presença do Estado e estão todos tentando estatizar bancos falidos. Ou seja, transferir recursos públicos para a iniciativa privada", afirmou.

Segundo ele, a privatização de empresas de energia e de telecomunicações no governo FHC teve consequências desastrosas. "Hoje nos deparamos com as maiores tarifas de energia elétrica do mundo e temos problemas com altas tarifas da comunicação por celular. Foram justamente as duas áreas privatizadas pelo governo anterior. O governo Lula conseguiu evitar a tragédia maior que teria sido a dilapidação da estrutura pública do Brasil".

Por: J.Mendes

08/04/2009

Mídia Política - Veja o que Protógenes descobriu sobre a mídia

Os arquivos apreendidos pela Polícia Federal no computador pessoal do delegado Protógenes Queiroz revelam a capacidade de o delegado imaginar que praticamente toda a mídia brasileira está nas mãos do banqueiro Daniel Dantas. Ninguém escapa: da Folha de S. Paulo à Revista Piauí, passando pelas semanais Carta Capital, IstoÉ, Veja, e até o prestigioso matutino britânico Financial Times. A revista Consultor Jurídico também faz uma ponta no espetáculo.

Em sua teoria midiático-conspiratória, o delegado Protógenes Queiroz é messiânico. “Há indícios de que Dantas tenha certa ascendência sobre alguns jornalistas e editores. Isso pode ocorrer mediante o pagamento de subornos, embora não se descarte a possibilidade de recurso à chantagem ou coação, com base em informações pessoais de seus alvos de interesse, as quais ele obteria por meio de atos de espionagem clandestina. Ressalta-se que tais condutas ainda estão sendo investigadas”.

Segundo a Corregedoria da PF, os dados foram obtidos sem autorização judicial. Mesmo assim, nada do que apurou o delegado com seus grampos ilegais, pode ser usado contra o comportamento ou a ética dos jornalistas e dos órgãos espionados por ele.

Leia AQUI a análise do delegado Protógenes Queiroz sobre a mídia no caso Opportunity

Por Claudio Julio Tognolli

03/04/2009

Das sete capitais pesquisadas pela FGV, São Paulo tem a maior inflação semana

Das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), São Paulo foi a que registrou a maior inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) no mês de março. A capital paulista teve um aumento de preços de 0,87%, maior do que a média nacional, de 0,61%.

Segundo o economista André Braz, da FGV, a inflação de São Paulo foi influenciada principalmente pela alta nos preços de alguns gêneros alimentícios, como as frutas, que tiveram um aumento de 6,26%.

"Nós tivemos uma razão associada a esses alimentos in natura. Não significa que esteja ocorrendo agora um aumento generalizado de preços no grupo alimentação. Dentro dessa classe de despesas, temos itens importantes, como arroz, feijão e carne, que mostram queda em seus preços", disse.

Brasília registrou IPC-S de 0,42% e foi a capital que apresentou maior aceleração, em relação à inflação medida na semana anterior: 0,22 ponto percentual. Segundo Braz, a maior contribuição veio do item empregados domésticos, devido ao aumento do salário mínimo.

As inflações registradas pelo IPC-S em março nas demais capitais foram as seguintes: Porto Alegre (0,83%), Belo Horizonte (0,78%), Recife (0,49%), Salvador (0,35%) e Rio de Janeiro (0,20%).

Por ABr

29/03/2009

ELEIÇÃO 2010 - AÉCIO É O PREFERIDO PARA AS ELEIÇÕES 2010

Dada sua aparência física e a um bom trabalho de marketing realizado o governador de Minas Aécio Neves - em um cenário construído pela pesquisa, venceria as eleições para Presidente da República contra Dilma e Heloísa Helena.

A taxa de aprovação ao seu governo subiu de 36% para 39%. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), é o primeiro colocado com nota 7,6, dados que podem traduzir num inicial excelente peso eleitoral para as eleições de 2010.

Pessoas ligadas a políticos tucanos afirmam que a debandada do PSDB já começou, alguns se sentem “desconfortável” no ninho tucano, enquanto não se realizam as prévias e que seria o ninho pequeno demais para abrigar todos os pré-candidatos. Serra é o candidato da cúpula, mas não das bases, como se constata Serra não encontra respaldo nos números.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concluiu que os partidos políticos têm o direito de realizar prévias para consultar seus filiados, fato que emprestará credibilidade aos candidatos, enquanto o PT impõe goela abaixo o candidato de Lula aos eleitores, o PSDB democratica e exemplarmente elege seus candidatos.

Porque pensa Aécio que os tucanos paulistas não querem prévias, porque ele sairia vencedor. É por isso que os aliados do governador paulista são contra a realização de prévias para escolher o candidato tucano em 2010.

Mas para qualquer dos dois candidatos tucanos é um bom negócio, além de ganharem as atenções da mídia como um partido Democrata, as prévias se realizariam num ambiente de crise econômica mundial e isto, sem dúvida, daria mais visibilidade ao candidato vencedor.

Com esta força toda nas pesquisas, a hora de fazer as prévias já esta até pasando.

Do No Tabuleiro

27/03/2009

Filha FHC é funcionária do Senado "à distância", no gabinete de Heráclito Fortes

Funcionária do Senado para cuidar "dos arquivos" do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado "é uma bagunça"."Cuido de coisas de campanha!?"
"Trabalham lá milhões de pessoas?!"

Admitinndo que NUNCA aparece lá, nem para pegar o contra-cheque disse: "Quem manda pra mim é o senador."

Ela nem saber dizer as funções, sinal que não faz nada. Os arquivos do senador - "uma pessoas dessa" segundo Luciana, ficam na casa da secretária?!

Se ao invés de Luciana Cardoso se chama-se Lurian da Silva?

Do blog

22/03/2009

Um Crime de Lesa Pátria - Onda de privatização do tempo de FHC foi um equívoco

A bancada nacional do PT distribuiu, dias atrás, uma notícia curiosa. Refere-se a uma matéria da revista inglesa The Economist, considerada por muitos como a bíblia dos liberais, onde a publicação, no início de março, reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais.

No texto, a publicação afirma que até pouco tempo no Brasil acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma "situação favorável incomum ao Brasil".

A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar.

Outros países estão tentando descobrir como alavancar bancos e direcionar o crédito para as necessidades identificadas. Isso é algo que o Brasil faz, inclusive quando não era 'moda'. Nos bancos privados, as exigências de depósitos e garantias para financiamentos os impediram de correr os riscos financeiros que acabaram por derrubar bancos na Europa e nos Estados Unidos. Até agora, o crédito do Brasil foi 'mordiscado', mas não 'triturado'", destacou o texto.

A matéria também sustenta que, na comparação com o passado recente e com outros países, a economia do Brasil está em boa forma. O FMI prevê que somente os países em desenvolvimento na Ásia, África e Oriente Médio terão melhores resultados em 2009. Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante, diz o texto.

A reportagem aponta, ainda, que as razões para a melhoria do crescimento do País estão fortemente atreladas à melhoria do nível da dívida do setor público, que foi um ponto fraco e agora se mantém abaixo dos 40% do PIB, e a outros fatores. Os empréstimos em moeda estrangeira foram trocados principalmente por títulos em reais. Além disso, o País acumulou US$ 200 milhões em reservas internacionais para defender o real; seu déficit em conta corrente é pequeno e, o mais importante, a crise não está aumentando a inflação. Isso permite que o Banco Central reduza a taxa básica de juros da economia, permitindo um custo mais barato para a dívida pública. É a primeira vez que o Brasil adota uma política monetária anticíclica, afirma a The Economist.

Ao analisar a matéria, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Brasil tem fôlego para enfrentar a crise mundial por conta da resistência contra a onda de privatização que aconteceu na América Latina. Conseguimos, no Brasil, sustentar como oposição, e com ajuda da reação da sociedade, esse processo de liquidação do patrimônio público. Agora se descobriu, no auge da crise, que é preciso a presença do Estado e estão todos tentando estatizar bancos falidos. Ou seja, transferir recursos públicos para a iniciativa privada.

Segundo ele, a privatização de empresas de energia e de telecomunicações no governo FHC teve consequências desastrosas. Hoje nos deparamos com as maiores tarifas de energia elétrica do mundo e temos problemas com altas tarifas da comunicação por celular. Foram justamente as duas áreas privatizadas pelo governo anterior. O governo Lula conseguiu evitar a tragédia maior que teria sido a dilapidação da estrutura pública do Brasil.

Penso ser oportuno lembrar que o discurso pró-privatização dos anos FHC, tinha, no Rio Grande do Sul, um defensor fervoroso, o então governador do PMDB Antonio Britto. Mas não era só ele. Um sem número de políticos e articulistas e editorialistas da mídia também louvavam o que era anunciado como caminho inescapável, modernidade, novos tempos etc... O PT, desde aquele tempo, se opunha à entrega do patrimônio público a preço de banana e ainda com financiamento público como foi o caso de boa parte das privatizações gaúchas e nacionais. A crise atual parece mostrar que tínhamos razão. Mas eu, sinceramente, preferia ter de assumir um engano - e o faria com gosto - do que perceber que as consequências nefastas que prevíamos, se tornaram reais.

Por Bohn Gass.

19/03/2009

Incompetência - Colombo chegou na América durante a II Guerra, segundo livro didático de Serra

No governo demo-tucano de José Serra (PSDB-SP) é assim:

Primeiro foi um livro de geografia utilizado na 6ª série pelas escolas estaduais conter um mapa com dois Paraguais, o Uruguai fora do lugar, e sem o Equador.

Agora, um mapa na página 9 no "Caderno do Aluno" de geografia da 7ª série mostra a rota de Cristóvão Colombo em sua primeira viagem à América. O ano de chegada ao continente americano está impresso 1942, em vez do correto 1492.

"Trata-se de um erro primário. Esse material deveria ter sido revisado", diz o professor de geografia Paulo Neves, ligado à Apeoesp (sindicato dos professores estaduais).

Por: Zé Augusto

12/03/2009

R$ 313 milhões - Quem paga o pato?

Deve ser piada a declaração do governador de São Paulo, José Serra, que reclamou sobre a falta de propaganda, e quanto ao talento dos marketeiros de sua administração, profissionais que, segundo ele, constituem o ponto forte do PT.

É assim que, de olho em 2010, e blindado por quase toda a grande mídia, no que consiste a críticas em relação a ele, o governador e presidenciável paulista encontra uma desculpa esfarrapada para justificar o aumento de 102% nos gastos de publicidade de sua administração, segundo o levantamento da liderança do PT na Assembléia Legislativa.

Vejamos os números: os gastos de Serra entre 2007 a 2008 subiram de R$ 88,3 milhões para R$ 178,7 milhões; e de 2008 para 2009 dobram novamente, atingindo cerca de R$ 313 milhões.

Prática de governo tucano

Mas, meus amigos, essa é uma festa que parece ser obsessão de governo do PSDB, já que a governadora do Rio Grande do Sul, a também tucana Yeda Crusius, pretende aumentar os recursos em comunicação para ressaltar os "feitos" da sua administração.

Aliás, em se tratando da governadora Yeda Crusius, enredada desde o 1º dia de governo em denúnicas de irreguraldiades e corrupção em seu governo, isso já se tornou uma rotina: a cada novo escândalo que explode em seu governo, ela não consegue responder nada, mas anuncia que vai aumentar as verbas de publicidade do governo estadual.

No governo Yeda Crusius há, entre outras, a denúncia de um desvio de R$ 44 milhões dos cofres do DETRAN para empresários, em operações que o PSOL acusa de ter contado com acompanhamento de um ex-secretário dela que apareceu morto, misteriosamente, no lago em Brasília.

Há também aquela denúncia da compra de apoio na Assembléia Legislativa, em troca de cargos nas estatais - esta feita por seu vice, Paulo Feijó, do DEM; e a da compra da mansão em que a governadora mora, de forma subfaturada - valores inferiores ao que realmente vale, mas superiores à renda que ela declarou à justiça eleitoral. E essa compra foi feita antes dela se conceder um aumento de 143% em seu salário.

06/03/2009

Cinismo Total - “PMDB propõe CPI para investigar fundos de pensão”

Poucas vezes vi tanto cinismo na política brasileira como neste episódio que irei narrar.

Primeiramente, o PMDB, com sua sanha de lotear cargos e ocupá-los, desejava substituir parte da direção do fundo Real Grandeza, o fundo de pensão de Furnas, e colocar no lugar dos substituídos pessoas indicadas pelo partido, enfim, indicações políticas.

Visto que não foi possível conseguir que isso fosse feito, em parte pelo momento de desconfiança pairando sobre o PMDB após as declarações de Jarbas Vasconcelos, o partido resolveu então apoiar a criação de uma CPI para investigar todos os fundos.

Pode parecer que o PMDB esteja com boas intenções e deseje, já que foi acusado de estar querendo adentrar mais ainda em Furnas para roubar, mostrar boa vontade. Mas, em minha modesta opinião, não é bem isso.

Para mim, o que ocorre é que o PMDB quer dar o troco, se vingar do fato de não ter podido indicar quem queria.

Alguns podem se perguntar: Mas como uma CPI que investigue todos os fundos poderia ser uma vingança?

Ora bolas, se o PMDB não pode se utilizar de Furnas, quer impedir que todos os outros se utilizem do que têm também. Daí a criação da CPI, que investigará não só outros fundos dominados pelo PMDB como os fundos dominados por partidos como o PT, um dos que, nos bastidores, barrou a entrada do PMDB em Furnas.

Pelo outro lado, percebendo que o PMDB provavelmente está sendo apenas cínico, defendendo que a CPI moralize os fundos mas na verdade apenas querendo arrastar todos para o mesmo barco, o PT se arma contra a proposta, afinal, se o PMDB conseguir o que quer, “atrapalhará” o PT, da mesma forma como por ele foi “atrapalhado”.

O PT, também cinicamente, critica a proposta. Porém, assim como o PMDB não pode assumir que quer vingança, o PT não pode assumir que não quer deixar o PMDB se vingar assim dele. Então, o partido alega que é contra a Comissão Parlamentar de Inquérito pois o governo tem outros métodos de averigurar irregularidades e uma CPI não é necessária.

Ainda não se sabe como a história vai terminar, embora provavelmente fiquemos sem CPI. O que já se sabe é que o cinismo total já reina.

Do Perspectiva Política

25/02/2009

BOLSA-CAVIAR - PROVA DA LIGAÇÃO POLÍTICA GLOBO, JABOR E SERRA

Arnaldo Jabor no bolsa-caviar do tucano de José Serra !!

José Serra, ultimamente, tem criticado o bolsa-família, repetindo velhos preconceitos da elite paulista de que trataria de um "bolsa-esmola" (como os demo-tucanos costumam chamar o programa).

José Serra anda dando prioridade a outro tipo de bolsa e a outro tipo de família "carente".

Arnaldo Jabor é aquele que vive de falar mal do governo Lula e bem do governo de Serra/FHC no Jornal da Globo.

Jabor é casado com Suzana Villas Boas, também uma globalete: apresenta o programa "Saia Justa" do GNT (canal das Organizações Globo).

Mas o casal não se satisfaz com os altos salários globais.

Contam com a providencial complementação de renda famíliar provida por José Serra.

Suzana Villas Boas presta assessoria à José Serra, recebendo para isso uma complementação de renda familiar ao casal Jabor.

É uma versão bolsa-família-de-elite-tucana, um bolsa-caviar, criada por José Serra, para os "pobrezinhos" jornalistas da mídia corporativa.

Assim o contribuinte paulista cumpre sua sina de sustentar o projeto do "CANDIDATO" Serra (a revista cita Serra como candidato e não como governador) em GANDAIAS como essas, descritas na revista de fofocas "Quem", da editora Globo, também das Organizações Globo.

A CASA, A MÁSCARA, O NINHO E A IMPARCIALIDADE CAIRAM !!

Do 100%PURA

21/02/2009

Estado Mínimo - Falta de professores em Porto Alegre

César Bento informa, no blog Opinião Singela, que a imprevidência da prefeitura de Porto Alegre em promover concurso para professor municipal está obrigando a Secretaria Municipal de Educação (Smed) a fazer contratação emergencial de professores. Ele escreve: “O último concurso para o magistério foi realizado em 2004 e caducou em 2008. A falta de planejamento fez com que as provas fossem realizadas em janeiro de 2009. Erros no Edital e as sucessivas correções estenderam ainda mais o prazo para finalização do processo.

A gestão pós-moderna da Smed com seu discurso de desconstrução e desestruturação não tomou providências concretas. O ano letivo começa dia 2 de março e o prazo para inscrição de professores também. Ou seja: faltarão 159 professores no início do ano letivo em Porto Alegre, pelo cálculo mais otimista. Na realidade, faltam muitos mais”.

Por Marco Aurélio Weissheimer

13/02/2009

Danem-se trabalhadores e empresários - Tucanos querem ver o Brasil quebrar!


Ontem eu vi uma notícia que me deixou perplexo:

FHC pede a PSDB que boicote no Congresso medidas anticrise de Lula
Deputados saíram da casa de FHC com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional"

Sinceramente, que tipo de pessoa é essa que exige que seus lacaios prejudiquem as ações do governo que têm como objetivo amortecer os efeitos da crise mundial no Brasil?

Porque, vejam, uma coisa é você fazer oposição política àquilo que não concorda ou que entende como ruim, prejudicial ao país e seus cidadãos. O PT fez isso toda sua vida e muitas vezes até exagerou - e pagou caro por isso. Porém, não é disso que estamos falando. Falamos de uma ação coordenada para impedir o governo de tentar ajudar os empresários e os trabalhadores para que não sofram os efeitos da crise.

Os tucanos, via seu Czar FHC, o pavão misterioso, apostam no "quanto pior, melhor". E só fazem isso porque acham que quantos piores foram os efeitos da crise no país, mais chances têm de voltar ao poder! Pura mesquinhez política de quem tem sede por poder e não sabe viver sem mamar nas tetas do Estado!

Depois, quando a gente xinga esses tucanos de canalhas insensíveis e desumanos tem gente que esperneia, se ofende. Ora, tenham paciência!

Olha, eu nunca votei num tucano em minha vida e vi meus candidatos petistas várias vezes sendo derrotados por essa gente do PSDB ou seus aliados direitistas. Tudo bem, faz parte do jogo democrático. A gente fica chateado porque sabe que os membros desses partidos de direita fatalmente vão aplicar políticas que beneficiam só sua patota e prejudicam a maioria da população do país. Mas, em todos esses anos que acompanho e debato política, eu nunca vi ninguém torcer para que o governo dos caras desse errado e que o Brasil, por tabela, fosse para o buraco!

Até porque, se o Brasil quebrar, todos nós que vivemos de salário quebramos também! É um questão de sobrevivência pura e simples, não se trata nem de algo ideológico ou filosófico. Eu não gostei de ver o FHC ser eleito duas vezes, porém torci muito para que todas aquelas besteiras e mentiras deslavadas que ele vendia como "soluções mágicas para os problemas do país" dessem certo. Torci mesmo, de verdade!

Porém, a realidade bateu na porta: FHC quebrou o país três vezes, foi obrigado a ir mendigar empréstimos no FMI e usava como desculpa para tanta incompetência (ou safadeza) a "conjuntura internacional ruim". Agora, que a conjuntura internacional é REALMENTE péssima, temos um governo que luta com unhas e dentes para garantir a segurança dos trabalhadores e dos empresários.

E o que fazem os representantes das elites predadoras que devoram o Brasil desde que Cabral invadiu essas terras? O que fazem os mesmos pilantras e salafrários que detonaram o país e jogaram o desemprego nas alturas quando eram governo? O que faz a imprensa e seus jagunços, o braço midiático dessa elite e seus políticos? Eles torcem contra o Brasil e ainda atuam para prejudicar as ações do governo!

Sabem por quê? Simples: porque nunca passaram necessidade em suas vidas. Já nasceram em bercinho de ouro, ficaram ricos usurpando dinheiro público ou vivem gravitando em volta dois dois primeiros. Mas, ao contrário de usar esse acesso a tantos privilégios para crescerem como seres humanos e lutar por igualdade e justiça social, vão para o lado oposto, ficando cada vez mais desumanos e canalhas.

Para essas pessoas sem coração e sem a menor sensibilidade cívica (incluindo aí os jornalistas e analistas econômicos que se vendem por trocados), "pobres são pobres porque querem, porque não se esforçaram na vida, porque são vagabundos".

Que importa para esses mauricinhos e patricinhas que a crise piore e o Brasil sucumba junto? Quem vai perder seus empregos é a rale, o "zé povinho" (como eles nos chamam entre as quatro paredes de seus country clubs), não é mesmo? Afinal, o deles está garantido, certo? Não têm com o que se preocuparem...

É por isso que eu não canso de falar: pense mil vezes antes de dar seu voto a esse tipo de gente sem escrúpulos, sem caráter e sem humanidade.

Porque é só com seu voto que você pode realmente puní-los, pois a única coisa que interessa a esses robôs movidos a dinheiro e ganância é estar no poder - mas não para excercê-lo em nome do bem de todos, mas sim em nome dos interesses próprios e dos coleguinhas que os apóiam e patrocinam...

Simplesmente revoltante!

Por André Lux

06/02/2009

Bem Feito - Vem ai o Pedágio Urbano demotucano

A Marta Suplicy disse no debate "Kassab vai implantar o pedágio urbano em São Paulo" Kassab desmentiu, Serra também. Hoje na Folha para quem assina:Governo Serra abre caminho para pedágio urbano em SP. José Serra está atendendo um pedido de Kassab? Claro, evidente que sim

O governo José Serra (PSDB) encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê a implantação do pedágio urbano em ruas e nas vias de ligação entre cidades das regiões metropolitanas do Estado -São Paulo, Campinas e Baixada Santista. A proposta prevê ainda a criação de sistemas de rodízio de veículos que afetariam até as rodovias.

As medidas estão dentro do projeto que estabelece a PEMC (Política Estadual de Mudanças Climáticas), que compreende uma série de ações para reduzir os níveis de emissão de poluentes em São Paulo.

Com o projeto, Serra coloca o pedágio urbano, que é discutido há mais de uma década e jamais foi implantado em São Paulo, como diretriz de seu governo na área ambiental. A proposta foi assinada pelo vice-governador Alberto Goldman, já que Serra está em férias.

A poucas semanas do primeiro turno das eleições de 2008, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) chegou a enviar à Câmara um projeto com teor bem semelhante. Mas, no mesmo dia em que a proposta veio a público, o prefeito voltou atrás.

" O pedágio urbano, politicamente, é delicado, mas teremos que fazer uma opção", diz O secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano,.
Porém, para que o pedágio urbano seja criado em uma cidade, é preciso que seja aprovado pela Câmara Municipal. "A competência sobre o uso das vias municipais é dos próprios municípios", diz o especialista em legislação de trânsito Cyro Vidal. Em São Paulo, tramita desde 2008 um projeto de Carlos Apolinário, líder do DEM, partido de Kassab, na Câmara.

Já a volta do rodízio metropolitano -que antecedeu o rodízio municipal e chegou a vigorar em nove cidades na Grande SP nos anos 1990- depende da aprovação da Assembleia, onde o governo tem maioria.

Para o consultor em planejamento de transportes Bernardo Alvim, a existência de um plano estadual torna mais concreta a ideia de implementar restrições em vias urbanas que funcionam como rotas de passagem intermunicipal -como as marginais, em São Paulo.

"Ideias de pedágio ou rodízio nas marginais restritas ao âmbito municipal podem até melhorar o trânsito, mas causam impacto na economia do Estado todo, porque elas são rota de passagem de carga para o Porto de Santos", diz Alvim. "Mas, numa política de Estado, fazem mais sentido. Porque é o Estado que tem o poder de criar alternativas, como o Rodoanel." Viu, a Marta disse, você não acreditou e votou no Kassab...

31/01/2009

Aécio cada vez mais brabo com 'golpe' de Serra

Enquanto a notícia sobre o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), tudo indica, é diversionismo puro (...), essa informação de que o governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, não aceitou e não engoliu a indicação de seu aliado, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), para uma secretaria de Estado é um fato político da maior relevância.

Significa que Aécio percebeu que essa não é uma nomeação apenas, um simples ato administrativo rotineiro, mas, na verdade, uma cooptação de um aliado seu, Alckmin, pelo governador de São Paulo, José Serra, em troca de um cargo importante no governo paulista.

Esse sim é um fato político relevante, porque demonstra claramente a determinação do governador mineiro de disputar para valer com Serra e de não aceitar seus métodos, já conhecidos desde que se impôs como candidato ao Palácio do Planalto em 2002 e quando quase conseguiu repetir o feito em 2006.

Embora tenha tentado manter a urbanidade quando afirmou que se sentia "homenageado" com a nomeação de Alckmin por Serra, o governador Aécio acusou a estocada do adversário na corrida pela legenda tucana - parte da imprensa mineira está chamando a nomeação de Alckmin de "golpe" de Serra.

A Folha registra, hoje, que Aécio queixou-se com tucanos por não ter sido consultado com antecipação sobre a nomeação de Alckmin, e que espera não ser "atropelado de novo". Por isso, vai insistir nas prévias para escolha do candidato tucano à presidência da República. A conferir, porque prévias é tudo o que a caciquia tucana não quer e nem pode ouvir falar.

Por ZD

22/01/2009

DIREITO DE TRAIR - TURMA DE AÉCIO DEVERÁ FORNECER FAISCA PARA INCENDIAR NINHO PAULISTA


A espectativa é que se o PSDB apoiar o PMDB para que fique com as duas casas legislativas Aécio Neves e sua turma deverão incendiar o ninho tucano paulista para provocar uma revoada e nova ninhada em outro muro fora do controle de José Serra.

A bem-sucedida movimentação do governador de São Paulo que culminou na nomeação do tucano Geraldo Alckmin para o seu secretariado, causou reação imediata no PSDB mineiro. Aliados do governador de Minas Gerais, insistiram na quarta-feira na necesidade de realização de prévias para a escolha do candidato tucano à Presidência em 2010.

E, em conversas reservadas, o próprio governador mineiro comentou - o que já esta acontecendo bem debaixo de seus olhos - dize que espera não ser "atropelado" pelos paulistas no processo de escolha de candidatura a sucessão de Lula.

O convite de Serra a Alckmin foi segundo ameniza suas suspeitas um deputado do grupo de Aécio "uma movimentação importante para estabelecer a união tendo em vista 2010. Mas isso não significa que haja um vitorioso. Precisamos das prévias para fazer uma disputa leal, que oxigene o partido. Não vamos aceitar acordo de cúpula", teria dito ainda este deputado da tropa de choque de Aécio no Congresso, mesmo a definição dos candidatos pesedebistas estando concentrados e sob vantagem da cúpula paulista.

Aécio Neves teria almoçado hoje com o presidente nacional do PSDB senador Sérgio Guerra, momento que reiterou a necessidade que se realizem prévias no partido, qual percorrerá o País em prol de sua candidatura.

Guerra disfarçou minimizar o mal-estar no ninho. "Não há confronto, 90% disso é fantasia", disse. "Temos convicção de que podemos ganhar a eleição com Aécio ou com Serra."

Para evitar que Aécio e sua turma coloquem fogo no ninho paulista Guerra disfarçou: "Não tem PSDB forte sem Aécio Neves".

Porém, muitos especialistas, analistas e conhecedores da política acreditam que para quebrar o trabalho dos tucanos paulistas só resta aos apoidores de Aécio votar em Tião Viana para presidência do senado, impedindo que o PMDB fique com as duas casas.

Blog com Agências

15/01/2009

Da Série Abriram a Lata de Lixo - Lampreia, o “ridículo” ex-chanceler de FHC

O diplomata de carreira Luiz Felipe Lampreia, ex-ministro das Relações Exteriores do governo FHC de 1995 a 2001, deixou de lado qualquer diplomacia – se é que algum dia teve – para atacar duramente o atual ministro Celso Amorim. O motivo da bronca, que deve ter agradado o regime sionista de Israel, foi a viagem do representante do presidente Lula ao Oriente Médio na tentativa de contribuir para um cessar-fogo na Faixa de Gaza. No seu blog, não por acaso postado no site do jornal O Globo, o ativo tucano destilou veneno. Com diz o ditado, a inveja é uma... desgraça!

“No seu afã de protagonismo, o ministro Amorim iniciou um périplo no Oriente Médio que beira o ridículo”, esbravejou Lampreia. Como sua mentalidade servil às potenciais imperialistas, ele avalia que o Brasil não tem nenhum papel a jogar no tabuleiro internacional. Para ele, Amorim “deve estar incomodando os líderes políticos da região com seus pedidos de audiência quando eles têm outras prioridades. Ele nada pode acrescentar aos esforços de paz que a França e o Egito desenvolvem. Deve ser vista com suspeita pelos líderes israelenses pelas posições que assumir. Seguramente não é considerado pelos americanos como um fator relevante na questão. Enfim, as peripécias do ministro são uma inutilidade que só pode trazer desgaste à diplomacia brasileira”.

Um notório entreguista

De Jerusalém, onde se encontrou com representantes do governo israelense, após se reunir com o presidente sírio Bashar Assad, Amorim deu o troco de forma diplomática. Sem citar nomes, ele classificou as críticas como sintoma da baixa autoestima de alguns brasileiros. “No futebol, nós superamos essa síndrome. Na política e no comércio internacional, ainda não”. Para ele, o Brasil deve ter um papel protagonista no cenário mundial. “Não tenho ilusões de que estamos aqui para resolver um problema que ninguém resolveu. Mas fazemos parte de um conjunto de esforços da comunidade internacional. A comunidade internacional não pode ser só EUA e União Européia”.

Uma postura bem diferente da adotada por Lampreia quando exerceu a mesmo cargo no governo entreguista de FHC. Na época, o ex-chanceler foi um dos mais ativos defensores da política de “alinhamento automático” com os EUA. Com inúmeros atos, ele tentou pavimentar “o caminho” para viabilizar o tratado neocolonial imposto pelo imperialismo, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Também propôs a concessão da base militar de Alcântara, no Maranhão, para os EUA. Quem quiser conhecer melhor este triste período da diplomacia brasileira basta ler o livro “As relações perigosas Brasil/Estados Unidos”, de Luiz Alberto Moniz Bandeira.

Um direitista militante

Luiz Felipe Lampreia tenta se travestir de diplomata, mas é um direitista militante e um tucano de carteirinha. Para conhecer suas opiniões, basta passar os olhos no seu blog no site da Globo. No atual genocídio em Gaza, ele adota a mesma posição da carniceira Condoleezza Rice e dos sionistas, vendendo a imagem de Israel como vítima e dos palestinos como terroristas. Ataca o Hamas, que “prossegue em seu tom belicoso, anunciando que seguirá na luta. Para os radicais palestinos, o hasteamento de sua bandeira verde no último prédio de pé em Gaza representaria uma grande vitória política”. Ele até defende o cessar-fogo, mas sob os escombros de Gaza.

Já no que se refere à América Latina, um dos principais alvos de suas críticas a atual política do governo Lula, Lampreia explicita que não tem nada de diplomata. Prega maior endurecimento nas relações com os “parceiros truculentos”, atacando o presidente Rafael Correa, do Equador; agride Hugo Chávez – chamando-o de coronel e não de presidente –, criticando “os seus gastos ineficientes” e defendendo “uma mudança radical em sua política econômica”. O ódio ao líder bolivariano é tanto que ele condenou a aprovação da Câmara Federal do ingresso da Venezuela no Mercosul. “Esperemos que o Senado mantenha sua oposição a esta decisão desastrosa”.

Serviçal dos EUA e de Uribe

O ex-chanceler de FHC também adora desqualificar Cuba. “A revolução cubana fez 50 anos e os oligarcas de Havana celebraram muito. Mas o povo está cada vez mais miserável”, atacou num de seus últimos textos. Em outra, rancoroso, disse que foi destratado numa viagem à ilha. “Cuba é glorificada por alguns ingênuos (e outros não tanto). Mas continua sendo, desde os tempos do paredón, uma ditadura feroz, com um partido único, um chatíssimo jornal único, muitos presos políticos e o cerceamento das liberdades”, escreveu num linguajar típico dos agentes da CIA.

Para Lampreia, o governo Lula erra ao investir no avanço das relações políticas e econômicas no continente. Por isso, ele atacou de maneira hidrófoba a Cúpula da America Latina, realizada em dezembro na Bahia. “Os resultados foram nulos”, esbravejou. A razão, segundo o defensor do “alinhamento automático” com os EUA, foi “a retórica antiamericana extravagante dos Chávez e Morales da vida, no momento em que vai assumir o presidente Barack Obama, de quem muito se espera universalmente... Com radicais ideológicos não há muito espaço para a racionalidade”.

Ao mesmo tempo em que ataca Venezuela, Cuba, Bolívia e Equador – e, com inveja, o ministro Celso Amorim –, o ex-chanceler de FHC prioriza as suas “ligações” com os EUA e o presidente narcoterrorista Álvaro Uribe. Há poucos dias, o ministro de Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, anunciou que Felipe Lampreia fará parte de uma missão especial encarregada de melhorar a imagem desde país – conhecido como o recordista mundial em assassinados de sindicalistas, pelos escândalos de corrupção nos altos escalões de governo e pela existência de milícias paramilitares envolvidas no trafico de cocaína. Belas companhias a de Lampreia!

Por Miro

07/01/2009

Incompetência - Creche é interditada após escorpião ser achado em berçário

Uma creche foi interdita na tarde desta terça-feira pela prefeitura de Pirapozinho, no interior de São Paulo, após a coordenadora do local recolher sete escorpiões, inclusive um no berçário, encontrado quando os bebês dormiam.

De acordo com a administração municipal, durante uma varredura foram encontrados mais 10 animais no local onde costumam conviver 85 crianças.

A prefeitura afirmou que vai decidir o que fazer com a creche após o posicionamento da Vigilância Sanitária, que foi acionada para avaliar a situação.

O movimento no prédio era pequeno devido às férias e cerca de 40 crianças estavam no local. Todas foram remanejadas para outras creches municipais.

C/Agências

03/01/2009

Eleições 2008 - Panfletagem Eleitoral

A Imprensa paulista em especial o jornal Folha de S.Paulo parece mais assessor de imprensa de Serra e Kassab do que um jornal que deveria tentar manter uma certa imparcialidade na veiculação de informações. É só ler os jornais que logo perceberá a falta de imparcialidade e o alto comprometimento em defender os interesses de uma minoria que os controla.Quer ver as manchetes de hoje na Folha:

PT aguarda Supremo para lançarPalocci ao governo de São Paulo

Dilma atrai prefeitos para baixar resistência em SP

Lula critica prefeitos que planejam cortar gastos

Lula terá de acomodar petistas sem emprego

Saldo comercial é o pior sob Lula


Sabe quantas notícias o jornal publicou nesta edição, contra a dulpa Serra/Kassab? Nenhuma! Zero. A verdade é que as políticas do governo têm prioridades óbvias, que são as classes subalternas. Isso é algo que irrita e, conseqüentemente, faz com que aumente a disposição da imprensa para acentuar tudo aquilo que venha a dificultar e comprometer o desempenho do governo

A Folha blindou José Serra. Enquantos vários políticos de diversos partidos são entrevistados para falar sobre a "crise", José Serra não é procurado para não desgastar a imagem do presidenciavel.A imprensa age como cachorrinhos adestrados que por comida fazem qualquer coisa para defender seus donos e ataca qualquer um que não sinta simpatia. No caso da mídia qualquer um que ameace o bolso dos quase que “sagrados” investidores. Por isso concluo que a maior parte da imprensa está vendida e todo dia bombardeia as pessoas com informações mentirosas e manipuladas e parece fazer o papel de assessoria de imprensa dessas corporações

Por: Helena™

23/12/2008

Enganação - Serra aumenta preço de gás e põe a culpa no governo

O governo de São Paulo, dos tucanos, de José Serra, com um nome bonito - "ajuste extraordinário"! - aumenta o preço do gás natural em até 19,55% e ainda quer colocar a culpa na Petrobras.

Com anuência de um diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), diz que a estatal devia reduzir os preços dado a queda do petróleo e gás no mercado internacional, sem considerar que a Petrobras não aumentou os preços seguindo as altas especulativas desse mercado. Sendo assim, não tem como reduzir agora os preços. Não teria sentido nem lógica.

A verdade é que o aumento despropositado e abusivo do preço do gás canalizado no Estado de São Paulo vai provocar demissões e inflação em setores dependentes desse insumo para o processo de produção, como a indústria cerâmica, do vidro, de fertilizantes e têxtil.

Essa situação já leva os empresários e a FIESP a exigir do governo paulista medidas compensatórias para os setores atingidos pelo aumento, como linhas de crédito em condições diferenciadas da Nossa Caixa (ainda não repassada ao Banco do Brasil, que a comprou), alongamento de prazo para o pagamento do ICMS e uma ampla negociação para indústrias com problemas de pagamento do gás.

Serra na mesma linha: culpar o governo federal pelo que faz de errado

Na linha seguida desde que tomou posse, de culpar o governo federal pelos problemas que enfrenta, a administração Serra, pela voz de Zevi Kann, diretor da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), argumenta que a Petrobras poderia ter impedido a alta adotando para o gás natural o mecanismo que utiliza para a gasolina, o diesel e o GLP.

"É um sistema que ela já utiliza e que serve de compensação. O mecanismo evita as oscilações de preços como a que tivemos de fazer", assinala o diretor da agência paulista. Por ele, a Petrobrás anteciparia a redução do preço do gás natural e ajustaria a conta gráfica no contrato das distribuidoras. Lá adiante ela repassaria.

Na prática, Serra e as empresas paulistas COMGÁS e São Paulo Gás Natural estavam fazendo uma política de preços baixos com prejuízos para as duas e agora, com a alta do dólar, têm que assumir um prejuízo maior, o que não fizeram - preferiram aumentar os preços e colocar a culpa na Petrobras.

O que eles (governo Serra e suas empresas de gás) pedem é que a Petrobras assuma o prejuízo e cobre das empresas paulistas no futuro - na verdade dos consumidores, quando o natural é o governo de São Paulo subsidiar, com recursos orçamentários, ou redução de impostos (ICMS), o gás vital para as indústrias, o comércio e os transportes.

Do contrário, é óbvio, impõe esse aumento que traz riscos de desemprego e de alta nas passagens dos ônibus. A pergunta que precisa ser respondida é essa: o que fez o governo Serra até agora para evitar que a crise atinja São Paulo?

Por ZD

20/12/2008

Siemens é investigada sob suspeita de pagar propina ao PSDB


Demorou, mas finalmente o jornal Folha de São Paulo, mais conhecido como "Os amigos do José Serra", publicou uma notinha sobre o caso PSDB/Alston/Siemens. Diz o jornal;Quatro negócios da Siemens com o Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), com o valor total de cerca de R$ 1 bilhão, são investigados pelo Ministério Público de São Paulo. A Promotoria suspeita que os contratos podem ter sido superfaturados.

As investigações tiveram origem num inquérito que apura se a Alstom pagou propina para obter contratos com empresas ligadas ao governo paulista(leia-se, José Serra e Geraldo Alckmin do PSDB). Siemens e Alstom são investigadas no exterior sob suspeita de terem subornado agentes públicos e políticos para obter contratos em países como Brasil, Alemanha e EUA.

Na Alemanha e nos EUA, a Siemens fechou um acordo na última segunda pelo qual pagará US$ 1,2 bilhão (R$ 2,8 bilhões) para se livrar dos processos judiciais nos quais era acusada de corromper políticos para ganhar concorrências. A documentação reunida na Alemanha não cita negócios no Brasil, segundo o procurador-chefe do tribunal de Munique, Christian Schmidt-Sommerfeld. Apesar disso, o promotor Antônio Celso Faria diz que pedirá ao Ministério da Justiça que solicite a documentação alemã.

O contrato de maior valor em investigação no Brasil foi assinado em 2000, no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), para a construção da linha da CPTM que liga o largo Treze ao Capão Redondo, na zona sul (posteriormente, a linha foi transferida para o Metrô). O valor inicial era de R$ 527,3 milhões, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado. Foram assinados três acréscimos, que somam perto de R$ 18 milhões. A Siemens não foi a única contratada -a Alstom, a DaimlerChrysler Rail System e a CAF espanhola também fizeram a linha.

A principal suspeita do Ministério Público recai sobre um contrato que envolve a Siemens da Alemanha e a do Brasil e um consultor do Uruguai. O contrato cita a concorrência da CPTM que resultou na linha que liga o largo Treze ao Capão Redondo. A suspeita é de que o consultor uruguaio não prestou serviço nenhum à Siemens e repassou os valores que recebeu para alguém no Brasil.

Por: Helena™

15/12/2008

"Entrou pelo cano" leilão de estradas dos tucanos Com a manchete “São Paulo deve rever leilão de rodovias”...

Com a manchete “São Paulo deve rever leilão de rodovias”, o Estadão estampa reportagem exclusiva em sua capa (1ª página) de hoje, na qual informa sobre uma baita derrota do governador José Serra (PSDB): ele fracassou na concessão de quase mil quilômetros de estradas no Estado.

De acordo com a reportagem, três das cinco empresas vencedoras da licitação têm dificuldades para obter crédito, estão em má situação financeiras ou descumpriram o que manda o edital quanto a documentação, conforme apurou a Comissão de Processamento e Julgamento das Propostas da Agência Reguladora de Transportes do Estado (Artesp).

As três pagariam mais de R$ 1,5 bi ao governo tucano paulista pelo direito de operar as rodovias Ayrton Senna e Marechal Rondon e investiriam outros R$ 3,8 bi em 30 anos, 95% nos primeiros oito anos. Mas pelo jeito...Serra terá que minimizar seu alarde nos transportes.

A solução parece complicada, e há grandes chances de o leilão ir por água abaixo. Conforme divulga o Estadão, o edital define que, no caso de desclassificação, avalia-se, pela ordem, a proposta das outras empresas concorrentes. O problema é que algumas das colocadas em segundo lugar estão na lista das empresas em má situação.

Outorga x pedágio mais baratos

Como se não bastasse a derrota que representa esse imbróglio, o modelo de concessão de Serra é, em si, um fracasso total. Extremamente caro e danoso aos cidadãos, o sistema é o de outorga, ou seja, ganha a empresa que pagar mais pelo direito de operação. Logo, o valor é transferido aos pedágios, que ficam caríssimos e todos pagam a conta.

O governador tucano paulista poderia aproveitar essa confusão e, já que terá mesmo de rever as concessões, adotar o modelo seguido pelo governo federal, numa bela iniciativa da ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef.

O modelo agora seguido pelo governo federal - que abandonou o adotado nos 8 anos de FHC, o mesmo ainda seguido por Serra - adota o critério de entregar a concessão a quem oferecer o pedágio mais barato, e ao mesmo tempo garantir investimentos no sistema.

Está aí um sistema que tem como valor predominante o custo-benefício e respeita o bolso do cidadão. Está às ordens, bom para tucano aprender!

Por ZD

04/12/2008

Escândalo - Mais R$ 34,6 milhões em pagamento tucano à Alstom

Agora é um órgão oficial, o Tribunal de Contas do Estado: o TCE-SP, conforme registra reportagem do Folhão hoje, acaba de rejeitar contrato da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) com a Alstom.

A multinacional franco-suíça é investigada sob a acusação de nos últimos 14 anos ter subornado políticos tucanos e autoridades dos governos de Mário Covas (1994-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (a partir de 2007) em troca de contratos com órgãos públicos paulistas.

O TCE-SP rejeitou o contrato de R$ 200 milhões por considerar que a CPTM pagou R$ 34,6 milhões a mais por 12 trens (17,35% a mais do real valor de cada trem) comprados da Alstom no governo Alckmin, em 2005, e por ter desencavado para tanto um contrato de 1995 que expirou cinco anos depois.

Agora é na CPTM, antes foi no Metrô, na Eletropaulo...

Em defesa enviada ao Tribunal, a empresa nega ter provocado prejuízo aos cofres públicos ou que o contrato tivesse expirado. O TCE já o rejeitara antes, a CPTM apresentou recurso, e a rejeição foi agora confirmada.

Documentos em poder da justiça, e um executivo da multi preso em agosto pp na Europa, confirmam que a Alstom pagou comissões para conseguir negócios com o Metrô e a Eletropaulo, dentre outras estatais paulistas.

A Alstom é investigada pela Justiça da Suíça e da França, pelos Ministérios Públicos Federal e de São Paulo e pela Polícia Federal. Só não é pelo governo paulista, o dono das estatais onde teria havido as irregularidades, porque os tucanos de São Paulo, no poder nos 14 em que teria sido paga a propina, não deixam - nem deixam o Legislativo apurar.

Vamos ver se agora, depois dessa decisão do TCE-SP, o governador José Serra continua com seu "samba de uma nota só", a dizer irritado sempre que questionado que o escândalo Alstom é "kit eleitoral do PT". Com a palavra, mais uma vez o sempre silencioso governo paulista sobre esse assunto.

Por ZD

28/11/2008

Liberdade de Opinião - Tentativa de censura a documentário sobre censura


O documentarista brasileiro radicado em Londres Daniel Florêncio teve uma surpresa no dia 22 de setembro, quando seu filme Gagged in Brazil foi retirado das redes da Current TV.

O documentário, “uma investigação sobre o que parece ser uma imprensa cada vez mais restrita no Brasil”, fala de liberdade de expressão e das conexões entre imprensa e política, analisando de perto o envolvimento de Aécio Neves, poderoso governador do segundo mais populoso e quarto maior estado do país, Minas Gerais.

Ele explora a forma como a imprensa local apenas divulga notícias que são favoráveis ao governo do PSDB, e a falta de investigação jornalística ou debate sobre os erros da mesma administração.

Um dia depois, sua ex-editora na Current TV entrou em contato para explicar os motivos:

Segundo ela, na semana anterior, os executivos seniors do canal nos EUA receberam cartas com severas considerações e críticas sérias em relação ao filme. As cartas foram enviadas pelo PSDB de Minas Gerais.

O PSDB afirmava que meu filme tinha caráter político-partidário, que não representava a realidade do acontecido no estado e questionava minha conduta ética na produção do filme.

Junto as cartas foram enviadas também cópias da versão em inglês do vídeo produzido pelo PSDB e postado no YouTube:



Por Paula Góes no Soldadonofront

22/11/2008

Diário do Front - A oposição tateia campo minado

Crise econômica mundial anima PSDB.

“Ex-presidente chama Lula de 'pretensioso' e diz que nome do candidato tem de sair no 2º semestre de 2009.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu neste sábado, 22, a largada nos preparativos do PSDB para a eleição de 2010 e fixou um prazo de pouco mais de seis meses para que seja definido o nome da sigla que concorrerá à sucessão no Palácio do Planalto. Num discurso forte, no qual se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como "pretensioso" e chamou seu governo de traidor do povo brasileiro, FHC convocou líderes tucanos a iniciarem desde já as conversas sobre a eleição. "Temos de ter no segundo semestre do ano que vem um candidato do PSDB à Presidência da República, unindo o partido", disse FHC, num discurso de mais de meia hora, durante um encontro organizado pelo PSDB paulista com prefeitos e vereadores eleitos no estado.

FHC se empenhou para não lançar de imediato a candidatura do governador José Serra, ao contrário do que outros tucanos faziam pelos corredores do evento. Apesar de não economizar nos afagos ao governador paulista, o ex-presidente reservou espaço no discurso para elogios ao governador de Minas, Aécio Neves. "Os dois são bons. Mas eu sou presidente de honra do partido. Não posso, antes da hora, antes de conversar com os dois, antecipar", afirmou em seguida, em entrevista.”

Da Agência Estado no Soldadonofront

16/11/2008

Carta Capital: Juíza Pileggi Soveral “vazava” para Dantas? A PF vai apurar esse vazamento?


A revista Carta Capital que está nas bancas a partir de sexta-feira (14/11) publica reportagem “Torneira aberta”, de Gilberto Nascimento:

“SATIAGRAHA: Em meio à guerra entre a PF e a Abin, surge mais um foco de vazamento que favoreceu investigados na operação. Segundo escutas da PF, a juíza Adriana Soveral informou à turma de Dantas.”

A Carta diz também que as sucessivas entrevistas do Ministro Tarso Genro levam “água ao moinho” de Dantas.

Veja a reportagem na íntegra

Do Converça Afiada

10/11/2008

Sentençaleiros - Até os títulos das operações da PF incomodam Gilmar



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, inicou uma cruzada no CNJ e pediu que fosse baixada uma recomendação aos juízes criminais para que travem um combate sem fronteiras contra uma grave infração: que os magistrados não utilizem em seus despachos os nomes dados às operações da Polícia Federal no enfrentamento ao crime organizado e aos esquemas de corrupção.

Nada dos juízes utilizarem em suas sentenças nomes como “Operação Satiagraha” e “Chacal”, que investigaram Daniel Dantas, dono do Opportunity, e o levaram à cadeia. Dantas só se livrou da prisão devido a 2 habeas corpus dados, em menos de 48 horas, justamente pelo presidente do STF. E ainda “Navalha”, que investigou as fraudes em licitações envolvendo a Gautama, de Zuleido Veras, ou “Sanguessuga”, que prendeu parte da máfia que atuava na área da saúde desde o governo de Fernando Henrique, entre outros nomes.

Gilmar alega que os títulos são “jocosos” e podem constranger os magistrados. Insinuou que os nomes das operações podem significar uma retaliação. “Que tipo de terrorismo lamentável, que coisa de gângster. Quem faz isso, na verdade, não é agente público, é gângster”, disse. Curiosa essa apreciação de Gilmar acerca da polícia e dos nomes das operações. Quanto aos criminosos, não se tem notícia de que foram contemplados com os mesmos ataques irados da parte do presidente do STF.

Gilmar Mendes foi advogado-geral da União no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995/20 02), que o indicou para o Supremo em junho de 2002. Foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre 1996 e 2000. Foi no governo FHC que Daniel Dantas se projetou, adquirindo estatais a preço de banana nas privatizações, principalmente as teles.

Do Hora do Povo

03/11/2008

A real política judiciária brasileira - Em sintonia com José Serra


Ele apareceu. E com ele veio as besteiras ditas em favor do partido político que ele representa:Do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, discorrendo sobre direito de greve do funcionalismo em palestra, sábado, na Faculdade de Direito da USP: "Acho muito estranho greve de gente armada". Referia-se à paralisação da Polícia Civil em SP.

Sabe quem estava em São Paulo hoje?


Gilmar Mendes estava ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nesta segunda para participar de um debate em São Paulo sobre o papel do STF na democracia brasileira.

Gilmar Mendes, aproveitou o holofote da imprensa e questionou a constitucionalidade da realização de greves por corporações armadas e defendeu a necessidade de se verificar a legitimidade de manifestações como a dos policiais civis de São Paulo, em greve desde 16 de setembro. "Estou convencido de que um poder ou um grupo armado não pode fazer greve nessa condição. No mínimo teria que depor por completo as armas", afirmou

Segundo Gilmar Mendes, o tema deverá ser discutido pelo Congresso Nacional, afim de discutir a criação de leis que prevejam a situação, mas que a Justiça também deverá se pronunciar a respeito.

Um comentário

Não era de se estranhar que os deputados tucanos (aves tagarelas que repetem a voz do seu dono - o digníssimo governador) ignorassem mais uma vez o bom senso e mantivessem a postura fascita do PSDB na Assembléia Legislativa. Realmente, nada a se estranhar. Nas delegacias prosseguirão a falta de material de escritório e limpeza, viaturas avariadas, efetivo reduzido, falta de hombridade salarial e muitos outros problemas que serão empurrados para as prefeituras dos municípios se virarem. Mas certamente não faltará coragem e espírito de luta aos servidores para arrastarem a greve aos 720 dias restantes desse desgoverno infeliz. Só mais algumas perguntas: Por onde andam agora, governador, os grevistas que lhe faziam oposição político-partidária? Será que eles não sabem que o pleito eleitoral acabou? Por que ainda estão de braços cruzados? E a sua polícia palaciana, que ataca mulheres grávidas, crianças, policiais desarmados e feridos? Por que cobram agora dos seus deputados as emendas vetadas que favoreciam os "praças"? Em breve eles saberão que também não passam de aves tagarelas empoleiradas sobre um dos seus ombros(Texto alterado às 20:42)

Por: Helena™

25/10/2008

Pedágio Urbano em SP: Kassab finge que é contra, mas já está implantando pelas beiradas


Pressionado no último debate da Globo, Kassab desconversou sobre o pedágio urbano.

Mas qual o plano de Kassab para o trânsito em São Paulo? Qual a sua alternativa?

Motivos para desconfiar de Kassab:

1) Há projeto de passar para o controle estadual as Marginais Tietê e Pinheiros. Assim Kassab não cobra pedágio porque as vias não ficam mais com a prefeitura, mas Serra pode licitar e cobrar o pedágio.

2) O vereador Carlos Apolinário, do DEMo, apresentou projeto na Câmara, para cobrança do pedágio urbano. Não se trata de um vereador aloprado qualquer. É líder da bancada do DEMos, representa todo o partido.

3) Os programas de governo do DEMos e dos Tucanos são privatistas. Defendem a entrega à iniciativa privada dos serviços públicos, e defende terceirização. O pedágio urbano seria uma forma de entregar a responsabilidade pela manutenção da via em troca do lucro com o pedágio, pela concessionária.

4) O Rodoanel tem pedágio. Já existem praças de pedágio nas rodovias paulistas em áreas urbanas.

5) A Agência de Transporte do Estado (Artesp) apresentou proposta ao governador de São Paulo Jose Serra que prevê pedágio na via expressa da Rodovia Castelo Branco (marginais da Castelo) na Grande São Paulo. A tarifa deve custar R$ 2,80.

6) Os DEMos já cobram pedágio urbano no Rio de Janeiro. A linha Amarela no Rio é uma avenida totalmente urbana e César Maia cobra pedágio desde sua inauguração (foto abaixo da praça de pedágio). Carros pagam R$ 3,65 atualmente.

7) A prefeitura de São Paulo quer ser a primeira a implantar chips nos veículos, o SINIAV (Sistema Nacional Identificação Automática Veículos). O Chip funciona como um emplacamento eletrônico, e serve para rastrear e fiscalizar veículos. Além de ser o sistema ideal para ... implantar o pedágio urbano, pois dispensa praças de pedágio, e permite a cobrança do pedágio diretamente do motorista quando passa por sensores.

Kassab e Serra, não dão muito valor à palavra empenhada junto ao eleitor.

Serra renunciou à prefeitura mesmo após prometer ao eleitor que não faria isso.

Kassab diz uma coisa na campanha e como prefeito faz outra. Assim foi com o veto à licença maternidade de 6 meses. Assim foi com o ensino profissionalizante nos CEUs. Assim foi com o ISS sobre autônomos.

Assim foi com as taxas de lixo e iluminação: extinguiu as taxas no papel, mas incorporou o valor no valor do IPTU. O dinheiro que saiu do bolso do paulistano para a prefeitura passou a ser maior com o correr do tempo do que quando havia as antigas taxas.

As atitudes de Kassab em prol do pedágio urbano lembra a promessa de Collor de não confiscar a poupança em 1989, e lembra a promessa de FHC em 1998 de não desvalorizar o Real. Ambos fizeram o inverso depois de eleitos.

Por: Zé Augusto

17/10/2008

Quem não tem prêmio Nobel aceita o "Ignobel"


Vi a reportagem do professor Astolfo G. Mello Araújo que ganhou o Prêmio Ignobel de Arqueologia [sátira do prêmio Nobel] , por sua pesquisa de como os tatus podem atrapalhar escavações em sítios aqueológicos. O Ignobel não tira a importância da pesquisa, mas divulga coisas um tanto bizarras, umas com sentido e outras bem non sense.

Esse ano, os "ignobeis" que me chamaram mais atenção foram:

Biologia: Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert e Michel Franc descobriram que pulgas que vivem em cachorros pulam mais alto que suas colegas que vivem em gatos. [sem comentários]

Economia: Geoffrey Miller, Joshua Tyber e Brent Jordan descobriram que dançarinas eróticas ganham mais dinheiro quando estão no pico de seu período fértil. [esses viviam mais no puteiro que na facul, mas é bom saber disso, pelo menos agora sei o período de gastar o dinheiro do meu marido]

Física: Dorian Raymer e Douglas Smith provaram que uma grande quantidade de cordas, ou cabelo, vai inevitavelmente se embaraçar. [qqr mulher com cabeleira sabe disso! Nem é preciso perder o tempo pesquisando].

Mudando para o Nobel ou a falta dele, lembrei de uma matéria que a Veja publicou na época da ocupação da Reitoria, querendo insinuar que a gente reclama muito, é um gasto enorme p/ o Estado, para fazer pouco, afinal os argentinos tem 5 prêmios Nobel e a USP nenhum [isso foi para humilhar mesmo!] É por isso que não gosto desta revista e muito menos do governador com seu depoimento ralé, afinal cuspiu no prato que comeu.(...)

Escrito por Ana

14/10/2008

Mais um inquérito contra a "parceria" tucanos-Alstom


As irregularidades cometidas em São Paulo pelo conluio da multinacional franco-suíça Alstom com o tucanato paulista serão apuradas, em mais um inquérito, graças às pressões do PT. Representação protocolada pela bancada petista na Assembléia Legislativa foi acolhida pelo Ministério Público de São Paulo (MP).

O MP vai instaurar inquérito para investigar a denúncia de improbidade administrativa num contrato de reforma assinado entre o Metrô e Alstom, em 1994. O contrato, primor de exemplo de administração tucana, não tem prazo de vigência, nem valores definitivos, mas tem nada menos do que 12 aditamentos. É possível? Em governo do PSDB é.

A Justiça da França e da Suíça já investigam a multinacional pelo pagamento de propinas em diversos países. Na Suíça, alto executivo da empresa foi preso em agosto, revelando-se, depois, que ele era a ponte para o pagamento de suborno a autoridades e integrantes do PSDB paulista em troca de contratos com estatais - levantamentos indicam, até agora, o pagamento de R$ 13,5 milhões em propina durante os governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Também no Brasil a Alstom é investigada pelos ministérios público estadual, federal e pela Polícia Federal por uma coleção de irregularidades entre as quais o pagamento desses subornos e a venda de trens sem concorrência e superfaturados ao metrô paulistano.

Por José Dirceu

28/09/2008

Prostitutas não amam...

Este texto é dirigido aos políticos brasileiros de direita. Escrevo a Fernando Henrique Cardoso, a José Serra, ao mini ACM, a Artur Virgílio, a Agripino Maia, em suma, àqueles políticos que se opõem ao governo Lula, ao PT, a negros na universidade, ao Bolsa Família etc.

Já havia me dirigido a eles antes neste mesmo sentido de agora, mas faz muito tempo. Hoje, porém, como estou num clima assim meio... “flashback”, aproveito para tentar chamá-los à razão quanto a um assunto que muito lhes interessa: o amor que pensam que a mídia sente por eles.

Desde que comecei a me interessar por política – e isso já faz mais de trinta anos – noto como os meios de comunicação servem sempre a interesses constituídos e como na política não é, nunca foi nem nunca será diferente.

Quando me dirigi outras vezes à classe política no sentido que usarei agora, dizia a políticos como Serra, Alckmin, FHC e assemelhados – dos quais a mídia faz de conta de que gosta devido à conjuntura, ao que têm a oferecer, nunca pelos seus “dotes” – que tampouco interessa a eles que ela tome partido na luta político-partidária

É claro que me refiro aos prazos médio e longo, porque no curto prazo o beneficiado pela mídia, exultante pela “mãozinha” que dela está recebendo, não terá condição de avaliar como essa aliança conjuntural é nefasta a todos (políticos e sociedade), menos a ela mesma.

Agora, um dos políticos mais notoriamente beneficiados pelo jornalismo prostituído – aquele que faz “carinhos” indecentes por dinheiro – está descobrindo, da forma mais dura, que eu tinha razão.

Geraldo Alckmin, ex-governador paulista, foi tratado a pão-de-ló pela mídia quando estava no poder. Seu governo desastroso (Febem, PCC, buraco do Metrô etc) foi poupado de críticas até o último dia em que governou. Porém, agora ele está provando do mesmo remédio que ministrou a Lula em 2006, o amargo “remédio” midiático-eleitoral.

Eu sempre disse aos políticos que acham que a mídia os adora porque são bonitinhos, pelos seus belos olhos, que, no dia em que ambos tivessem interesses divergentes, eles ocupariam o lugar de um Lula no tiro ao alvo midiático antes que pudessem dizer “PIG”.

Vocês que não são paulistas, não têm noção do que a mídia daqui está fazendo com seu ex-queridinho Geraldo Alckmin. Está fazendo picadinho dele para que Kassab dispute com Marta Suplicy a prefeitura de São Paulo no segundo turno. Chega a dar dó dele pelas situações em que ela o está colocando.

Alckmin, que se diz tão religioso, está descobrindo que o amor que a mídia lhe dedicava era produto do seu (nosso) dinheiro, jamais de amor verdadeiro. Está descobrindo que prostitutas como a mídia não amam seus clientes, e que só permanecem ao lado deles enquanto podem pagar pela companhia.

Por Eduardo Guimarães

20/09/2008

Serra compra trem com contrato caduco de 1992

O contrato Metrô paulistano/Alstom, considerado ilegal, foi firmado em 1992, primeiro governo Mário Covas (leia nota acima). O negócio é considerado irregular exatamente porque, segundo as autoridades judiciais e do TCE-SP, o governo tucano de São Paulo não poderia utilizar um contrato de 15 anos atrás para comprar os trens em 2007, primeiro ano de governo José Serra. O contrato só permitia a operação por cinco anos - até 1997.

O conselheiro do TCE-SP, Roque Citadini, insiste em seu parecer que as mudanças tecnológicas nos últimos 15 anos seriam outro ponto a justificar uma nova concorrência para aquisição dos trens. Houve enorme defasagem tecnológica ao longo desse período.

Ele relaciona que, ao resgatar o contrato de 1992, o governo tucano paulista precisou exigir que os trens sofressem adaptações em itens como sistema de tração, ar-condicionado, freios, engate, monitoramento de portas, fusíveis e monitoramento de falhas, câmeras, detectores de incêndio, novos mapas de linhas e indicadores luminosos para deficientes.

Além do mais, o Metrô paulista, de acordo com o parecer de Citadini, não conseguiu provar que obteve o melhor preço para os trens - pelo contrário, há indícios de que o pagamento à Alstom tenha sido superfaturado.

No contrato sem licitação, cada trem custou, em média, R$ 38 milhões. Cinco meses depois, em outra compra feita mediante licitação internacional, pagou R$ 28,8 milhões por trem ao grupo espanhol CAF, vencedor da concorrência.

Do blog do Dirceu

15/09/2008

Golpistas - Os tucanos atacam novamente


Muito se falou em um dossiê de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quando as investigações se aproximaram do tucano, senador Álvaro Dias a imprensa, tratou de abafar o caso.

A mala, maleta e maletinha criou o espetáculo dos grampos, jogou na lama o nome da PF, uma instituição de maior credibilidade no País. Segundo pesquisa realizada em abril da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), a PF goza da mais alta credibilidade entre os brasileiros. O estudo demonstrou que, o órgão tem 75% de aprovação popular. Pois bem, quando as primeiras investigações perigosamente aproximava da dulpa Demóstenes/Gilmar Mendes e, o caso poderia comprovar uma armação, a dulpa dinâmica sumiu da imprensa. Demóstenes Torres viajou para Genebra, segundo ele, em missão oficial na OMC.Gilmar Mendes, primeiro disse que iria a CPI dos grampos, depois, amarelou, declarou que não pretendia prestar depoimento à CPI dos Grampos.

Ontem, novamente os tucanos voltaram a atacar. Tentam desestabilizar o governo com o assunto pra lá de requentado:Reportagem exibida ontem pelo "Fantástico", da TV Globo, mostrou uma gravação onde uma aeronave da Gol teria passado por cima de uma aeronave do esquadrão de elite da FAB .

Oras, seu Gilmar Mendes vive discursando que, vivemos num estado de absoluta 'insegurança' por contas dos grampos, por que então o ministro não descobre quem está fazendo essas gravações clandestinas e enviando para a TV Globo?.

Por: Helena™

11/09/2008

Blogueiro fala do escândalo Yeda (PSDB) - Justiça manda tirar blog do ar


Olha que interessante está acontecendo na internet. O blog Nova Corja, que aborda temas políticos e é declaradamente anti-Lula e anti-PT, usa e abusa de textos baixo nível quando se refere ao Presidente Lula. Nada acontece.

Mas a justiça enxergou de longe quando o blog mexeu com o PSDB. O blog "foi obrigado a retirar informações" sobre o escândalo gaúcho. O texto retirado pela justiça fala sobre "a compra mi$terio$a da man$ão" da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius PSDB.

Por: Helena™

O conteúdo da liminar é interessante, preservou a opinião dos blogueiros, mas não descartou a hipótese de que os que aqui coloquem post possam ser, eventualmente, processados por perdas e danos, ou seja, ao expressarem suas opiniões, e caso estas possam eventualmente causar prejuízos, terem que arcar com a responsabilidade de eventualmente pagar uma indenização (!).

Mas… “9 fora isso”, como fica o caso dos órgãos de imprensa que tem informações privilegiadas e fazem notícias-denúncias-escândalos? Por que eles podem e este site não pode? Talvez seja porque este site não é um órgão de imprensa, e a partir daí este site não possa gozar das prerrogativas que um jornal ou tv goze. Estou bancando o “inimigo”? Creio que não, mas faço este comentário porque está na hora de lançar luz sobre estes blogs e discutir até onde eles são ou não são equiparados a “imprensa”, até porque se você observar, quem entra aqui (como eu) vem atrás de “INFORMAÇÃO”, além de que, basta acessar alguns sites de jornais, tv’s e revistas, não existe nenhum que não tenha vários, mas vários blog’s agregados aos seus sites.

Se não fosse suficiente, temos blog’s famosos por justamente prestarem o serviço de dar…informação (Noblat é um deles). Então, considerando a internet como um meio de comunicação de massa, o acesso irrestrito, a característica de que o que se busca aqui é essencialmente informação, a forma de sua disseminação e propagação, temos que os blog’s com conteúdo informativo, a similitude da imprensa escrita e midiática, são sim possíveis de serem equiparados como àqueles que gozam da proteção e prerrogativa legal de dar a informação. Afinal, basta pensar um pouco: o que deveria fazer a VEJA quando ficou sabendo que o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do STF, estava sendo grampeado?

Deveria calar e se omitir, já que a informação foi obtida de forma indevida, por meio de um funcionário público que “entregou” dita informação? Ou agiu corretamente fazendo o que fez?

Comentário de João Carlos Cembranel no Tribuna Gaucha

03/09/2008

Ação judicial questiona regulamento de vestibular da USP

Candidatos impossibilitados de solicitar a isenção total da taxa de inscrição do vestibular 2009 da Universidade de São Paulo (USP)– conforme as novas regras impostas pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest)– questionam judicialmente a conduta da entidade.

Os estudantes estão sendo representados pela Educafro - movimento social que organiza cursinhos pré-vestibulares para estudantes afro-descendentes e comunidades carentes – que através de seus advogados se reunirá, nesta terça-feira (26), com o defensor público Eduardo Januário Newton para juntos apresentarem ação judicial contra a USP à Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.

De acordo com o regulamento divulgado pela Fuvest no dia 17 de junho, dois novos critérios foram adotados em relação aos vestibulares dos anos anteriores: comprovação de conclusão de todo o ensino médio em escola pública do Estado de São Paulo ou comprovação de conclusão dos dois primeiros primeiros anos em escola pública paulista e ainda de matrícula do terceiro ano em escola pública de São Paulo; e comprovante de residência no Estado de São Paulo.

Segundo Douglas Belchior, coordenador político da Educafro, a entidade repudia a regulamentação imposta pela direção da Fuvest. “É mais uma dimensão da postura excludente da USP, que nega o seu papel de construção da diversidade da sociedade”.

As candidaturas regulares para a isenção total da taxa de inscrição do exame 2009, que é de 105 reais, foram realizadas no período de 28 de junho a 10 de agosto, com resultado dos beneficiados marcado para o dia 29 de agosto. Porém, após a contestação de entidades e candidatos excluídos do processo, o Conselho Curador da Fuvest prorrogou o prazo de solicitação da isenção total e parcial da taxa para o período de 12 a 17 de agosto. Também modificou a regra de exclusão referente à conclusão do ensino médio em escolas públicas paulistas, passando a valer a comprovação de estudo em escolas públicas de todo país.

Belchior informou que a orientação que a Educafro deu a seus alunos, desde o início das solicitações, é que deveriam se inscrever, mesmo que não se adequassem às regras impostas pela universidade, porque a partir do resultado poderiam recorrer da decisão. Ele explica que a entidade atende, além de jovens afro-descendentes, pessoas de meia idade de baixa renda que vieram de outros estados, em sua maior parcela do nordeste brasileiro, que querem a oportunidade de estudar em uma universidade pública. “Nós atendemos prioritariamente a população pobre que quer voltar a estudar. Grande parcela é migrante de outros estados, uma população empobrecida de média idade que quer voltar a estudar e não pode sem a isenção da taxa”, alega.

Cleyton Borges, advogado que representa a Educafro, explica que mesmo com a alteração da norma referente à comprovação do ensino médio, muitas pessoas não conseguiram se candidatar. Segundo ele, o prazo de prorrogação foi curto e pouco divulgado pela Fuvest. "A USP divulga nos grandes meios de comunicação a abertura da isenção, e paga muito por isso, mas não divulgou a prorrogação", ressalta Borges.

Outra questão apontada pelo advogado como grave, é a de comprovação de residência no Estado de São Paulo. Para Borges, trata-se de discriminação social, pois impede que uma pessoa de baixa renda de outro estado concorra ao vestibular da USP, enquanto quem tem condições de pagar a taxa do exame, mesmo que de outro estado, tem a oportunidade de estudar na universidade. “Quem tem dinheiro na Bahia pode prestar o vestibular na USP, mas quem não tem dinheiro, também não tem direito à isenção e não pode concorrer. A USP está dizendo com isso que quem tem dinheiro pode prestar o vestibular, mas para quem é pobre, que nem venha", ressalta.

Borges esclarece que esta é a primeira vez que a universidade impõe restrições às pessoas que residem em outros estados, ou que não exerçam suas atividades em São Paulo para a concessão do benefício. Este ano, a Fuvest disponibilizou 65.000 isenções totais à taxa de inscrição do vestibular.

Questionada pelo Brasil de Fato, a Coordenadoria de Assistência Social da USP, que juntamente com a Fuvest estabeleceu tais regras, disse que quem deveria se pronunciar a respeito do assunto é o Conselho Curador da Fuvest, “uma vez que todas estas decisões foram deliberadas por ele”. Já a diretoria da Fuvest informou não ter conhecimento de contestações em relação ao edital de isenção de taxa. A entidade alega que a localização da escola pública sempre foi restrita ao estado de São Paulo, e que somente neste ano houve a flexibilização para todo o país. Sobre a possibilidade de reabertura do processo de incrições para isenção, a Fuvest esclarece que não será possível, em função do calendário das atividades da fundação, e considerando o prazo de prorrogação já feito para a inscrição.

Por Michelle Amaral da Silva

25/08/2008

DESMORALIZAÇÃO - UM FARDO CHAMADO FHC


Todos os candidatos da oposição PSDB/DEM querem o apoio do presidente Lula na eleição para prefeito. Tanto querem que estão usando a imagem do presidente em seus programas, indevidamente. Até o Alckmin, em SP, disse que, se for eleito, vai governar em parceria com o presidente Lula. Curioso é que o PSDB defende o governo pífio de FHC, elogia os 8 anos de governo de FHC, as privatizações de FHC, tem uns até que falam que ele foi um grande estadista. Mas na hora do vamos ver, na hora de tentar uma eleição, eles querem o presidente Lula em seus palanques.

Por que não chamam FHC, por que não saem no tapa pelo apoio do FHC, afinal eles são do partido de FHC, PSDB, e muitos trabalharam diretamente no governo FHC?

O que tem de candidato do PSDB/DEM que atacou o presidente Lula, o PT, o governo Lula, desde 2002, é uma grandeza, e agora eles querem estar na foto com o presidente Lula. Porque não tiram foto ao lado do FHC? Simples meus amigos: eles sabem, e sabem que o povo sabe, que FHC foi o pior presidente do Brasil depois de Médici. Quanto maior for a distancia de FHC na eleição, mais chance eles têm de tentar se eleger.

FHC é um fardo para o PSDB, um fardo bem pesado. Escrito por Jussara Seixas.

Por Jussara Seixas

16/08/2008

APOIO DE FHC À ALCKMIN FAZ MARTA SUPLICY DISPARAR NA INTENÇÃO DE VOTO

Alckmin usará no horário eleitoral imagens de encontro com FHC. SERÁ ?

FHC declara apoio a Alckmin, mas elogia Kassab !?!?


Ex-presidente conversou com candidato tucano em seu comitê. Segundo FHC, PSDB tem ‘papel predominante’ na atual gestão. Um encontro com o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, na tarde desta quinta-feira (14), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou seu apoio à candidatura tucana, sem deixar de elogiar o atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab.

“Tenho muita alegria de estar aqui para dizer mais uma vez, porque já disse há muito tempo, que meu candidato é Geraldo Alckmin, que é o candidato do meu partido, o PSDB, e porque ele tem qualidades”, disse. E completou: “Vai ser uma eleição positiva, porque ele vai estar herdando uma prefeitura organizada, que é uma prefeitura onde o PSDB tem papel predominante. Não há contradição nisso”.O ex-presidente afirmou que, no segundo turno, o PSDB e o Democratas vão estar juntos contra “adversários” que ele não nomeou. “Os adversários de todo mundo estão do outro lado. E todos sabem quem são.

Evidentemente não cabe a mim fazer campanha contra quem quer que seja.”Alckmin e o ex-presidente se encontraram às 13h30 no comitê de campanha do tucano, onde conversaram por mais de meia hora junto com os deputados federais Edson Aparecido, coordenador da campanha, e Mendes Thame, presidente estadual do partido. Após a conversa, Alckmin e Fernando Henrique Cardoso caminharam até um botequim na mesma rua, onde tomaram um café.

Do APOSENTADO INVOCADO

13/08/2008

Opinião - Lair Ferst ameaça contar tudo sobre o esquema do Detran

Em entrevista aos repórteres Ana Flor e Graciliano Rocha, do jornal Folha de São Paulo, durante os dias 4 e 5, o lobista Lair Ferst (foto) falou durante quatro horas sobre a possibilidade de contar os detalhes do desvio de, pelo menos, R$ 44 milhões de reais do Detran, em esquema desmantelado pela operação Rodin, da Polícia Federal.

Pela primeira vez, o lobista admite a fraude, falando, inclusive, em delação premiada. Só quem tem o que contar, só quem fez parte do esquema é que pode almejar este benefício. Lair fala ainda em dez nomes de atuais e ex-integrantes do primeiro escalão do governo que ainda não teriam sido citados em nenhuma das investigações. Não se tem dúvida de que estas declarações deixaram gaúchos, especialmente canoenses, com a curiosidade aguçada.

Gravações I O lobista chegou a negar o que havia dito ao jornal paulista em entrevistas à rádios gaúchas, mas os dois repórteres garantiram que tudo o que foi publicado está devidamente documentado. Para um deputado da oposição que procurou certificar-se da legitimidade da entrevista, Graciliano respondeu com ironia: “Esta é a mesma pergunta que o governo me fez”. Em seguida, o repórter confirmou: “Tudo o que está na entrevista e que tem relevância, está gravado”.

Encurralado, lobista erra


O bloqueio dos bens e o abandono de antigos companheiros políticos faz com que Lair Ferst cometa erros. Acuado, ele ameaça e chantageia publicamente aqueles que o abandonaram, se mostrando disponível a falar mais do que até agora falou, assumindo, assim, que participou da fraude e que tem peixe maior que ele.

Seus familiares, como se viu na CPI da Assembléia Legislativa, têm pouca qualificação profissional (basta lembrar da irmã que mal sabia assinar o nome e que, justamente por disso, se sentiu mal antes mesmo de depor; e do cunhado cuja resposta repetida, celebrizou o “vou permanecer- me calado”). Uma das irmãs está grávida e os R$ 200 mil que ele tentou retirar de um banco na semana passada, foram recolhidos pela Polícia Federal.

Na sexta-feira, 27 de junho, Lair Ferst tentou falar com o prefeito Marcos Ronchetti, outro ex-amigo que era visto com freqüência na sua companhia e que neste dia não apareceu para receber o lobista.

Ministério Público nega acordo


O Ministério Público Federal divulgou nota oficial negando que esteja negociando com Lair Ferst. A nota admite que uma proposta de “colaboração premiada” já foi feita uma vez ao acusado que, naquela ocasião, recusou-a. A seguir, a nota: “O Ministério Público Federal, através da Força Tarefa que atua no Caso Detran, tendo em conta a notícia veiculada no jornal Folha de São Paulo, com entrevista concedida pelo réu Lair Ferst, vem a público informar que nenhuma negociação para acordo com o referido acusado encontra-se em andamento.

Considerando as manifestações do próprio acusado, é de se referir que reuniu-se o Ministério Público Federal por uma única vez com o réu Lair Ferst, por solicitação do próprio investigado e de seu advogado, no início do mês de março, antes ainda da apresentação do relatório do inquérito policial. Na ocasião, tendo em conta os fatos afirmados como conhecidos pelo acusado, foi efetivada proposta de colaboração premiada nos termos e limites legais. “Em referida reunião, não foram apresentadas pelo MPF nomes ou número de pessoas, mas foi exigida, em caso de assinatura do acordo, a completa colaboração por parte do investigado para a busca mais completa da verdade, de forma a elucidar por inteiro a participação de todos os envolvidos na fraude milionária. Após este contato, tendo em conta que a proposta de acordo não foi aceita pelo acusado, nenhuma outra reunião foi realizada, não tendo o MPF buscado contato, em qualquer outro momento; e sequer foi procurado pelo referido acusado.

“Por fim, refere o Ministério Público Federal que é de causar estranheza as manifestações públicas do acusado, justamente no momento que foram bloqueados vultuosas quantias que o réu pretendia sacar em dinheiro”.

Do Timoneiro

05/08/2008

Foro privilegiado para autoridades corruptas !?!?


A Assembléia Legislativa de Minas Gerais ressuscitou a polêmica envolvendo a criação de uma espécie de foro privilegiado para autoridades políticas do Estado ao aprovar o projeto de lei complementar 26/07, de autoria do Tribunal de Justiça.

Aprovado em 2º turno no dia 17 de julho, na véspera do recesso parlamentar, o projeto altera a Lei Complementar 59, de 2001, que contém a organização e a divisão judiciárias de Minas. Uma das emendas apresentadas criou no TJ a “Câmara Especial para processar e julgar as ações penais e de improbidade administrativa contra os agentes políticos”.

O Ministério Público Estadual classificou a medida de inconstitucional. Ontem, o desembargador Orlando Adão Carvalho, presidente do TJ, disse que solicitará ao governador Aécio Neves (PSDB) que vete a emenda com o argumento de que está “havendo uma invasão do Legislativo dentro da competência interna do Judiciário”.

“Todas aquelas ações que estão hoje na primeira instância, processadas por um juiz de direito nas várias comarcas do Estado, envolvendo prefeitos e outros agentes políticos, serão remetidas para o Tribunal de Justiça, que não tem a mínima condição de julgar esses processos”, observou o coordenador da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Geraldo Ferreira. “É uma forma de se reativar o foro privilegiado que foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal.”

Em setembro do ano passado, o STF concedeu liminar suspendendo a eficácia da lei complementar 99, aprovada pela Assembléia e que limitava a atuação do Ministério Público, estendendo a prerrogativa de foro dos chefes dos Poderes para quase 2 mil autoridades públicas do Estado.

A lei complementar aprovada pelos deputados estendia aos membros dos Poderes a prerrogativa de serem investigados exclusivamente pelo procurador-geral de Justiça. O mérito da ação ainda será julgado pela corte.

O procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, disse que solicitou ao TJ o pedido de veto. “Ela criou (a Câmara Especial) para ações e não para recursos. Isso gera uma grave conseqüência, desequilibrando todo o sistema e é totalmente contraproducente.”

Aécio disse ontem que não havia recebido o projeto de lei complementar. Questionado, ele criticou o que chamou de “banalização, quase que universalização do acesso ao foro privilegiado” no País. “Do ponto de vista formal, todas as pessoas são iguais perante as leis. Essa é uma discussão que tem de avançar no Brasil.”

Por: Helena™

30/07/2008

Suborno no caso Alstom/PSDB é o dobro, revela Justiça suíça

Novos documentos auditados na Suíça, pela KPMG Fides Peat, mostram que já chega a US$ 31 milhões o montante destinado pela Alstom a paraísos fiscais no caso do suborno em quatro países, dos quais a maior parte foi destinada ao governo de São Paulo para obtenção de contratos com estatais. Anteriormente, os suíços estimavam que o suborno da Alstom totalizassem US$ 13,5 milhões, o que eleva o valor do pedágio pago a integrantes do governo e do PSDB paulista. A multinacional também enviou parte desses dólares para Cingapura, Indonésia e Venezuela - período em que a PDVSA ainda se encontrava nas mãos dos bucaneiros.

Entre os documentos já divulgados pelas autoridades suíças, um memorando da Cegelec - empresa comprada pela Alstom -, datado de 21 de outubro de 1997, cita um certo Claudio Mendes como “um intermediário do G. [governo] de São Paulo”, em relação a um pagamento de 7,5% para a obtenção de um contrato no valor de R$ 110 milhões com a Eletropaulo, o que corresponde a R$ 8,25 milhões em propina. Na terça-feira (24), o Ministério Público ouviu o sociólogo Claudio Luiz Petrechen Mendes, que atua na área de energia, suspeito de ser o intermediário que aparece nas investigações.

“PARTIDO NO PODER”

Segundo o que já foi divulgado até o momento pelos suíços, a Alstom obteve contratos com o governo paulista que totalizaram cerca de US$ 200 milhões. O percentual do suborno para os tucanos em São Paulo teve variação. No caso da Eletropaulo foi de 7,5%, mas no Metrô, chegou a 15%. O que não significa que o montante já divulgado seja o total das comissões pagas, segundo o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) da Suíça, ao “partido no poder” em São Paulo, ao Tribunal de Contas e à Secretaria de Energia do Estado. Na época, como até hoje, o partido era o PSDB e o secretário de Energia, David Zylbersztajn, ex-genro de Fernando Henrique Cardoso.

De 20 contratos da Alstom com o Estado, no governo Covas o número subiu para 40 e com Geraldo Alckmin, foram fechados 77 contratos.

“FICÇÕES”

Além de Claudio Mendes, apareceram como intermediários nas investigações alguém com as iniciais “RM”, que seria Robson Marinho, chefe da Casa Civil do governador Mário Covas e atual conselheiro do TCE-SP (ver matéria abaixo), e Jean-Pierre Courtadon, um franco-brasileiro, ponte com Claudio Mendes. A MCA Uruguay, de Romeu Pinto Jr., movimentou R$ 8,7 milhões e a Taltos Ltda., de José Geraldo Villas Boas, ex-presidente da Companhia Energética de São Paulo (CESP), recebeu depósitos equivalentes a R$ 3 milhões. A sede da empresa fica nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e estabeleceu muitos contratos de “ficções”, inventados “para realizar um pagamento”, segundo o próprio Villas Boas.

Documentos divulgados por um jornal norte-americano mostra como foi feito um dos “pagamentos”. Através de fax, datado de 13 de novembro de 1998, um diretor da Alstom diz a seus superiores que vai transferir 4,86 milhões de francos (US$ 860 mil naquela data) “para garantir que o trabalho prossiga e recebamos dentro do cronograma”.

Na medida em que vão sendo revelados novos documentos pelas autoridades da Suíça e da França, países onde as armações ilimitadas do conglomerado francês são objetos de investigação, aumenta o tamanho do volume destinados aos tucanos. O anúncio feito em maio pelas autoridades suíças sobre US$ 6,8 milhões pagos pela Alstom a integrantes do governo e do PSDB paulista, em troca de um contrato com o Metrô paulista, revela-se hoje apenas uma ponta de iceberg.

Mesmo com toda a documentação já divulgada pelas autoridades suíças e francesas - e também com as investigações dos ministérios públicos Federal e de São Paulo -, o governo Serra diz que está à espera de “fatos concretos” e continua impedindo que seja instalada uma CPI na Assembléia Legislativa do Estado para apurar o caso.

Do Hora do Povo

25/07/2008

TUCANALHAS...



Por Bira

21/07/2008

Parede falsa escondia documentos

Uma parede falsa foi descoberta no apartamento de cobertura de Daniel Dantas em Ipanema, no Rio de Janeiro. Dentro dela, policiais federais encontraram uma sacola repleta de documentos secretos, gravados em CDs e DVDs.

A apreensão ocorreu na terça-feira passada (8), mesmo dia da prisão do banqueiro. O material foi trazido para São Paulo. Em uma análise preliminar e superficial, peritos e delegados encontraram nos CDs planilhas com pagamentos de propina para autoridades, além do que seriam movimentações financeiras em contas ilegais fora do país.

Um exame mais minucioso ainda será feito. Só não se sabe ainda se aqui em São Paulo ou em Brasília. De qualquer forma, o procurador da República e o juiz federal do caso – Rodrigo De Grandis e Fausto De Sanctis, respectivamente – já pediram cópia de todo esse material, tido como fundamental para as investigações.

Muito antes da Operação Satiagraha, Daniel Dantas já desconfiava de uma nova ação policial contra ele. É o que revela uma conversa de abril deste ano entre o banqueiro e o assessor Humberto Braz, conhecido como Guga. Os dois foram presos por corrupção.

A investigação contra o grupo de Dantas corre na 6ª Vara Federal em São Paulo, especializada em lavagem de dinheiro e crimes contra sistema financeiro.

Essa mesma investigação em cima do grupo Opportunity, de Daniel Dantas, também atingiu o grupo do empresário Naji Nahas. Os dois são acusados de enriquecer à margem da lei.

Do ABC Politiko

16/07/2008

Governo e privatizações de FH fizeram fortuna de DD

Apesar de algumas aventuras anteriores (especialmente na época do Plano Collor, onde várias notícias dão conta de que ele se valeu de informações privilegiadas às vésperas do confisco), foi somente no governo Fernando Henrique que Daniel Dantas conseguiu turbinar a sua fortuna.

1) Em 1993 ele fundou o Opportunity. Mas, até Fernando Henrique assumir o governo, esta pequena arapuca financeira não tinha nenhuma importância. Em 1996, passou a fazer parte do esquema do Banestado – o envio ilegal de divisas para fora do país – junto com o Araucária, na época o banco da família Bornhausen e outros. O Opportunity especializou-se em colocar para dentro do Brasil dinheiro antes evadido como se fosse capital estrangeiro, para burlar o fisco.

2) Mas nada se comparou às privatizações. Em 1997, antes que começassem as privatizações da telefonia, US$ 2,5 bilhões foram depositados em um fundo do Opportunity, o CVC/Opportunity Equity Partners FIA. Os depositantes haviam sido os fundos de pensões das estatais, controlados por Ricardo Sérgio – então diretor do Banco do Brasil – e por Eduardo Jorge, secretário de Fernando Henrique. Havia centenas de melhores investimentos que os fundos de pensão poderiam fazer. O único efeito – a rigor, o único objetivo – desse depósito, era bancar Dantas, preparando o Opportunity para ser o principal representante tucano nos “consórcios” com empresas estrangeiras.

3) Aproveitando-se do dinheiro dos fundos de pensão estatais, Daniel Dantas, em conluio com uma certa Mary Lynn Turner, diretora do Citibank, fez com que esse banco americano formasse o CVC/Opportunity Equity Partners Ltd. e o nomeasse administrador. Assim, Dantas controlava os dois fundos, o primeiro, conhecido como “CVC/nacional”, e o outro, conhecido como “CVC/internacional”, sem colocar dinheiro de seu - exceto 0,06%.

4) No ano seguinte, com esses dois fundos, Dantas apropriou-se da Telemig Celular e da Amazônia Celular (junção das divisões de telefonia celular das teles do AM, PA, AM, RR e MA). Além do dinheiro dos fundos de pensão depositado no “CVC/nacional”, o governo ainda obrigou esses fundos a montarem um consórcio com o Opportunity – assim, a parte de Dantas no consórcio com os fundos das estatais era bancada por esses próprios fundos – e com a multinacional canadense TIW.

5) Em junho de 1998, Dantas açambarcou a Brasil Telecom (junção das teles do DF, RS, SC, PR, GO, MS, MT, TO, RO e AC). O consórcio foi outra vez entre o Opportunity e os fundos de pensão, mais a Italia Telecom. Dantas havia progredido: dessa vez entrou com 0,56% de recursos próprios.

6) Em ambas as privatizações mencionadas, o governo Fernando Henrique, montou um “acordo acionário”. Na primeira, os fundos de pensão eram obrigados a votar com Dantas nas assembléias do consórcio, a Telparte Participações S.A. Assim, os fundos das estatais depositavam dinheiro seu no Opportunity, eram obrigadas a se submeter a ele na privatização e, depois, obrigados a sustentá-lo na direção das empresas privatizadas. Estabeleceu-se que Dantas só poderia ser destituído da direção do CVC se a oposição a ele tivesse mais de 90% dos cotistas. Por fim, estava previsto que se um fundo de pensão votasse contra Dantas teria seu direito de voto suspenso por 12 anos.

7) Na segunda privatização acima mencionada, estourou o escândalo das gravações do BNDES, com conversas telefônicas onde Mendonça de Barros, Persio Arida, André Lara Resende, Ricardo Sérgio e o próprio Fernando combinavam a entrega da Telemar – a junção de teles de 16 Estados – ao Opportunity e à Telecom Italia. Mendonça de Barros pede que Ricardo Sérgio (diretor do BB, controlador, através de alguns prepostos, da Previ, o fundo de pensão do banco, e arrecadador de Serra e Fernando Henrique) banque o Opportunity. Este fala que “estamos no limite da irresponsabilidade”. Mendonça responde, algo eufórico: “É isso aí, estamos juntos. E Ricardo Sérgio: “Na hora que der merda, estamos juntos desde o início” (v. artigo de Gilson Caroni na página 8). Na verdade, Ricardo Sérgio fazia jogo duplo. Ao final, bancou em parte o Opportunity, mas fez os fundos jogarem principalmente no seu competidor, o grupo Jereissati. Mesmo assim, após o leilão, o governo impõe o Opportunity como sócio minoritário na Telemar.

8) Dantas também entrou na privatização do porto de Santos, através da “Santos Brasil”, na das empresas elétricas (Escelsa - Espírito Santo Centrais Elétricas – e Cemig - Companhia Energética de Minas Gerais), na do Metrô do Rio, sempre com os fundos das estatais à sua disposição, e na maior das privatizações, em que os fundos de pensão se consorciaram com a CSN, a da Vale do Rio Doce, no último momento o Opportunity entrou no açambarcamento da maior mineradora do mundo. Sabe-se o nome de quem aplainou o caminho para o Opportunity na Vale: Ricardo Sérgio de Oliveira.

Do Hora do Povo

13/07/2008

Em Outro Planeta - Gilmar Mendes pode sofrer representação na esfera do Ministério Público por suposto crime de responsabilidade

O confronto entre o ministro Gilmar Mendes e o juiz federal Fausto Martin De Sanctis no caso Daniel Dantas pode evoluir para um conflito institucional e é certo que haverá iniciativas na esfera do Ministério Público Federal, prevendo-se representação criminal por suposto crime de responsabilidade de Mendes. Podem ser apenas sinais do calor da hora, mas dificilmente o episódio tenderá para uma acomodação, pelo fato de a queda de braço ter causado um mal-estar como há muito não se via.

O presidente da Academia Paulista de Direito Criminal, Romualdo Sanches Calvo Filho, afirma que o episódio deixou "a população e o mundo jurídico perplexos". São conhecidas as divergências entre Mendes, MPF, Polícia Federal e juízes de primeira instância. A capacidade de o presidente do STF decidir contra o clamor público e sem se preocupar com opositores é admirada por magistrados e criminalistas. Ao criticar, por exemplo, a pirotecnia da PF, Mendes também condena a atuação de juízes que determinam interceptações telefônicas prolongadas e prisões que considera desnecessárias.

Agravou nesse episódio o fato do magistrado haver "atropelado" instâncias recursais, reforçando o sentimento de que medidas tomadas por juízes de primeira instância podem ser facilmente derrubadas nas Cortes Superiores. Esse fato pode ter estimulado a adesão de juízes federais ao assinarem o manifesto da magistratura. A questão é polêmica, mas os que se opõem ao ministro concordam com a avaliação do advogado Walter Ceneviva, que, em artigo na Folha, considerou que "há bons motivos processuais para sustentar que ainda não havia chegado a hora de a mais alta corte do país se manifestar".

O juiz aposentado Wálter Maierovitch chega a sugerir que não está descartada a idéia de pedido de "impeachment" do presidente do STF.

Os procuradores da República articularam-se em apoio a De Sanctis antes dos magistrados. A iniciativa dos juízes, por sua vez, antecedeu a solidariedade prestada pelas entidades da magistratura. Incomodou aos procuradores, por exemplo, o fato de Mendes afirmar que "não é a primeira vez que o juiz federal titular da 6ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de São Paulo, Fausto Martin De Sanctis, insurge-se contra decisão emanada desta Corte".

O procurador da República Celso Três diz que não é a primeira vez que o presidente do STF decide pelo habeas corpus, atropelando outras instâncias.

O manifesto da magistratura federal da Terceira Região, formalizando "indignação" e "discordância" com a determinação de Mendes de encaminhar cópias de sua decisão no caso Dantas para o Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região, vai além da solidariedade ao juiz e deverá reavivar o debate sobre as formas de escolha de membros do STF

Por: Helena™

08/07/2008

A empresa da filha do Serra sócia de Veronica Dantas

Verônica Serra (foto), filha de José Serra governador , PSDB de S.Paulo, era sócia (ou é) de Verônica Dantas Rodenburg, irmã de Daniel Dantas, do Opportunity. Elas fundaram juntas uma empresa de internet, a Decidir.com, que continua em plena atividade. A empresa foi registrada em Miami no dia 3 de maio de 2000, sob o número P00000044377. Tem filiais na Argentina, Chile, México, Venezuela e Brasil. O site oferece dicas sobre oportunidades de negócios, incluindo a área de licitações públicas no Brasil. Consta no site: “Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado” .

Em 2005, durante nas CPI dos Correios e do Mensalão, o depoimento do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, ficou suspenso por cerca de 15 minutos. Naquela ocasião, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), acusou o banqueiro Dantas de manter relações com integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso, citando sua antiga sociedade com Pérsio Arida (um dos formuladores do Plano Real) e uma sociedade da irmã do empresário, Verônica Dantas, com Verônica Serra [filha do então prefeito José Serra). Você lembra disso não é mesmo?

Para o jornalista Bob Fernandes, primeiro a noticiar as prisões, no site Terra Magazine, Daniel Dantas é um dos personagens centrais na “mais feroz e encarniçada batalha da história do capitalismo brasileiro”. Seu papel como protagonista, assinala, cresceu no governo Fernando Henrique Cardoso, especialmente na montagem do processo de privatizações no setor das telecomunicações. Essa batalha feroz e encarniçada, diz ainda o jornalista, não deixará de incluir também a jornalistas e publicações.

“Batalha feroz incluirá também a jornalistas e publicações”

Bob Fernandes fala com conhecimento de causa. acompanhou “outras manilhas de esgotos da história verde-amarela” (como afirma em matéria no Terra Magazine) por meio de reportagens especiais. Algumas delas foram:

- O caso Banestado. "O Brasil, a maior lavagem de dinheiro do mundo". Datada de 30 de maio de 1998, objeto da única - até hoje - edição extra na já longa história da revista Carta Capital. Caso este que freqüenta a investigação da PF agora em curso.

- A privatização do Sistema Telebrás e a queda de Mendonça de Barros, ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique. "Fitas Sujam o Governo", em 25/11/98. Reportagem esta que levou à queda de "Mendonção". Ali, uma das gêneses de tudo isso, assegura.

- A queda do delegado-geral da Polícia Federal, Vicente Chellotti. "Os Porões do Brasil", em 3 de março de 1999.

- As operações ilegais da CIA, DEA e FBI no Brasil, no mais das vezes, naqueles tempos, em vistoso pas-de-deux com aquela mesma Polícia Federal. (Uma dezena de reportagens de capa em Carta Capital, edições entre 12 de maio de 1999 e 21 de abril de 2004.) Alguns dos rapazes daquela mesma polícia estão de volta e operaram com denodo no caso agora em questão, e ao lado de Daniel et caterva.

- Uma sucessão de reportagens de capa sobre a briga societária entre Daniel Dantas e seus sócios.

Por: Helena™

02/07/2008

ESCÂNDALO - DEPUTADA TUCANA DESVIA 7 MILHÕES DE REAIS DE COFRES PÚBLICOS

A Polícia Civil do Mato Grosso indiciou nesta segunda-feira a deputada estadual e ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Chica Nunes (PSDB), por formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato, falsificação de documento público e coação no decorrer do processo. Ela é acusada de desviar cerca R$ 7 milhões em supostas licitações irregulares durante sua gestão na Câmara.

A deputada prestou depoimento na noite de ontem na Assembléia Legislativa do Mato Grosso e nega as irregularidades, segundo a polícia.

De acordo com as investigações, Chica Nunes reunia-se com seis pessoas, entre servidores e parentes, para combinarem todos os detalhes das licitações antes de iniciá-las.

O suposto esquema era composto por 136 empresas fantasmas, que forjavam a entrega de produtos e a prestação de serviços. Os trabalhos eram pagos, mas não executados. O montante divulgado corresponde a 16 empresas. As demais ainda passam por auditoria.

http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2008/07/01/ult4728u12918.jhtm

Isso me lembra um velho seriado global chamado Twin Peaks. Quem se recorda?
Era a história de uma pequena cidade americana onde a morte violenta de uma jovem, Laura Palmer, tida como santinha, desencadeia o descortinamento de uma vida devassa e em cuja trama envolve meia cidade com um sub mundo de drogas sexo e violência.
Quem imaginaria que aquela mulher bonita e elegante, campeã de votos, religiosa e aparentemente serena, fosse a chefe de uma gangue de dilapidadores do patrimônio público?

No mais, o velho modus tucanus operantis de sempre!
abs do Morcego

Por Maurício - República Vermelha

27/06/2008

Suborno no caso Alstom/PSDB é o dobro, revela Justiça suíça

Investigadores estão empenhados em descobrir quem é Claudio Mendes, “um intermediário do G. [governo] de São Paulo” e a multinacional.

Novos documentos auditados na Suíça, pela KPMG Fides Peat, mostram que já chega a US$ 31 milhões o montante destinado pela Alstom a paraísos fiscais no caso do suborno em quatro países, dos quais a maior parte foi destinada ao governo de São Paulo para obtenção de contratos com estatais. Anteriormente, os suíços estimavam que o suborno da Alstom totalizassem US$ 13,5 milhões, o que eleva o valor do pedágio pago a integrantes do governo e do PSDB paulista. A multinacional também enviou parte desses dólares para Cingapura, Indonésia e Venezuela - período em que a PDVSA ainda se encontrava nas mãos dos bucaneiros.

Entre os documentos já divulgados pelas autoridades suíças, um memorando da Cegelec - empresa comprada pela Alstom -, datado de 21 de outubro de 1997, cita um certo Claudio Mendes como “um intermediário do G. [governo] de São Paulo”, em relação a um pagamento de 7,5% para a obtenção de um contrato no valor de R$ 110 milhões com a Eletropaulo, o que corresponde a R$ 8,25 milhões em propina. Na terça-feira (24), o Ministério Público ouviu o sociólogo Claudio Luiz Petrechen Mendes, que atua na área de energia, suspeito de ser o intermediário que aparece nas investigações.

“PARTIDO NO PODER”

Segundo o que já foi divulgado até o momento pelos suíços, a Alstom obteve contratos com o governo paulista que totalizaram cerca de US$ 200 milhões. O percentual do suborno para os tucanos em São Paulo teve variação. No caso da Eletropaulo foi de 7,5%, mas no Metrô, chegou a 15%. O que não significa que o montante já divulgado seja o total das comissões pagas, segundo o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) da Suíça, ao “partido no poder” em São Paulo, ao Tribunal de Contas e à Secretaria de Energia do Estado. Na época, como até hoje, o partido era o PSDB e o secretário de Energia, David Zylbersztajn, ex-genro de Fernando Henrique Cardoso.

De 20 contratos da Alstom com o Estado, no governo Covas o número subiu para 40 e com Geraldo Alckmin, foram fechados 77 contratos.

“FICÇÕES”

Além de Claudio Mendes, apareceram como intermediários nas investigações alguém com as iniciais “RM”, que seria Robson Marinho, chefe da Casa Civil do governador Mário Covas e atual conselheiro do TCE-SP (ver matéria abaixo), e Jean-Pierre Courtadon, um franco-brasileiro, ponte com Claudio Mendes. A MCA Uruguay, de Romeu Pinto Jr., movimentou R$ 8,7 milhões e a Taltos Ltda., de José Geraldo Villas Boas, ex-presidente da Companhia Energética de São Paulo (CESP), recebeu depósitos equivalentes a R$ 3 milhões. A sede da empresa fica nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e estabeleceu muitos contratos de “ficções”, inventados “para realizar um pagamento”, segundo o próprio Villas Boas.

Documentos divulgados por um jornal norte-americano mostra como foi feito um dos “pagamentos”. Através de fax, datado de 13 de novembro de 1998, um diretor da Alstom diz a seus superiores que vai transferir 4,86 milhões de francos (US$ 860 mil naquela data) “para garantir que o trabalho prossiga e recebamos dentro do cronograma”.

Na medida em que vão sendo revelados novos documentos pelas autoridades da Suíça e da França, países onde as armações ilimitadas do conglomerado francês são objetos de investigação, aumenta o tamanho do volume destinados aos tucanos. O anúncio feito em maio pelas autoridades suíças sobre US$ 6,8 milhões pagos pela Alstom a integrantes do governo e do PSDB paulista, em troca de um contrato com o Metrô paulista, revela-se hoje apenas uma ponta de iceberg.

Mesmo com toda a documentação já divulgada pelas autoridades suíças e francesas - e também com as investigações dos ministérios públicos Federal e de São Paulo -, o governo Serra diz que está à espera de “fatos concretos” e continua impedindo que seja instalada uma CPI na Assembléia Legislativa do Estado para apurar o caso.

Do Hora do Povo

21/06/2008

Associação tucanos-Alstom tem uma novidade por dia

Como diz o pessoal nas brincadeiras, agora "o bicho vai pegar": a Folha de S. Paulo, em reportagem que é manchete de página - "Doleiros intermedeiam propina da Alstom" - noticia que um destes doleiros "negocia delação premiada para revelar quem recebeu os dólares no Brasil".

O jornal adianta que documentos da multinacional franco-suíça, em poder do Ministério Público da Suíça, mostram que parte da propina pela qual a empresa é acusada de ter pago "chegou a políticos tucanos de São Paulo por meio de dois doleiros". E que entre esses documentos encontra-se uma planilha da Alstom, que prova que duas contas, Orange e Kiesser, de Nova York, "receberam e transferiram suborno pago a políticos" - pelos menos US$ 1 milhão, com essa finalidade passaram pelas duas contas.

Segundo o Ministério Público suíço, essa planilha revela que entre dezembro de 1998 (governo tucano de Mário Covas) e fevereiro de 2002 (governo tucano de Geraldo Alckmin) foram feitas quatro transferências de contas da Alstom através de Nova York - de banco suíço para essas contas e destas para paraísos fiscais - as Ilhas Virgens Britânicas e mais um no Caribe. "A Orange é de propriedade de um dos doleiros mais conhecidos entre os empresários de São Paulo, Luís Felipe Malhão e Souza", antecipa a FSP ao revelar o doleiro que negocia a delação premiada.

É tênue, não convence e constitui tergiversação a defesa que o ex-governador Geraldo Alckmin apresenta hoje à FSP, feita sobre sua candidatura a prefeito da Capital pelo PSDB, mas na qual é questionado sobre o caso Alstom. "Essas coisas precisam ser provadas", diz. E o que fazem os tucanos, no governo paulista há 13,5 anos para "provar" se houve ou não? Nada. "O Covas foi um exemplo de honradez e de probidade administrativa", completa Alckmin. Não é isso que está em questão, mas a apuração que cubra todo o período que as investigações na Europa - França e Suíça - indicam que pode ter havido pagamento de suborno em troca de contratos com obras públicas.

Do blog do Dirceu

12/06/2008

Yeda Crusius manda Brigada Militar reprimir protestos contra governo

A governadora Yeda Crusius (PSDB) determinou ao novo comandante geral da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, que reprimisse duramente manifestações contra o governo estadual. E o coronel começou a colocar a orientação em prática na manhã desta quarta-feira. Pelo menos dezessete pessoas ficaram feridas e outras 17 foram detidas na ação da tropa de choque da Brigada Militar contra manifestantes que se dirigiam ao Palácio Piratini para protestar contra a corrupção no governo Yeda.

Os policiais, comandados pelo coronel Paulo Mendes, lançaram bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra o grupo e atingiram, inclusive, os deputados Raul Carrion (PCdoB) e Dionilso Marcon (PT), que acompanhavam a marcha e tentavam negociar e liberação pacífica da manifestação. No final da manhã, a Brigada cercou os manifestantes dentro do Parque da Harmonia, na área cenrtral de Porto Alegre, e proibiu que eles prosseguissem para protestar no Piratini.

A marcha de protesto foi organizada pela Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e Movimento Nacional da Luta pela Moradia. Cerca de 400 policiais da tropa de choque da Brigada Militar foram mobilizados para reprimir os cerca de três mil manifestantes.

A ação violenta da Brigada Militar começou pela manhã quando integrantes dessas entidades, estudantes e sindicalistas iniciaram uma caminhada em direção ao Palácio Piratini. No trajeto, os manifestantes pretendiam fazer um protesto pacífico contra a alta dos alimentos no supermercado Nacional, do grupo Wal-Mart. A manifestação foi duramente reprimida com balas de borracha, bombas e gases lacrimogênio e pimenta. Mais tarde, quando tentaram reiniciar a marcha, os manifestantes foram novamente impedidos de caminhar, empurrados para o Parque Harmonia e agredidos pela Brigada Militar. Um oficial da BM disse aos manifestantes que eles não iriam para a frente do Palácio Piratini de jeito nenhum. Os principais ferimentos foram provocados por balas de borracha. Um agricultor teve o braço quebrado por um brigadiano.

"Baderna provocada por gente desocupada"

O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes, classificou o incidente como uma "baderna provocada por gente desocupada". “A BM vai tomar uma atitude muito firme”, anunciou. Ligado ao PSDB, especialmente ao prefeito de Canoas, Marcos Ronchetti (PSDB), faz parte da “linha-dura” da Brigada. Sua nomeação para o comando da institutição foi uma declaração de guerra da governadora Yeda Crusius contra os movimentos sociais e o movimento sindical gaúcho.

Admiradora do “estilo” de Mendes, a governadora quer que ele imprima sua marca na Brigada. Como subcomandante da Brigada Militar, o coronel Mendes notabilizou-se por comandar a repressão a protestos de professores e agricultores sem-terra no Estado. Nos últimos meses, quando houve alguma manifestação de protesto ou ação de movimentos sociais, a governadora acionou o coronel Mendes para a repressão imediata.

"Tem que ir pro paredão"

Nos últimos meses, o coronel comandou ações de repressão violentas da Brigada em uma manifestação de professores no Centro Administrativo do Estado, na ocupação da fazenda da Stora Enso, em Rosário do Sul, na destruição de um acampamento de sem-terra em São Gabriel, entre outras ações. Defensor da pena de morte, o coronel Mendes é autor da frase: “Não tem jeito, tem que ir pro paredão”.

Em 2007, Mendes defendeu que a população deveria reagir a assaltos, contrariando a orientação da polícia para situações deste tipo. No mesmo ano, durante um debate televisivo, abordou-se o caso de um pedreiro morto pela polícia em Gravataí. Segundo a família, ele foi confundido com um assaltante e acabou morrendo em razão de surra que levou após ser preso. O comentário do coronel: “Às vezes, se preocupam com uma eventual pessoa que a polícia tenha matado”.

A nomeação de Mendes para o comando da Brigada e o apoio irrestrito que a governadora dá às suas ações aprofunda o clima de tensão política no Estado. O secretário estadual de Segurança, José Francisco Malmann, teria recomendado a Yeda Crusius que não nomeasse o coronel Mendes. Se recomendou, não foi ouvido. O coronel comandou pessoalmente a repressão aos manifestantes.

Várias manifestações de protesto contra a corrupção no governo Yeda Crusius estão marcadas para os próximos dias. A julgar pelo que se viu nesta quarta-feira, a Brigada Militar não parece muito preocupada em respeitar os direitos constitucionais de ir-e-vir e de livre manifestação. Sindicatos e movimentos sociais preparam um grande protesto para o próximo dia 19, em frente ao Palácio Piratini. O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato) divulgou nota oficial exigindo a saída da governadora e o aprofundamento das investigações sobre o esquema de fraude no Detran e em outros órgãos públicos do Estado.

RS vive estado de sítio, denuncia CUT

A direção estadual da Central Única dos Trabalhadores divulgou nota na tarde desta quarta-feira (11) para condenar a atitude do governo Yeda Crusius, sob o comando do coronel Paulo Mendes, de repressão violenta à manifestação dos movimentos sociais. A entidade protesta contra o Estado "anti-democrático que se instalou no Palácio Piratini", afirma que o coronel Mandes exibe os 17 feridos na operação como troféus e adverte que a mobilização em defesa da liberdade e a luta contra a corrupção será ampliada. A nota denuncia que o Rio Grande do Sul está vivendo um estado de sítio:

”Em mais uma atitude repressiva do governo do Estado, os movimentos sociais são impedidos de manifestar a sua opinião. Em uma caminhada pacífica dos trabalhadores e trabalhadoras, a Brigada Militar, sob comando do Cel. Mendes, agiu de forma truculenta, autoritária e arbitrária.

Para o Cel. Mendes, as 17 pessoas feridas - algumas com graves ferimentos -, e presas são um troféu. A CUT e os movimentos sociais expressam uma profunda indignação com este Estado de repressão e anti-democrático que se instalou no Palácio Piratini. Talvez não tenhamos visto cenas como as promovidas hoje pelo Cel. Mendes nem na ditadura, que todos nós tanto lutamos para derrubar. Nós, da Central Única dos Trabalhadores e dos movimentos sociais deste Estado, defensores que somos de um Estado democrático e da liberdade dos cidadãos, não ficaremos somente na denúncia pública, mas ampliaremos a mobilização na defesa da democracia e da liberdade e, mais do que isso, lutaremos contra este governo corrupto que se instalou no RS”.

Da Carta Maior (www.cartamaior.com.br)

PAREDÃO É PARA QUEM SAQUEIA O POVO, É PARA QUEM ROUBA A PÁTRIA, A MISÉRIA E A POBREZA NÃO SE RESOLVE COM PAREDÃO COMANDANTE.

10/06/2008

PSOL decide pedir impeachment de Yeda Crusius

Adversários políticos do atual governo gaúcho entendem que a citação de pessoas próximas à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), nas conversas gravadas pela Polícia Federal (PF) e admissão, pelo ex-chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, de que partidos políticos aliados se financiam em órgãos públicos, são motivos suficientes para pedir o impeachment da governadora. Em reunião da executiva, o PSOL decidiu estudar meios jurídicos de responsabilizar Yeda e propor a realização de eleições antecipadas para a escolha de um sucessor.

Logo depois da aprovação do texto, a deputada federal Luciana Genro comunicou o vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM) da resolução do partido. Ela também pediu que o democrata se comprometa a renunciar se a governadora for impedida. Enquanto rebatia as acusações de Busatto, que o chamou de golpista, Feijó também desestimulou o PSOL. "Eu deixei claro (para Luciana Genro) que meu interesse não é atingir ou derrubar a governadora."

Yeda disse que não esperava um comportamento golpista de Luciana Genro. "Tem outras maneiras de ganhar eleição, que não no tapetão", afirmou. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Sindicato Estadual de Professores mobilizaram hoje dezenas de militantes para uma manifestação diante do Palácio Piratini. "É imprescindível que a sociedade gaúcha se manifeste contra um dos maiores escândalos, senão o maior, já vividos no Rio Grande do Sul", afirmou o presidente estadual da CUT, Celso Woyciechowski.

O deputado Raul Pont (PT) afirmou que seu partido vai pedir que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostre ao Ministério Público (MP), no relatório, que o Estado "está diante de um crime eleitoral", o que reforçaria, em sua ótica, a tese de impeachment da governadora. O petista entende que o então chefe da Casa Civil não procurou o vice-governador para pedir apoio para combater a corrupção, mas para tentar cooptá-lo.

Por: Helena™

04/06/2008

Demos levam inferno a ninho tucano

Enquanto a nossa candidata a prefeita Marta Suplicy sai à luta no que costuma se chamar popularmente em "céu de brigadeiro", com pesquisa favorável e uma entrevista que mostra seu perfil político inteiro, na oposição segue o desespero entre tucanos e demos na disputa Alckmin-Kassab.

Tanto que, segundo informação da Folha, o presidente municipal do PSDB José Henrique Reis Lobo teria enviado e-mail pedindo aos tucanos que não assinassem a proposta para manter a aliança com o DEM – com Kassab candidato, e um tucano como vice. Lobo confirma que o "PSDB corre o risco de sair ferido mortalmente".

Do blog do Dirceu

03/06/2008

A Máfia no Brasil - Dono de empresa era secretário de tucano


Ex-secretário de Obras de Robson Marinho quando prefeito de São José dos Campos - em meados da década de 1980 -, Sabino Indelicato aparece nos documentos do Ministério Público da Suíça como dono de uma empresa que recebeu parte do dinheiro das comissões pagas pelas empresas do grupo Alstom a brasileiros. Trata-se da Acqua Lux, Engenharia e Empreendimentos, localizada na cidade de Monteiro Lobato, de 3,7 mil habitantes, a 28 quilômetros de São José dos Campos.

"Ele (Indelicato) foi meu secretário de Obras. É um ótimo engenheiro, um profissional competente", disse Marinho. Ele considerou "coincidência" sua amizade com o dono de uma empresa citada pela promotoria suíça como destinatária de dinheiro do esquema de suborno.

A firma de Indelicato foi criada em 1988 para fazer empreendimentos imobiliários. Em 2004, segundo a Junta Comercial, passou por adaptação para a oferecer serviços de engenharia.

As investigações suíças revelam pagamentos de propinas movimentadas por pelo menos seis offshores que somam R$ 13, 5 milhões. Esse dinheiro era enviado para empresas subcontratadas pela Alstom no Brasil e serviria para subornar servidores do governo do governo do Estado, no período de 1998 a 2001, para obtenção de contratos. As informações são do jornal O estado de S.Paulo.

Por: Helena™

01/06/2008

IPT fez laudo para favorecer hospital do Serra Promotoria diz que vai investigar .

Vocês lembram do IPT, do Serra, Alckmin e Fernando Henrique? É esse instituto que está investigando o caso do buraco do Metrô onde morreram sete pessoas, e que segundo ele, a culpa foi de uma rocha que estava no meio do caminho do metrô. E foi esse instituto que investigou o incêndio no hospital das cliínicas

Agora, leiam essa...

O Ministério Público Estadual investiga se o parecer produzido pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) sobre as causas do incêndio no Hospital das Clínicas de São Paulo na noite do Natal de 2007 foi direcionado para atender aos interesses da direção do HC...Governado por Serra....Lembram que o governador José Serra, culpou o PT pelo incêndio?

Com o documento, que apontou como provável causa do incêndio cortes em cabos de energia elétrica, a superintendência do hospital sustenta a tese de que o incêndio foi resultado de uma tentativa de furto desses cabos.Essa versão afastou, em tese, a principal suspeita sobre os motivos do acidente que pairavam até então e vista como prejudicial à direção do HC: de o incêndio ter sido causado por motivos relacionados à falta de manutenção do prédio, inclusive da própria rede elétrica.

O que reforça a suspeita dos promotores são os depoimentos de dois engenheiros elétricos ouvidos no inquérito do Ministério Público. Eles foram unânimes em afastar como causa do incêndio uma eventual tentativa de furto, já que as características dos cortes nos fios e a seqüência da falta de energia não seguem a lógica desse tipo de crime.

"O seccionamento dos fios na diagonal teria uma justificativa diferente daquela a que chegou o IPT. A pessoa também poderia morrer eletrocutada. E outra: no momento que seccionasse um cabo, um fio, o próprio hospital teria alguma sinalização disso. Alguma área do hospital apagaria. O laudo do IPT diz que o apagão se deu quase que simultaneamente, logo em seguida à detecção do incêndio", afirmou o promotor José Carlos Freitas (Habitação), um dos responsáveis pela investigação.

A principal indagação da Promotoria é por que o IPT usou na investigação do incêndio apenas engenheiros civis, e não um engenheiro elétrico, já que um problema na rede seria uma possível linha de apuração.

Os técnicos e a direção do IPT terão de dar explicações sobre isso. Os dois engenheiros que assinaram o parecer devem ser chamados já na próxima semana. "O Ministério Público não vai fazer nenhum juízo de valor agora, mas acha estranho que engenheiro civil faça um laudo também abarcando questões de engenharia elétrica", disse o promotor Freitas.

"Quando o laudo tratou de análise química, essa parte do laudo foi encaminhada para os engenheiros químicos. No que diz respeito à parte elétrica, isso não foi feito. Essa dúvida nós vamos colocar aos engenheiros do IPT para esclarecerem. Por que houve essa análise por profissionais que não são da área?", disse.

"Nós imaginamos que o laudo tenha pelo menos uma lacuna, que é essa investigação de causas fora do âmbito do conhecimento de engenheiro civil", afirmou Freitas.

Outro parecer também pode ser questionado


Além do incêndio na noite de Natal, a avaliação do IPT para o segundo incidente, ocorrido em 23 de janeiro, também poderá sofrer questionamentos. Em seu parecer, o IPT apontou a causa como incêndio criminoso. "O incêndio foi deliberadamente provocado, fazendo uso de álcool para iniciar e acelerar o processo de queima", diz trecho do documento.

Segundo uma notinha publicada na Folha, diz que apurou com membros da polícia científica, o IC (Instituto de Criminalística) não deverá seguir a mesma linha e vai concluir que o segundo incêndio foi evento comum, e não criminoso.Já para o primeiro incêndio, segundo apuração da reportagem, o IC ainda não tem uma conclusão.O órgão, que avalia uma série de possibilidades para o incêndio, enviou engenheiros elétricos para o local em que o incidente ocorreu e deverá divulgar um laudo próprio.

Na época dos fatos , procurado por jornalista para falar sobre o assunto, o tucano, governador de São Paulo, jogou a culpa no PT: “O incêndio pode ter sido criminoso”. Agora, eu se fosse o PT, processava o José Serra... Você não?

Por: Helena™

29/05/2008

Corrupção Tucana

Primeira mulher a governar o Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius tem conduzido seu mandato por um campo repleto de embates fiscais e políticos e denúncias de corrupção e desvios de dinheiro público.O episódio mais recente teve início em novembro do ano passado, quando a PF deflagrou a Operação Rodin, desmantelando um suposto esquema de fraude que teria desviado R$ 44 milhões do Detran. Aliados de Yeda foram presos, entre eles o então presidente do órgão, Flávio Vaz Netto, e o tucano Lair Ferst, apontado como o chefe da quadrilha tucana

Ferst já integrou a Executiva Estadual do PSDB. O escândalo se desdobrou em uma CPI na Assembléia Legislativa. Ao depor, o deputado federal Enio Bacci (PDT), ex-secretário da Segurança, afirmou que avisara a governadora sobre irregularidades no Detran -o que foi negado pelo Palácio do Piratini.O caso do Detran também atingiu em cheio um dos auxiliares mais próximos de Yeda, o secretário de Planejamento e Gestão, Ariosto Culau, que pediu demissão após ser filmado em um encontro com Ferst.

Yeda venceu a eleição de 2006 prometendo, segundo ela, sanear um Estado à beira da bancarrota. Mas, o que se viu é o roubo no cofre publico. O déficit fiscal fechou 2007 em R$ 1,2 bilhão, e a projeção deste ano é de R$ 600 milhões.A estratégia da governadora para reduzir a crise financeira se baseou em um pacote fiscal que previa aumento do ICMS. Fracassou duas vezes. A primeira foi em 2006, quando pediu ao antecessor, Germano Rigotto (PMDB), que enviasse o projeto de lei à Assembléia. Houve resistência. A segunda tentativa foi em novembro. O pacote foi rejeitado por 34 a 0.

O terceiro vértice do triângulo de problemas de Yeda é o vice-governador Paulo Afonso Feijó (DEM). A relação entre os dois, que sofreu durante a campanha, azedou de vez quando Yeda articulou o pacote fiscal com Rigotto. O vice foi à Assembléia criticar a proposta.

Na terça, Feijó denunciou um esquema de contratações sem licitação e desvio no Banrisul. O presidente da estatal, Flávio Lemos, negou as acusações e chamou o vice de "irresponsável". Yeda, jura que está tudo bem no RS, e diz a jornalistas que não vai se pronunciar. Bem coisa de tucano

Por: Helena™

20/05/2008

Na Porta da Gaiola - Polícia Federal aperta o cerco sobre Álvaro Dias

Na Porta da Gaiola - Polícia Federal aperta o cerco sobre Álvaro Dias
A Polícia Federal confirmou agora há pouco que André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias, prestou depoimento nesta segunda-feira ao delegado Sérgio Menezes sobre o vazamento de informações da Casa Civil. A PF não revelou detalhes do depoimento.

Está surreal o blog do Senador Álvaro Dias.

2,5 milhões de eleitores paranaenses que confiaram seu voto nele estão à espera de explicações do porque escondeu-se atrás da revista Veja esse tempo todo, e só admitiu ter manuseado o relatório em seu gabinete quando o ITI, subordinado à propria ministra Dilma, descobriu a falcatrua.

Enquanto isso, o senador se limita a recortar e colar desesperadamente o noticiário do PIG anti-governo em seu blog, sem explicar porque acovardou-se de fazer as denúncias, que ele disse serem graves, do alto das prerrogativas de seu mandato popular.

Ele só informou em seu blog que seu assessor prestou depoimento na Polícia Federal depois do fato. Parece até que é o último a saber.

Não dá qualquer explicação sobre o depoimento. Finge de morto e parece que está narrando algo que acontece do outro lado do mundo, na China.

Em política o eleitor perdoa quase tudo. Mas uma das coisas inadmissíveis é a covardia.

Por: Zé Augusto

13/05/2008

Alvaro Dias de volta à Polícia Federal

Parece que o depoimento do Senador Álvaro Dias na PF (Polícia Federal) em 30 de abril, NÃO BATEU com o depoimento de seu assessor André Fernandes, de 12 de maio.

O Portal Terra noticiou:

"Uma pessoa ligada à Polícia Federal afirmou que o delegado Sérgio Menezes, que preside o inquérito sobre o suposto dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, vai ouvir mais uma vez o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Apesar de o senador já ter prestado depoimento no dia 30 de abril, Menezes acredita que será necessário ouvi-lo mais uma vez, depois do comparecimento de André Fernandes, assessor do parlamentar, à superintendência da PF."

É bom o Senador Álvaro Dias deixar de faltar com a verdade perante a lei, pois se o novo depoimento não bater, será necessária uma acareação entre o senador e o assessor.

Se novas provas periciais desmentir o Senador, o delegado será obrigado a solicitar ao MPF denúncia contra o Senador no STF.

Por: Zé Augusto

08/05/2008

A briga pela chave do cofre

Os tucanos em São Paulo deflagram um movimento para tentar fazer o grupo de José Serra ceder e apoiar Geraldo Alckmin na campanha pela Prefeitura de São Paulo. Num almoço, ontem, em Brasília, um grupo de senadores do partido avaliou que, se Serra deseja mesmo chegar forte como candidato a presidente da República, tem que arrumar a casa, ou seja, o PSDB paulista. E não tem conversa.

Alckmin, por sua vez, terá que ficar mais humilde e fazer uma campanha se mostrando bem amiguinho de Gilberto Kassab, de forma a garantir a união num segundo turno contra o PT. “Temos que parar de brigar com nós mesmos”, diz o deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), certo de que, se não houver já uma “psicoterapia de grupo” no PSDB paulista, as Minas Gerais de Aécio Neves vão levar a melhor na hora da convenção que escolherá o candidato a presidente da República. Dilma tendia a zero nas pesquisas passadas, Agora, tem cerca de 10%. Se for bem hoje, ganha uns quatro pontos. Já é meio Aécio! disse o deputado Pannunzio.

By André

06/05/2008

Demos vêm eventual vitória de Alckmin como o pior cenário para Serra

DEM avalia vitória de Alckmin como pior cenário em São Paulo.

A oferta do governador paulista José Serra (PSDB), do DEM e do PMDB para que o ex-governador Geraldo Alckmin concorra ao governo estadual em 2010 deverá ser retirada, caso o tucano vença o grupo serrista na briga interna e torne-se o candidato do partido à prefeitura de São Paulo. Segundo um integrante do DEM com livre trânsito no Palácio dos Bandeirantes, com a consolidação da candidatura de Alckmin o objetivo dos defensores da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) será debilitar o tucano ao máximo, para impedir que “o governador mineiro Aécio Neves cave uma cunha em São Paulo”.

Na avaliação corrente na cúpula do DEM, a vitória de Alckmin em São Paulo seria o pior cenário , dado o que representaria em termos de enfraquecimento da candidatura de Serra à Presidência. A avaliação é que Serra tem densidade eleitoral para permanecer na disputa presidencial até mesmo se a petista Marta Suplicy (PT) fosse eleita, mas no caso de vitória de Alckmin estaria em desvantagem dentro do partido para obter a candidatura presidencial, em relação a Aécio Neves. E o mineiro já deixou claro que pretende construir uma candidatura presidencial tendo governistas como parceiros preferenciais, e não o DEM.

O comando do DEM em São Paulo avalia que Serra agora irá se empenhar em derrotar Alckmin na convenção do partido, por meio de operadores políticos como o secretário municipal dos Esportes, Walter Feldman. Se não conseguir, o DEM espera que, na prática, Serra mantenha estrita neutralidade, o que, na avaliação corrente na cúpula do DEM, deve desidratar financeiramente a campanha do tucano.

Na avaliação dos aliados de Kassab, a neutralidade de Serra fará ainda que Alckmin viva um isolamento político. Dentro da cúpula do DEM, não se acredita que Alckmin vá fechar aliança com o PTB. Segundo esta versão, o líder maior do partido, o deputado estadual Campos Machado, só fecharia o apoio com os tucanos se recebesse em troca apoio para a eleição uma bancada petebista de vereadores nas eleições deste ano, mas também de 2010, metas com as quais o ex-governador não tem como se comprometer. Os integrantes do DEM trabalham com o cenário da candidatura de Campos Machado à prefeitura, para pavimentar o caminho do petebista à reeleição em 2010 e para negociar participação no governo municipal em um segundo turno.

Nas negociações com o PTB, assim como nas já encerradas com o PMDB ou com as ainda em curso com o PR, o governador não participa, segundo garantem integrantes do DEM. As negociações fora do PSDB são tocadas por Kassab, que chegaria a falar em nome do próprio governador, o que teria ficado claro nas conversações com o ex-governador paulista Orestes Quércia, presidente regional do PMDB. Na ocasião, a palavra de Kassab teria bastado para convencer Quércia de que o governador Serra iria apoiar sua presença na chapa em 2010. Até porque a aliança deste ano começou a ser negociada ainda na eleição passada, com participação direta de Kassab, que acabara de assumir a prefeitura. Na ocasião, ficou acertado que o então PFL ficaria com a vice na chapa de Serra , enquanto Quércia seria candidato a senador. Na última hora, o pemedebista decidiu não fechar o acordo.

Por César Felício - VALOR

02/05/2008

A casa também caiu - RS: Delegado diz que lobista deu dinheiro para Yeda - PSDB- comprar casa

A madrugada da sexta-feira (25) foi marcada por dois acontecimentos explosivos envolvendo as investigações sobre a ação de uma quadrilha no Detran gaúcho. O delegado de polícia Luiz Fernando Tubino afirmou, na CPI do Detran, que tem informações da Operação Rodin dando conta que o lobista tucano Lair Ferst (um dos principais acusados de pertencer à quadrilha) pagou R$ 400 mil da casa comprada pela governadora Yeda Crusius - PSDB, no final de 2006, logo após o segundo turno da campanha eleitoral. Segundo Tubino, a casa foi comprada do consultor Eduardo Laranja da Fonseca, dono da Self Engenharia, empresa que seria uma das maiores devedoras do Banrisul.

Ainda conforme Tubino, a casa em estilo inglês de aproximadamente 700 metros quadrados e com quatro pisos chegou a ser anunciada para venda em jornais por R$ 1,5 milhão. Garantindo ter informações relativas às investigações da Operação Rodin, os R$ 400 mil seriam sobras da campanha eleitoral de Yeda, em 2006. O delegado fez uma série de outras denúncias que, segundo ele, já foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Especial do Tribunal de Contas.

Yeda Crusius - PSDB, negou que haja qualquer irregularidade na compra da casa e que as acusações fazem parte do jogo político da CPI. Ela ameaçou processar o presidente da comissão, deputado Fabiano Pereira (PT), por este ter se mostrado insatisfeito com as explicações de Yeda sobre a compra da casa. O depoimento do delegado Tubino agregou informações que exigirão novas explicações da governadora.

As duas torres gêmeas da política gaúcha

Segundo ele, há duas torres gêmeas que precisam ser derrubadas na política gaúcha. "O Banrisul e o Detran são duas torres que precisam ser investigadas e derrubadas. Isso vai mudar para melhor a vida política do Rio Grande do Sul", garantiu. Tubino disse que o Ministério Público já tem informações importantes relacionadas às denúncias feitas pelo vice-governador Paulo Feijó (DEM) sobre irregularidades no Banrisul.

Crime organizado


Um dos coordenadores da campanha tucana nas eleições de 2006, o empresário e lobista Lair Ferst é um dos principais nomes citados no inquérito da Polícia Federal sobre as fraudes no Detran. "Quadrilha criminosa. Crime organizado. Corrupção de agentes públicos com metas empresariais". Essas foram algumas das expressões utilizadas pelo superintendente da Polícia Federal, Ildo Gasparetto, para descrever os crimes praticados no órgão.

Ferst trabalhou na coordenação da campanha (na área financeira), ou como definiu a governadora no ano passado, "estava ali dando uma mão". Ex-coordenador da bancada do PSDB na Assembléia, Ferst chegou a ser cogitado para ocupar uma secretaria no governo estadual. Até aqui, Yeda e o PSDB não esclareceram qual era mesmo o papel de Lair Ferst na campanha eleitoral.

Propina e indícios de caixa-dois

A investigação realizada pela Polícia Federal na Operação Rodin teve como foco principal averiguar as irregularidades ocorridas no âmbito das relações contratuais entabuladas entre a Fatec e, posteriormente, a Fundae - ambas fundações de apoio à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - e o Detran, para fins de prestação de serviços relacionados aos exames práticos e teóricos de direção veicular no Estado do Rio Grande do Sul.

Segundo a Justiça Federal de Santa Maria, "ocorreu um ajuste prévio, no qual pessoas com grande influência política (lobistas) conseguiram obter junto a órgãos públicos, para as Fundações de Apoio, contratos para prestação de determinados serviços. Contratadas, sem licitação, as Fundações subcontrataram empresas e pessoas para realização dos serviços, superfaturados, de forma a beneficiar, primeiramente, os próprios lobistas, e, ainda, também os dirigentes do órgão contratador e das fundações". O superfaturamento era usado para pagamento de propinas e, suspeita-se, para formação de caixa-dois para campanhas eleitorais.

Um chopp inusitado


O segundo acontecimento foi o encontro inusitado do secretário de Planejamento do governo Yeda, Ariosto Culau, com Lair Ferst, ontem à noite, no Shopping Total. Os dois foram flagrados por repórteres do jornal Zero Hora "tomando um chopp e comendo um peixe", como disse Culau. "É um momento difícil. Lair, quero dizer que sou teu amigo e isso significa que quero te apoiar pessoalmente neste momento pessoalmente", disse o secretário a Lair, segundo relato da jornalista Marciele Brum.

Algumas horas antes, Culau havia participado de uma coletiva com a governadora Yeda Crusius - PSDB, para anunciar as decisões da "força-tarefa" que ele coordenou para "estudar melhorias na gestão do Detran". "O governo está adotando todas as medidas para garantir a continuidades dos serviços", declarou o secretário que, horas depois, iria beber um choppinho com um dos acusados de chefiar a quadrilha que atuava no órgão.

O encontro do secretário do Planejamento do governo com Ferst repercutiu imediatamente na CPI do Detran que, às duas e meia da madrugada, seguia ouvindo o depoimento do delegado Tubino. O presidente da CPI, deputado Fabiano Pereira (PT), considerou um escárnio o encontro do responsável pela força-tarefa para recuperar o Detran com um dos principais acusados de liderar a quadrilha que lesou os cofres públicos em mais de R$ 40 milhões (conforme as estimativas iniciais da Polícia Federal e da Justiça Federal). A deputada Stela Farias (PT) defendeu a convocação de Culau para depor na CPI. A noite começou ruim e terminou péssima para o governo tucano no RS.

Por Marco Aurélio Weissheimer/Agência Carta Maior

29/04/2008

PREFEITO TUCANO TENTOU MATAR RADIALISTA

A advogada de Manuel Botafogo, prefeito de Carpina, na Zona da Mata do Estado, negou na tarde desta sexta-feira (25) as acusações de que o político tentou atacar um radialista com uma foice, pela manhã, durante uma confusão na frente da sede da administração municipal. De acordo com Lúcia Brandão, o prefeito na verdade foi agredido.

"Quando ele (Manuel Botafogo) chegou na prefeitura já havia um tumulto muito grande. Tivemos um guarda municipal que foi agredido antes de o prefeito chegar", afirmou a advogada. Segundo ela, pessoas que participaram da confusão jogaram pedras contra o prefeito e o xingaram. "Ele simplesmente se defendeu", disse em entrevista à Rádio Jornal.

Sobre a foto que mostra Manuel Botafogo segurando uma foice, a advogada afirmou que o instrumento estava casualmente no carro do prefeito e era utilizado para podar árvores. "Ele estava andando na rua a serviço", afirmou Lúcia Brandão. Ainda segundo ela, o prefeito passou mal após a confusão e foi hospitalizado em uma unidade de saúde. A advogada não soube informar o local onde Manuel foi internado.

O radialista Dênis Araújo, editor da Revista Fatos, prestou depoimento na tarde desta sexta-feira (25) na Delegacia de Carpina. Ele contou que fazia uma reportagem em frente à sede da administração municipal quando foi perseguido pelo prefeito. A confusão teria começado quando repórteres entrevistavam integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, que reivindicavam a entrega de casas prometidas por Manuel.

Mas Gilvan Freitas, O TERROR DO NORDESTE, conhecedor profundo dos políticos do meu Pernambuco, informa:MANUEL BOTAFOGO é filiado ao PSDB, tem como padrinho político Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB. Para quem não sabe, Sérgio Guerra foi investigado no Esquema dos Anões do Orçamento. Sou não foi cassado porque o relator da CPI foi o deputado federal Roberto Magalhães(DEM-PE), que livrou a cara dele, como livrou a do falecido( que o DEMônio o tenha ele em um bom lugar) deputado Ricardo Fiúza(ex-PFL-PE), membro, juntamente com Roberto Jeferson, da Tropa de Choque de Collor de Mello.

Tem mais: observem como o jornalista da mídia esgoto trata o caso: o político TENTOU ATACAR COM UMA FOI O RADIALISTA.

Se o delinquente fosse do PT esse jornalista vendido diria, em letras garrafais:PETISTA TENTA MATAR DARIALISTA.

Como foi um tucano, ele TENTOU ATACAR.

Ora, olhando a foto dá para perecer que uma foice do tamanho da que o tucano portava degola até um elefante.

Do República Vermelha

25/04/2008

Laranja Mesmo - Yeda Crusius comprou mansão de R$ 750 mil do Laranja

A governadora demo-tucana Yeda Crusius comprou uma mansão por R$ 750.000,00 em dezembro de 2006, imediatamente após ter sido eleita governadora.

A compra despertou suspeitas nos adversários da governadora, pois quase todo político termina a campanha em situação financeira difícil, normalmente com dívidas, e não com SOBRAS DE CAMPANHA (que também não poderia ser desviada para o patrimônio pessoal, e é aí que recai as suspeitas).

No reino tucano da piada pronta, o vendedor da mansão em área nobre de Porto Alegre tem o sugestivo nome de Eduardo LARANJA, e nas transações anteriores existe um financiamento de UM SETE UM mil (reais).

A tucana diz que pagou a mansão com a venda de imóveis em Brasília, Capão da Canoa e de um carro, além de um empréstimo bancário.

Porém pesa sobre o negócio uma conta nebulosa, com ela pagando a mansão dias antes da venda do apartamento em Brasília, e com valores pouco convincentes.

O apartamento em Brasília foi comprado por R$ 280 mil, sendo R$ 110 mil à vista e saldo financiada de R$ 171 mil com a Caixa Econômica Federal, em 60 parcelas de R$ 5.400,00, que somam R$ 324 mil, computados os juros.
Yeda quitou o débito que tinha na CEF de R$ 216 mil.
Como ela vendeu o apartamento por R$ 385 mil, sobrou-lhe R$ 169 mil.

A mansão foi comprada em 6 de dezembro de 2006 (estranhamente antes da venda em Brasília no dia 13), pago com R$ 40 mil em DINHEIRO VIVO e um cheque de R$ 510 mil à vista pagos ao Sr. LARANJA.

Além dos R$550 mil pagos à vista, Yeda assumiu o saldo devedor de R$ 200 mil do imóvel, perfazendo o total de R$ 750 mil.

Estima-se que o apartamento de Capão da Canoa tenha sido vendido em torno de R$ 50 mil e o carro abaixo de R$ 50 mil, de acordo com a própria declaração de bens da tucana apresentada à Justiça Eleitoral em 2006, conforme figura abaixo:Somando:
R$ 169 mil de Brasília
R$ 50 mil de Capão da Canoa
R$ 50 mil do carro,

Yeda apurou cerca R$ 269 mil. Como ela pagou R$ 550 mil à vista, faltam R$ 281 mil para fechar a conta.

O que mais causa estranheza, é a governadora demo-tucana não apresentar uma explicação convincente de como conseguiu realizar esta operação.

Principalmente em um momento delicado em que há o escândalo do DETRAN, onde um de seus principais colabores de campanha, o empresário Lair Ferst, chegou a ser preso pela Polícia Federal na Operação Rodin (cerca de um ano após a compra da mansão), justamente por aparecer como o principal receptor de dinheiro (R$ 23 milhões) no esquema desbaratado.

É de se notar a operação abafa do PIG sobre o assunto, quando, no mínimo, mereceria a mesma atenção dispensada a Renan Calheiros quando levantaram suspeição de pagamentos de contas pessoais por lobista.

Fonte: De olho na fraude

24/04/2008

Bloqueios do Crescimento

O Banco Central, conluiado com o sistema financeiro privado e com amplo apoio da mídia conservadora, fomenta o ambiente para o bloqueio do crescimento da economia. E avança: fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentasse a taxa de juro básica (Selic) em 0,5 ponto – de 11,25% para 11,75% –, e agora comemora cortes substanciais no Orçamento da União.

Segundo o Decreto nº 6.439, publicado ontem no Diário Oficial da União, estão contingenciados R$ 19,2 bilhões no Poder Executivo, com destaque para o Ministério das Cidades, que terá o maior corte nominal no orçamento do Executivo neste ano: R$ 2,720 bilhões – prejudicando programas de ciclovias, de habitações de interesse social e de infra-estrutura. Péssimo para nossas cidades, tão carentes de recursos para investimentos em intervenções físicas em favor da melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.

Quatro outros ministérios também são duramente atingidos: Saúde (R$ 2, 594 bilhões), Turismo (R$ 2,233 bilhões), Defesa (R$ 1,905 bilhões), e Educação (R$ 1,612).

O pretexto é falacioso: pressão inflacionária. Entretanto, a rigor não se pode afirmar que o país esteja ameaçado pela inflação. Há, sim, uma expansão expressiva do consumo impulsionado pelos aumentos reais do salário-mínimo e da massa salarial, e pela ampliação do crédito. Porém nada que a base produtiva em incremento não suporte.

Demais, há uma relativa estabilidade de nossa economia assentada no crescimento do PIB; no equilíbrio entre investimentos produtivos e consumo.

Bom, apesar disso e como freqüentemente acontece, prevalecem os interesses imediatos do capital rentista que encosta o governo contra a parede - e o governo cede.

E os banqueiros, como ficam? Segundo informa o Valor Econômico, nem esperaram o anúncio do aumento da Selic, na semana passada, para elevar os juros. Novas tabelas das taxas para financiamento de veículos chegaram às revendas de automóveis um dia antes. Enquanto o crédito para empresas também ficou mais caro, com elevação média de 0,12 ponto percentual na taxa efetiva do capital de giro e desconto de duplicatas.

Enquanto isso, no noticiário dominante pontificam o denuncismo irresponsável e a seqüência de factóides fabricados pela oposição, como se o Brasil real fosse movido a dossiês e a cartões corporativos.

Por Luciano Siqueira

18/04/2008

TCU condena ex-secretário do governo Tasso Jereissati

O ex-secretário da Educação Básica do Ceará, Antenor Naspolini (PSDB), foi condenado pelo Tribunal de Contas da União ao pagamento de R$ 480.421,08, valor já atualizado. Segundo auditores do órgão, por não ter prestado contas de recursos recebidos por convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação o FNDE.

A verba seria destinada a melhorias na qualidade de ensino dos alunos da educação especial, como aquisição de material didático e compra de equipamentos básicos e específicos.

Naspolini ainda terá que pagar multa de R$ 10 mil aos cofres do Tesouro Nacional. Naspolini, foi secretário de Educação Básica no governo Tasso Jereissati (PSDB).

Por: Robério Soares - da KGB Lulista em Fortaleza – Ce

12/04/2008

PF vai investigar fantasma que emitiu notas ao José Serra

A Polícia Federal instaurou nesta semana inquérito para investigar a empresa fantasma Gold Stone, emissora de notas fiscais frias para o PSDB e para a campanha do tucano José Serra a presidente em 2002. A Receita Federal detectou fraudes e irregularidades na empresa, o que gerou representação fiscal para fins penais enviada ao Ministério Público Federal em São Paulo, que por sua vez requisitou instauração de inquérito à PF.

A investigação será conduzida pela Delegacia de Crimes Fazendários da PF de São Paulo, que vai apurar, entre outros aspectos, relações financeiras da Gold Stone com seus supostos clientes, incluindo o PSDB. O fisco encontrou, por exemplo, depósitos na conta da Gold Stone, de 2000 a 2003, de R$ 6,87 milhões sem origem comprovada, segundo relatório de auditoria concluída em 2006.

Emissora de notas no valor de R$ 527 mil para o PSDB e a campanha de 2002 de Serra, a Gold Stone nunca teve existência física, nunca recolheu imposto, nunca teve registro na Junta Comercial de São Paulo nem apresentou nenhum documento fiscal ou contábil à Receita quando auditada. Ou seja, é uma empresa fantasma. Ao todo, foram depositados R$ 7,14 milhões na conta da Gold Stone entre 2000 e 2003, mas só R$ 274,5 mil tiveram origem identificada. A Receita só conseguiu rastrear a fonte desses recursos fazendo um cruzamento com o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) recolhido pelas pessoas jurídicas que declararam pagamentos à Gold Stone. O PSDB não está nessa relação. Isto é, não recolheu tributo da suposta contratação da Gold Stone.

Após várias tentativas, os fiscais da Receita conseguiram localizar o único sócio vivo da Gold Stone, Octavio Moya Claro, até poucos meses atrás morador de um casebre em Jardim Colombo (SP). Ele não apresentou documento fiscal ou contábil que comprovasse a atividade da empresa, que foi autuada em R$ 3,280 milhões. Em auditoria nas contas do PSDB (que inclui a campanha de Serra), fiscais constataram que a sigla não conseguiu comprovar a prestação de serviços pela Gold Stone referente a notas no valor de R$ 276 mil. O entendimento foi mantido pela Delegacia da Receita de Brasília, que suspendeu a imunidade tributária do PSDB e o autuou em cerca de R$ 7 milhões.

By Helena

06/04/2008

Hipocrisia - Dias quer PF investigando confecção de suposto dossiê

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) defendeu hoje, em Curitiba, que a Polícia Federal assuma a investigação não apenas do vazamento do suposto dossiê a respeito dos gastos realizados pelo governo Fernando Henrique Cardoso, mas da confecção do documento. "Até porque se houve vazamento é porque houve crime, não haveria vazamento de algo que não existe e a Polícia Federal tem tarefa de identificar quem ordenou", afirmou. "As informações foram retiradas lá na Casa Civil, do banco de dados."

Ele disse que o fato de o ministro da Justiça, Tarso Genro, admitir a participação da PF na investigação é um "avanço". "Mas ainda não houve assentimento da Casa Civil porque a ministra (Dilma Rousseff) deve estar com algum receio", ressaltou. Segundo ele, o governo tem receio da PF desde o caso do caseiro Francenildo dos Santos Costa. "O PT e o governo alegavam que o PSDB tinha comprado o caseiro para denunciar o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e quebraram o sigilo bancário para descobrir se tinha dinheiro do PSDB na conta do caseiro", disse. "Houve convocação da PF e descobriram os responsáveis pela quebra do sigilo, que culminou na demissão do presidente da Caixa Econômica e do ministro da Fazenda."

O senador reclamou que o governo, até agora, preferiu criar uma comissão de sindicância, buscando auxílio no Instituto de Tecnologia da Informação (ITI). "Esse instituto pode dar sustentação técnica, mas é necessário a presença da Polícia Federal em toda a investigação, pois o vazamento é apenas o último lance de uma ação criminosa, ele é conseqüência e não causa", acentuou. "O que se deseja excluindo a PF é a instituição da hierarquia penal, ou seja, vamos penalizar subalternos, os cardeais nunca."

Agência Estado

02/04/2008

O Plano "B" de Aécio Neves aponta para um 3o. mandato de Lula

A coisa mais importante do momento para as transformações na vida do brasileiro é votar bem nas eleições de 2008, escolhendo prefeitos e vereadores alinhados com as políticas sociais e econômicas do governo Lula, e que não vão desviar verbas federais nas prefeituras. Só assim a qualidade de vida dos brasileiros melhora na saúde, educação, segurança, moradia, etc.

Mas às vezes é impossível deixar de fazer análises sobre 2010, porque a oposição e o PIG só pensam em 2010. E sempre escondem que há entre os próprios tucanos, gente vendo vantagens em um terceiro mandato de Lula.

A política mineira muitas vezes transcende partidos e a lógica aparente.É recheada de sinais codificados, cujos códigos só as velhas e novas raposas políticas entendem.

Há momentos históricos em que isso é bom para o povo, pois concilia forças opostas em torno de um projeto nacional maior (foi assim quando Magalhães Pinto e Aureliano Chaves apoiaram Tancredo Neves à sucessão da ditadura).
E há momentos em que isso é ruim, pois visa a interesses eleitorais de caciques políticos, deixando o povo à margem de anseios de transformação para uma vida melhor.

Dentro da lógica dos políticos mineiros, um bom acordo é aquele onde cada lado acha que está "passando a perna" no outro, deixando o outro lado satisfeito, pensando que está conseguindo o contrário.
Em geral os dois lados sabem que o outro pensa assim, mas cada um dissimula "humildade", se fazendo de "enganado", no fundo acreditando que está sendo o mais astuto.

Esse contexto explica a aliança Aécio e Fernando Pimentel em Belo Horizonte.

Se Aécio lança um candidato contra o PT e sofre uma derrota ele sai enfraquecido das eleições de 2008 para 2010.

Se Pimentel lança um candidato contra Aécio e sofre uma derrota, ele se enfraquece na pretensão a governar o Estado em 2010.

Aécio ainda tem outro bom motivo para não querer um campo de batalha pela prefeitura de BH em 2008: tal campanha, dividida e aguerrida, traria de volta tudo o que a imprensa mineira esconde: as ligações dos secretários e ex-vice de Aécio com Marcos Valério, as contas de publicidade do governo de Minas, os pagamentos de Marcos Valério a tucanos ilustres como Pimenta da Veiga, Eduardo Azeredo e tantos outros.

Assim, os dois acreditam ser melhor fazer um jogo de compadres. Ambos combinam um empate no jogo eleitoral de 2008 para BH, empurrando com a barriga eventuais embates para 2010,
onde ambos esperam chegar mais fortalecidos, e colhendo votos na seara do outro (Pimentel quer herdar a popularidade Aécio, e Aécio parte da popularidade de Lula, via Pimentel). Mesmo sem o apoio explícito de um ao outro em 2010, se não vier muito, qualquer parte que vier é lucro.

A primeira etapa do jogo de Aécio para 2010 é contra Serra, para tomar o contole do PSDB. Interessa ao PT nacional enfraquecer o mais forte, que, hoje, é Serra. Daí o fortalecimento de Aécio ser considerado produtivo pelos caciques petistas.

O PT acha que passa a perna em Aécio, quando pensa nele como um futuro dissidente dentro do PSDB que virá a apoiar um candidato da base governista se for tratorado por Serra.

Aécio acha que passa a perna no PT, quando imagina arrastar para sua candidatura, dissidências da base governista, dentro do PMDB, PSB, e outros.
E mantendo uma política de boa vizinhança com o PT e Lula aos olhos do distinto público, não atrairia para si a rejeição que os demais demo-tucanos atraem no eleitorado de Lula.

Esqueçam Aécio no PMDB como um plano "A". Para isso ele precisaria mudar de partido com um ano de antecedência às eleições, e perderia o último ano de mandato de governador, devido à fidelidade partidária. Seria preciso chegar em 2009 muito forte para se dar a esse luxo, a ponto de controlar totalmente o PSDB para não pedir sua cassação por infidelidade. Vocês acreditam que Serra permitiria isso?

Mas... se Aécio passasse para o PMDB e ganhasse um ministério de peso no governo Lula (como foi Ciro Gomes na época do Real com Itamar Franco), continuaria sendo uma forte liderança, e com uma vitrine nacional, maior até do que no governo de Minas, onde ele já conseguiu toda a visibilidade que poderia conseguir.
Mas os demais governistas, sobretudo o PT, só concordariam em dar essa colher de chá para Aécio, se ele aceitasse ser vice. O PT não teria porque abrir mão de uma candidatura própria, entre ministros fiéis a Lula, para um "cristão novo". Minas mesmo tem um bom nome a oferecer: Patrus Ananias.

A declaração de Tarso Genro enchendo o balão do governador Sérgio Cabral, do PMDB, como "presidenciável", pode ser vista como um bloqueio a Aécio como candidato "governista" no PMDB.

Na prática, Aécio só passa para o PMDB se Lula tivesse um terceiro mandato e Aécio se contentasse em ser vice em 2010 para concorrer à presidência em 2014.

É preciso reparar nos gestos de Aécio. O Plano "A" de Aécio é controlar o PSDB e sair candidato "light" em 2010. É apresentar-se como candidato alternativo à base governista e não de oposição a Lula.

Se Aécio sentir que não consegue desalojar a candidatura de Serra do PSDB, ele pode tornar-se um inusitado e ferrenho defensor do terceiro mandato para Lula, para ele, Aécio, ficar com a vice. É novo ainda e levaria o jogo pela presidência para a prorrogação, em 2014.

Sem conseguir ser candidato em 2010 e sem o terceiro mandato para Lula, Aécio corre o risco de ter que enfrentar Lula em 2014, pondo um ponto final em suas pretensões de chegar à presidência.

Aécio jamais admitirá isso agora, tão cedo. Mas é sintomático que o vice-presidente, também mineiro, José Alencar, com trânsito entre todas as lideranças políticas mineiras, tenha falado em terceiro mandato nesta semana, à revelia do próprio planalto.

E o povo mineiro? Uma relação construtiva do governador com o presidente, nos moldes que Sérgio Cabral faz no Rio de Janeiro, e Requião faz no Paraná, seria bem-vinda. Já uma aliança entre PT-PSDB mineiro que envolva conchavos entre caciques, que acoberte as mazelas do governo Aécio, como o mensalão tucano, em grande parte ocultado até hoje, seria muito ruim, uma premiação às práticas políticas condenáveis.

Isso tudo é especulação, não se sabe até onde pode acontecer de fato. Mas é assim que costuma funcionar a política mineira.

By Zé Augusto

29/03/2008

IRMÃ DE DANTAS FINANCIOU FILHA DE SERRA


. Daniel Dantas e José Serra – são irmãos siameses.

. Dantas não “influencia” só o PT, através do mensalão.

. Dantas nasceu e se criou à sombra da privatização do Governo Fernando Henrique.

. Foi Fernando Henrique, com a ajuda de Ricardo Sergio de Oliveira – chefe de “finanças” de campanhas de Serra e de FHC – quem entregou na bandeja os fundos das empresas estatais a Dantas.

. O PiG não fala mal de Dantas.

. Clique aqui para ler.

. Não fala mal, porque sabe que vai esbarrar com os tucanos de São Paulo...

. Foi o que aconteceu na CPI dos Correios.

. Aquela, a famosa do mensalão.

. A certa altura, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti, avisou que sabia de uma sociedade entre a irmã de Dantas e a filha de Serra.

. Foi um Deus nos acuda.

. A bancada Dantas – senador Heráclito Fortes e deputado José Eduardo Cardozo à frente – reagiu com violência.

. Até hoje, Fortes persegue Salvatti.

. Essa CPI das Ongs, nada mais é do que a vingança de Fortes contra Salvatti, por causa de uma Ong ligada a ela em Santa Catarina.

. Tem Dantas na origem.

. Pois bem, o melhor desinfetante é o sol.

. Veja aqui abaixo, anexos, os documentos que ligam Dantas – sua irmã – a Serra – sua filha, na Decidir.com, Inc, com sede em Miami, Flórida, a capital mundial da Caixa Dois.

. Foi um negócio de milhões de dólares.

. Quer dizer: Dantas botou milhões de dólares no negócio ...

. Pouco antes das eleições para presidente em 2002, Serra mandou fechar a empresa.

. E os milhões de dólares ?

. Bom, quem deve saber onde foram parar os milhões de dólares são Serra e Dantas ...

. É possível que Dantas esteja metido também na operação que desmascarou os aloprados.

. Seja na ponta do Delegado Bruno, seja naquele monte de dinheiro em notas pequenas.

. Notas que só podem sair de empresa de ônibus, de caixa de metrô ...

. A Polícia Federal, quando era Republicana, começou a investigar isso.

. Depois, parou ...

. A Polícia Federal, depois que o Dr. Paulo Lacerda foi embora, fez minuciosa investigação e decidiu enquadrar Dantas na Lei de Imprensa ...

. Sem mais delongas, veja aí os documentos que unem Dantas a Serra, em Miami...Em tempo: o Conversa Afiada encaminhou este texto e os documentos anexos ao senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB; ao senador Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado e ao deputado José Aníbal, líder do PSDB na Câmara, com as seguintes perguntas: “O que o senhor acha de Daniel Dantas financiar uma empresa da filha de José Serra? E se fosse o Lulinha, o que o senhor diria?”

Receberam o e-mail:

Mateus Gomes – chefe de gabinete do deputado José Aníbal.

Isabela Fernandes – assessora de imprensa do senador Sérgio Guerra.

Ary Ribeiro – assessor de imprensa do senador Arthur Virgílio.

O Conversa Afiada aguarda resposta.

Por Paulo Henrique Amorim

27/03/2008

ARTHUR VÍRGILIO SEGUNDO A WIKIPÉDIA

Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto (nasceu dia 15 de novembro de 1945, em Manaus, Brasil) éadvogado e político brasileiro. Membro-fundador do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), hoje exerce o mandato de senador. Arthur Virgilio Neto é filho do ex-senador e líder do governo João Goulart (1961-1964) Arthur Virgilio Filho. Além disso, foi eleito duas vezes Deputado Federal (1982 e 1986) e uma vez prefeito de Manaus (1988). É atualmente um dos críticos mais ardorosos do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Arthur Virgílio.

Alguns casos do senador Arthur Virgílio:

1- O senador e o Caixa Dois

"Em 1986, fui obrigado a fazer caixa dois na campanha para o governo do Amazonas. As empresas que fizeram doação não declararam as doações com medo de perseguição política."

"Vamos acabar com mocinhos pré-fabricados e bandidos pré-concebidos. Neste país, o caixa um é improvável. A maioria das campanhas tem caixa dois."

Sabem o senador Arthur Virgílio, do PSDB, aquele que insulta o presidente Lula, faz ameaças físicas, acha que o caixa 2 do PT é um “terrível” escândalo? Aquele que assinou nota oficial do bloco PFL/PSDB afirmando que Lula cometeu “gravíssimo” crime eleitoral? Pois é! A revista Carta Capital (16/11/05) desengavetou entrevista dele ao Jornal do Brasil. Nela, o senador afirma que ele próprio, em 1986, usou caixa 2 e “desafiava quem não usava”. A reportagem, que tem o título de “Ilegalidade é freqüente”, trata da denúncia de que houve doações de mais de R$ 10 milhões à campanha de reeleição de FHC que não foram registradas no TSE. Ao assustado repórter ele ressaltou: “fico tranqüilo porque esse crime eleitoral já está prescrito”.

Mil faces de um tucano:

Que tal relembrar o dia em que o enfático senador Arthur Virgílio assumiu ter feito caixa 2 na campanha eleitoral de 1986? Maurício Dias O senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, tem se destacado nos últimos meses como um dos mais implacáveis adversários do governo do PT e, pessoalmente, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, por sinal, tem recebido dele insultos verbais e ameaças físicas, desferidas da tribuna do Senado brasileiro. Virgílio, viripotente, soma à valentia de carateca praticante um discurso em defesa da ética absoluta no exercício da política. Tem dito com ênfase, por exemplo, que não admite o uso de "dinheiro não contabilizado" em campanhas eleitorais. Por isso, acusa Lula de promover um "escandaloso esquema de corrupção no País". Rigoroso e inarredável na suposta defesa dos melhores princípios, ele assinou, há poucas semanas, a nota oficial do bloco PFL/PSDB, na qual Lula é acusado ter justificado "gravíssimo crime eleitoral" e de ter criado uma "cínica versão" – a do caixa 2 – para o dinheiro esparramado por Marcos Valério nas campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores e aliados nas eleições de 2002 e 2004. A nota tucano-pefelista referia-se à entrevista que Lula deu, em Paris, quando sustentou que "o PT fez, do ponto de vista eleitoral, o que é feito no Brasil sistematicamente" e provocou uma chuva cínica de relâmpagos e trovoadas. Não se sabe se a valentia do senador Arthur Virgílio já foi posta à prova por algum outro valentão. Mas o rigor ético que ele enverga agora não fica de pé um segundo diante das declarações que ele deu ao Jornal do Brasil. Publicadas na página 9, da edição do dia 19 de novembro de 2000, elas nocauteiam a ética que o senador ostenta agora. "Em 1986, fui obrigado a fazer caixa 2 na campanha para o governo do Amazonas. As empresas que fizeram doação não declararam as doações com medo de perseguição política", disse ele, em matéria assinada por Valdeci Rodrigues.

O repórter anotou, após essa afirmação, que o então deputado "ficou tranqüilo porque esse crime eleitoral que cometeu já está prescrito". A reportagem, que tem o título de "Ilegalidade é freqüente", trata da denúncia de que houve doações de mais de R$ 10 milhões à campanha de reeleição de Fernando Henrique Cardoso que não foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral. "Vamos acabar com mocinhos pré-fabricados e bandidos pré-concebidos. Neste país, o caixa 1 é improvável. A maioria das campanhas tem caixa 2", declarou Virgílio, em 2000, como se fosse o inspirador do que Lula diria cinco anos depois. Quando se trata da existência de caixa 2 nas campanhas eleitorais no Brasil, parece que o filme a que se assiste é um velho clássico reprisado de quatro em quatro anos. As declarações de Virgílio sugeriram o seguinte comentário do procurador da República Guilherme Schelb, também publicadas pelo Jornal do Brasil: "Quando buscam a defesa atacando os outros, estão reconhecendo que também adotam a mesma prática". Deve-se, no entanto, elogiar a coerência de Arthur Virgílio. Ele é sempre enfático. Tanto agora, como senador, quando critica a existência de caixa 2, quanto em 2000, como deputado, quando defendia a existência dela. Não será, no entanto, por ter usado caixa 2 (na era pré-delubiana) que se pode acusar o tucano de ser um corrupto. O político que não concordar com isso que atire a primeira pedra.

http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=3451

http://jovempan.uol.com.br/jpamnew/interatividade/forumjp/read.php?forum_id=10001&msg_id=453 Jornal do Brasil de 19/11/2000

2- O filho do senador

O filho do senador Arthur Virgílio, deputado estadual do Amazonas, o Arthur Bisneto, pediu ao seu motorista para parar o carro na Praça da Matriz de Eusébio, cidade da Região Metropolitana de Fortaleza, e perguntou a duas adolescentes onde ficava o Cabaré da Tia Bete.

As jovens não sabiam informar e, em agradecimento à atenção dispensada, o filho do senador e líder do PSDB no Senado Federal, Arthur Virgílio Neto, baixou o conjunto calças e cueca e mostrou o pênis às cearenses. Achando pouco o que havia feito, Bisneto solicitou ao profissional do volante para retornar à Praça da Matriz e, sob olhares atônitos generalizados, inclusive de um amigo que o acompanhava na busca ao Cabaré, o nobre Deputado desceu do veículo, empunhou o membro flácido e urinou diante de um casal, acariciou o cabelo da mulher e ameaçou seu namorado, dela, com uma garrafa.

Ainda não terminou:

Não bastasse o atentado em praça pública, ao ser levada ao xilindró novamente abaixou as calças para delegada Penélope Malveira Góes que o mandou subir novamente. Bisneto reagiu à solicitação da autoridade com palavrões e a eterna ameaça contra quem não sabia com quem estava falando. E foi mais longe, ao dizer que o relógio do seu pulso daria para comprar os policiais, as viaturas e a própria Delegada. Esses canalhas acham que estão acima de tudo, fazem e acontecem. Inclusive de bater na autoridade maior do país. Segue reportagens dos fatos: Preso: o deputado estadual Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) por atos obscenos e desacato à autoridade. Filho do senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), o deputado foi acusado de mostrar as nádegas. Levado à delegacia, repetiu o ato. Foi solto depois de ser submetido a um exame de teor alcoólico, que atestou embriaguez. Dia 5, em Eusébio, Ceará.

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,,EPT822700-1665,00.html

Exibicionismo - De férias e de porre, o deputado estadual Arthur Virgílio do Carmo (AM), 25 anos, foi preso em Eusébio, perto de Fortaleza: nu, exibiu o pênis para três mulheres. Uma delas, a delegada. É filho do senador tucano Arthur Virgílio.

http://claudiohumberto.com.br/index.php?leredicao=1097102666

Arthur Bisneto, filho do senador Arthur Virgílio (PSDB), derrotado na disputa pela prefeitura de Manaus, veio desaguar mágoas no Eusébio, onde bebeu, brigou e até mostrou bumbum para acabar preso. O povo de Manaus foi sábio.

http://www.noolhar.com.br/opovo/colunas/vertical/407585.html

Filho do senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), o deputado estadual Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) foi preso na noite de anteontem no Ceará por atos obscenos e desacato a autoridade.

http://www.unifolha.com.br/Materia/?id=21870

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/10/291995.shtml

3 - Preferências do senador

O senador amazonense Arthur Virgílio é um homem que se confessa atraído pelo submundo. Virgílio é um alegre freqüentador de bordéis e tem queda por "carnes novas". O líder do PSDB foi o carrasco da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Graças a sua dedicada (e desesperada ) atuação, o vice-governador do Amazonas, Omar Aziz (PFL), escapou da Justiça. Os relatórios da comissão mostravam que Aziz era também cliente de uma rede de prostituição envolvendo adolescentes de até 16 anos. Em Manaus, o comparsa de Virgílio participava de um esquema de aliciamento de menores com a conhecida cafetina Cris. Os depoimentos da CPI traziam o depoimento de uma mãe que comprovava a exploração sexual de sua filha de 14 anos. Na época, Virgílio tentou negar que também tivesse presenteado a menina com jóias e dinheiro.

http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2005/07/322751.shtml

http://brasil.indymedia.org/en/red/2005/06/321381.shtml

http://www.jornaltribunapopular.hpg.ig.com.br/GOLPEDEESTADO.htm

Obs: Esta é uma versão arquivada desta página, tal como editada por 201.17.208.21 (discussão) em 21h10min de 7 de Fevereiro de 2006. Ela pode divergir significantemente da versão actual.

Fonte: Wikipédia

23/03/2008

PEDOFILIA - MAIS UMA

O Senado deve instalar na terça-feira (25) uma CPI para investigar crimes de pedofilia. O pedido de investigação foi protocolado em dezembro pelo senador Magno Malta (PR-ES), que deve presidir a comissão.Por um acordo entre os partidos, a CPI da Pedofilia deverá ser relatada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Os outros titulares da CPI devem ser Romeu Tuma (PTB-SP), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Almeida Lima (PMDB-SE), Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Paulo Paim (PT-RS).
Será que vão chamar Arthur Virgílio para prestar esclarecimento?

Segundo conta aqui a Wikipédia essas são as preferências do senador...

O senador amazonense Arthur Virgílio é um homem que se confessa atraído pelo submundo. Virgílio é um alegre freqüentador de bordéis e tem queda por "carnes novas". O líder do PSDB foi o carrasco da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Graças a sua dedicada ( e desesperada ) atuação, o vice-governador do Amazonas, Omar Aziz (PFL/DEM), escapou da Justiça. Os relatórios da comissão mostravam que Aziz era também cliente de uma rede de prostituição envolvendo adolescentes de até 16 anos. Em Manaus, o comparsa de Virgílio participava de um esquema de aliciamento de menores com a conhecida cafetina Cris. Os depoimentos da CPI traziam o depoimento de uma mãe que comprovava a exploração sexual de sua filha de 14 anos. Na época, Virgílio tentou negar que também tivesse presenteado a menina com jóias e dinheiro

By Helena™

17/03/2008

Se Gritar Pega Ladrão - Assembléia de Alagoas reúne ladrões, assassinos, corruptos...

A Assembléia Legislativa de Alagoas -investigada pela Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos públicos- abriga parlamentares suspeitos de homicídio, formação de quadrilha, furto de energia elétrica e porte ilegal de armas. Dos 27 deputados estaduais, 11 já foram indiciados pela PF por suspeita de participação em esquema de desvio de dinheiro público que causou um prejuízo de cerca de R$ 280 milhões nos últimos sete anos. Além disso, três ex-deputados -que deixaram o Legislativo em fevereiro de 2007- também foram indiciados.

Um dos 11 indiciados, João Beltrão (PMN), foi denunciado no ano passado pelo assassinato de Paulo José Gonzaga dos Santos, no município de Santa Luzia do Paruá (MA).

Em 2000, João Beltrão e o deputado Antônio Albuquerque (DEM), atualmente afastado pela Justiça da presidência da Assembléia alagoana, foram apontados em depoimentos dados à CPI do Narcotráfico, em Maceió, como sendo mandantes de homicídios e de roubo de carga no Estado.

O deputado Cícero Ferro (PMN) foi denunciado em janeiro pelo Ministério Público de Alagoas por homicídio. Ele é apontado como autor intelectual do assassinato do vereador Fernando Aldo, de Delmiro Gouveia (no sertão alagoano).

O deputado Marcos Barbosa (PPS) responde a processo, acusado de ter encomendado o homicídio do líder comunitário Edvaldo Guilherme da Silva, conhecido como Baré-Cola, em janeiro de 2006.

O deputado estadual Marcelo Victor (PTB), que está em seu primeiro mandato, foi acusado de agredir um fiscal da Ceal (Companhia Energética de Alagoas) que encontrara uma ligação clandestina de energia na casa de um familiar do deputado. Os deputados, que têm foro privilegiado em questões criminais, só podem ser denunciados pelo procurador-geral da Justiça e julgados pelo Tribunal de Justiça. Além disso, podem ter os processos criminais contra eles suspensos pelo voto da maioria de seus colegas enquanto durar o mandato.
Um dos 11 indiciados, João Beltrão (PMN), foi denunciado no ano passado pelo assassinato de Paulo José Gonzaga dos Santos, no município de Santa Luzia do Paruá (MA), em 2000.

Segundo a denúncia, Beltrão encomendou a morte de Santos -de quem havia comprado a fazenda Bons Amigos, em Santa Luzia- pois o fazendeiro cobrou do deputado um pagamento. Oito dias depois da cobrança, o fazendeiro foi morto em uma emboscada. O deputado é investigado por um crime semelhante no Tocantins.

Em 2000, João Beltrão e o deputado Antônio Albuquerque (DEM), atualmente afastado pela Justiça da presidência da Assembléia alagoana, foram apontados em depoimentos dados à CPI do Narcotráfico, em Maceió, como sendo mandantes de homicídios e de roubo de carga no Estado. Em depoimento à CPI, os dois parlamentares negaram as acusações.

O deputado Cícero Ferro (PMN) foi denunciado em janeiro pelo Ministério Público de Alagoas por homicídio. Ele é apontado como autor intelectual do assassinato do vereador Fernando Aldo, de Delmiro Gouveia (no sertão alagoano).
Segundo a investigação feita pela Polícia Civil, a morte de Aldo foi encomendada por Ferro depois que ele criticou publicamente o deputado. Há duas semanas, 16 deputados estaduais aprovaram requerimento que solicitava a suspensão do processo penal contra Ferro.

Cícero Ferro está entre os 11 indiciados pela PF. No mês passado, o deputado foi denunciado novamente pelo Ministério Público do Estado por porte ilegal de armas. Em dezembro, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dele, a PF encontrou munições e armas irregulares, algumas delas pertencentes à Polícia Militar de Alagoas. Ele foi preso em flagrante.
O deputado Marcos Barbosa (PPS) responde a processo, acusado de ter encomendado o homicídio do líder comunitário Edvaldo Guilherme da Silva, conhecido como Baré-Cola, em janeiro de 2006.

Em fevereiro, o deputado estadual Marcelo Victor (PTB), que está em seu primeiro mandato, foi acusado de agredir um fiscal da Ceal (Companhia Energética de Alagoas) que encontrara uma ligação clandestina de energia na casa de um familiar do deputado.
Segundo representação feita ao Ministério Público pela presidência da Ceal, Victor agrediu o fiscal a coronhadas de pistola no peito e ameaçou outro fiscal. Vitor negou a agressão. Folha

By Helena™

11/03/2008

Estelionato Político - "FHC assinou cédulas sem ser ministro", revela Itamar

Depois de um silêncio monástico, o ex-presidente Itamar Franco fala abertamente sobre os anos em que governou o Brasil. E diz muito. Revela, por exemplo, aquilo que ele próprio afirma ter sido um erro grave e que se relaciona ao também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem chancelou como sucessor. "Ele já não era mais ministro (da Fazenda) e, mesmo assim, assinou cédulas (de Real). É a primeira vez que estou revelando. Isso é grave porque só poderia ter assinado a cédula o ministro Ricupero (Rubens Ricupero, que substituiu FHC de março a setembro de 1994, durante a implementação do Plano Real)", afirma em mais uma da série de entrevistas com ex-presidentes que vem sendo publicada por este jornal, e inaugurada com o depoimento de Fernando Henrique Cardoso. "Ele sabia que sem o autógrafo, sem ele na cédula do Real, não ganharia (a eleição)", reforça.

Além de afirmar que se arrepende de ter escolhido FHC como candidato a presidente, minimiza o papel do sucessor na condução do Plano Real ao mesmo tempo em que reivindica para si a condição de protagonista no lançamento da moeda. Também se mostra indignado pelo fato de os tucanos afirmarem que são os pais da lei que criou os genéricos. Sobre o episódio, relata o que conversou com Jamil Haddad, ex-ministro da Saúde durante sua gestão. "Ninguém me escuta, Jamil. Não sou mais nada. Você, como presidente do PSB, é uma autoridade e poderá afirmar que nós criamos a lei dos genéricos", lamenta Itamar.

Fonte Gazeta Mercantil

08/03/2008

JORNALISTAS DENUNCIAM REPRESSÃO DA BRIGADA

Manifestante ferida pela polícia em Rosário do Sul durante ação de desocupação da fazenda Tarumã.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul divulgou nota oficial denunciando o cerceamento ao direito de informação por parte da Brigada Militar, por ocasião dos episódios envolvendo a ação da Via Campesina em uma fazenda da Stora Enso, em Rosário do Sul. A nota afirma:

"Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exercício profissional de jornalistas na cobertura da ocupação, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul. Repórteres fotográficos e cinematográficos foram impedidos de registrar a agressão sofrida por mulheres e crianças que estavam na manifestação, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais .

Vivemos em uma sociedade democrática de direito e não vamos aceitar as velhas práticas do período da ditadura militar. O Código de Ética dos Jornalistas, em seu artigo 2º, inciso V, aponta que "a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à auto-censura são delitos contra a sociedade". O mesmo Código também identifica, no artigo 6º, ser "dever do profissional opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão".

A Secretaria de Segurança do Estado deve explicações sobre esse fato não só aos jornalistas agredidos no seu direito de trabalhar, mas a toda a sociedade, que foi impedida de ser livremente informada. As constantes denúncias que chegam ao Sindicato revelam que ameaças aos jornalistas têm sido prática constante por parte da Brigada Militar.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS está atento a esse tipo de comportamento e levará o caso à Federação de Periodistas da América Latina e Caribe que, já em sua Carta de Lima, Peru, de dezembro de 2007, exigia dos governos assumir a responsabilidade de garantir a todos os jornalistas o direito à vida, ao trabalho digno, à liberdade de expressão e o direito cidadão à informação".

Por Marco Weissheimer

01/03/2008

Blitz vê falhas em usina de governador de AL

O usineiro e governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), também foi alvo da megablitz realizada pela força-tarefa montada pelo Ministério Público do Trabalho em usinas de cana-de-açúcar do Estado.

Na usina Seresta, da qual ele é sócio, na cidade de Teotônio Vilela (88 km de Maceió), procuradores do Trabalho dizem ter encontrado irregularidades como falta de equipamentos e de banheiros no campo.

Não houve libertação de trabalhadores, a exemplo do ocorrido na usina Laginha, do adversário político João Lyra (PTB). Mas a inspeção na usina não contou com o grupo móvel do Ministério do Trabalho, em razão das blitze em outras usinas acontecendo concomitantemente.

Na Seresta, segundo o procurador Rodrigo Alencar, faltam equipamentos de proteção individual. "Cada trabalhador recebe uma luva apenas, nem o par é dado." Além disso, diz ele, foi constatada a inexistência de barracas sanitárias em uma das frentes de trabalho.

"Eles até vão dizer que têm, porque montam barraquinhas e chamam aquilo de banheiro, mas ninguém usa", diz Ronaldo Lira, também procurador.

O não-pagamento das horas de percurso (ida para o trabalho e volta para casa) também é visto como problema. Alencar diz que a pesagem da cana não era feita na presença dos trabalhadores e até as 9h, o que fere a convenção da categoria.

Segundo ele, será ajuizada ação civil pública pedindo que as irregularidades na usina sejam sanadas e que seja dada indenização aos trabalhadores.

De acordo com ele, a Seresta descumpriu um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e deve ser multada. Até agora, foram inspecionadas pela força-tarefa oito usinas em Alagoas.

O consultor da Seresta, Cariolando Guimarães, classifica de "absurdas" as supostas irregularidades. Sobre as luvas, diz que o Nordeste "é muito quente". "O homem não usa a luva na mão do facão. Não adianta dar que ele não vai usar."

Diz que há banheiros, chamados de "pipi móveis". "Só um que não tinha um buraco, porque o responsável ficou com preguiça e não fez o furo. Mas estava com papel higiênico, tudo certinho." Segundo ele, nunca houve problemas com a pesagem da cana. Guimarães diz ainda que "nenhuma usina em Alagoas" paga o deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa. "A Seresta já dá ônibus, faz o transporte dele."

A assessoria de Teotonio Vilela Filho diz que ele se afastou da administração da usina desde o primeiro mandato como senador, conquistado em 1986, e, por isso, não se manifestaria.

Da Agência Folha

23/02/2008

Crime de Lesa-pátria - Tentativa de privatizar a CESP é marcada para 26 de março

Governo paulista quer retomar desmonte do setor que resultou no apagão e nas tarifas extorsivas.

O governo paulista anunciou na noite de terça-feira (19) que o leilão para privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) será marcado para o próximo dia 26 de março, com o edital devendo ser publicado a partir de 25 de fevereiro. A intenção é leiloar cerca de 133 milhões de ações, a um preço mínimo de R$ 49,75 por ação. Ou seja, o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização estabeleceu para a terceira maior geradora de energia elétrica do país o preço mínimo de R$ 6,6 bilhões.

O que essas ações determinam é o controle de uma companhia que gera 10% da energia do país e 63% da energia do Estado mais industrializado do Brasil. Mesmo pelo viciado - porque manipulado pela especulação - critério de preço das ações, a estimativa é de que elas não valeriam menos de R$ 60,00 por unidade, considerando a média e a tendência do mercado. Os próprios “avaliadores”, o Citibank e o Fator, estimaram o preço total em R$ 14 bilhões - e, evidentemente, o papel desses “avaliadores” jamais foi o de estabelecer o preço real, mas, exatamente, o de subavaliá-lo. Outras estimativas falam num preço “de mercado” de cerca de R$ 20 bilhões.

É verdade que a CESP tem um passivo de R$ 5,2 bilhões. No entanto, para “prepará-la” para a privatização, o governo do Estado gastou, a partir de julho de 2006, R$ 6,3 bilhões, conforme apresentação feita pelos próprios tucanos na única audiência pública realizada, em 15 de janeiro, na Bovespa.

LUCROS

“A título de informação, o custo para a implantação de novas usinas hidrelétricas gira em torno de US$ 2.000,00 por kW instalado. Assim, considerando a capacidade instalada de geração da empresa, as ações controladas pelo governo paulista valem cerca de R$ 11,6 bilhões. (....) a companhia tem potencial de auferir, indefinidamente, lucros anuais da ordem de R$ 2,0 bilhões”, diz o professor Helvio Rech, especialista da USP.

E continua: “Conceitualmente, a lógica que orienta a privatização do setor hidrelétrico está na disputa pela apropriação da renda hidráulica, que é a diferença entre o custo de geração das usinas hidráulicas e o preço pago pela venda dessa energia. No caso das usinas do rio Paraná, estas são extremamente atrativas para bancos e demais investidores privados, uma vez que o custo médio de geração de todas as usinas da empresa é da ordem de R$ 40,00 por MWh de energia, contra um preço de venda da energia no mercado livre em torno de R$ 130,00 o MWh. Isso representa uma renda diferencial (hidráulica) de R$ 90,00 por MWh. Como o parque gerador garante 3.916 MW médios de energia assegurada, essa renda soma R$ 3,52 bilhões anuais. (....) Caso se concretize a venda da CESP Paraná, os custos dessa transação recairão sobre o conjunto dos consumidores de energia elétrica do país, pois não existe nenhuma restrição que impeça os futuros controladores da empresa de transferir a energia destinada para o mercado cativo e regulado para o mercado livre, em que poderão auferir lucros fabulosos. Com isso, o mercado cativo será obrigado a comprar energia das novas usinas – mais cara –, o que resultará em novos aumentos de tarifa numa energia que hoje já figura entre as mais caras do mundo embora fosse uma das mais baratas antes do início das privatizações no setor elétrico. A venda pressionará os preços à alta, vez que os compradores têm pressa de recuperar o capital investido” (cf. H. Rech, “Privatização da CESP Paraná, um erro que precisa ser evitado”).

A Cesp é uma empresa de ponta e estratégica ao desenvolvimento, com capacidade instalada de 7.456 MW, distribuída em seis hidrelétricas: Ilha Solteira, Três Irmãos, Jupiá, Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna. A companhia resultou de um sistema que começou a ser estruturado na década de 50, período em que a industrialização se expandia no país, quando foram criadas várias empresas de energia no Estado. Em 1966, 11 delas se unificaram na Centrais Elétricas de São Paulo, tendo a razão social alterada em 1977 para Companhia Energética de São Paulo.

A venda da Cesp significa a continuação da política do “Estado mínimo” - instituída em são Paulo com o Programa Estadual de Desestatização (PED), em 1996 -, que no setor elétrico transferiu aos monopólios privados a Elektro (EUA), Cesp Tietê (EUA), Cesp Paranapanema (EUA), CTEEP (Colômbia), Eletropaulo Metropolitana (EUA) e CPFL. O resultado foi o apagão de 2001, de triste memória.

Levantamento feito pelo Dieese/Sinergia, com base em dados da Aneel e do IBGE, é ilustrativo da tarifas cobradas pelas empresas privatizadas. Entre 1997 e 2007, enquanto o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, atingiu 93,53%, na região Sudeste o reajuste médio de energia elétrica totalizou 327%. Isoladamente, o aumento da tarifa residencial foi de 262,94% e da iluminação pública, 265,64%.

Por VALDO ALBUQUERQUE

20/02/2008

Escândalo - Operação Vampiro volta para assombrar José Serra

Os vampiros tucanos José Serra e Barjas Negri

O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação de improbidade administrativa contra quatro pessoas e duas empresas acusadas de fraude a licitações do Ministério da Saúde. A ação é resultado da Operação Vampiro, deflagrada em 2004.

O MPF também quer a anulação de três contratos firmados em 2001 entre a União e as empresas Octapharma e LFB e a devolução de cerca de R$ 227 milhões aos cofres públicos. A ação é contra a União, as empresas fornecedoras de hemoderivados, seus representantes legais (Jaisler Jabour, Paulo Lalanda e Marcelo Pitta) e o ex-servidor do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes. Eles são acusados de praticar atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito. (Processo por improbidade 2008.34.00.005180-5)

Contratos ilegais aconteceram quando Serra era ministro

Repararam na data dos contratos? 2001. O ministro da Saúde era o atual governador de São Paulo, José Serra. Segundo o MPF, R$ 227 milhões foram desviados nas barbas do ministro. E não foi por falta de aviso. Em 2001, uma denúncia anônima encaminhada diretamente a José Serra e protocolada no Ministério da Saúde. Segundo o relatório da PF, a denúncia "dá conta da prática de diversos crimes". Havia dois acusados. Um deles era Platão Fischer Puhler, diretor do Departamento de Programas Estratégicos e um dos homens de confiança do ministro. O outro era o empresário Jaisler Jabour, que mais tarde se descobriu ser o chefe do braço na iniciativa privada dos vampiros. Por falar em Jabour, a modelo e apresentadora da Rede Globo Ellen Jabour(namorada do também Global, Rodrigo Santoro), não quer nem ouvir falar em operação vampiro. O pai dela, o empresário e lobista Jaisler Jabour, chegou a ser preso como um dos líderes da máfia que superfaturava hemoderivados no Ministério da Saúde.

Máfia dos Vampiros nasceu em ninho tucano

A PF constatou que o então ministro Serra abriu e leu o documento com a denúncia. O que fez Serra? Mandou o próprio Platão - seu homem de confiança e envolvido na denúncia - investigar o caso. Ou seja, auto- investigar-se. Uma atitude socrática... O ajuizamento da ação de improbidade, no ultimo dia 14 de fevereiro, confirma o nascimento em ninho tucano do esquema que veio a ser desbaratado pela Operação Vampiro, em 2004.

Segundo o procurador da República Gustavo Pessanha, da Procuradoria Geral da República no Distrito Federal, as fraudes na compra superfaturada de remédios e hemoderivados tiveram início em 1998. Esquema dos vampiros só começou a ser investigado no governo Lula As investigações, que vieram a desbaratar a quadrilha, começaram apenas em 2003, no primeiro ano do governo Lula.

Vamos ver como a notícia será tratada nos jornalões. Embora o ajuizamento tenha sido feito no dia 14, até o momento o silêncio - Nada na Folha, Nada no estdão, Nada no Globo. A nota esá publicada só no Consultor Jurídico. Bem de acordo com o vampirismo - é sepulcral.

Procuradoria denuncia quatro envolvidos na Operação Vampiro, desmotada em 2004 pela PF, por improbidade administrativa O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou uma ação por improbidade administrativa na 6ª Vara Federal de Brasília contra quatro pessoas e duas empresas envolvidas no esquema de fraude a licitações no Ministério da Saúde, desmontado em 2004 pela Operação Vampiro, da Polícia Federal.

A operação investigou o envolvimento de empresários e funcionários do Ministério da Saúde na compra superfaturada de medicamentos que atuam no processo de coagulação do sangue, os hemoderivados. A procuradoria também quer a anulação de três contratos firmados em 2001 entre a União e as empresas Octapharma e LFB e a devolução de cerca de R$ 227 milhões aos cofres públicos.

A ação é contra a União, as empresas fornecedoras de hemoderivados, seus representantes legais - Jaisler Jabour, Paulo Lalanda e Marcelo Pitta - e o ex-servidor do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes. Eles são acusados, segundo o Ministério Público, de praticar atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito. Liminarmente, a Procuradoria pede o seqüestro e a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis dos envolvidos. Já no mérito da ação, o Ministério Público pede a anulação dos contratos e a restituição integral de todos os valores recebidos. Outro tucano envolvido na máfia do sangue é Barjas Negri, hoje prefeito de Piracicaba (SP)Para você entender melhor o caso, leia aqui a Istoé de 2006.

By Helena™

11/02/2008

Noite no circo. FHC diz: "São Paulo é muito pobre"


A Mônica Bergamo, (ao que me parece, não é assim tão tucana como os demais jornalista da Folha), foi ao Circo du Soleil. Encontrou por lá os tucanos, e escreveu em sua coluna o que viu e ouviu. No intervalo do espetáculo "Alegría", um dos diretores do Cirque du Soleil, Robbie Mackenzie, foi apresentado anteontem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "É sua primeira vez em São Paulo?", perguntou FHC. Mackenzie disse que já havia visitado a cidade e que a considera "fabulous [fabulosa]". O ex-presidente responde: "A cidade é muito grande, mas também é muito pobre. É muito difícil viver aqui". Os dois fizeram ainda comentários sobre a violência.

Abordado por repórteres, o ex-presidente se esquivou de opinar sobre o uso de cartões corporativos pelo governo federal, um tipo de gasto que começa a ser questionado também em relação ao governo estadual. "Não, não, não é assunto para se falar no circo. Por favor, eu não vou falar disso aqui. Pergunte ao governador", sugere, apontando para o vice de José Serra, Alberto Goldman, que se aproxima disparando elogios a textos publicados do tucano.

Diante de uma longa fila no toalete, Fernando Henrique desvia a rota e, por sugestão de assessores, usa o lavatório reservado aos deficientes. Dona Ruth, abordada por repórteres, diz que o espetáculo é "uma beleza". E só. "Não gosto de ficar aparecendo. Você já tem uma "frasezinha" pra botar aí. Já tá bom, né?"

Então...ai, depois disso tudo, os paulistas votam no tucano.

By Helena™

09/02/2008

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO ERA (E É) ESPIÃO DA CIA


Dinheiro da CIA para FHC

"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.

Fundação Ford

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.

Agente da CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.

Quem pagou

Acaba de chegar às livrarias brasileiras um livro interessantíssimo, indispensável, que tira a máscara da Fundação Ford e, com ela, a de Fernando Henrique e muita gente mais: "Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura", da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editado no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro). Quem "pagava a conta" era a CIA, quem pagou os 145 mil dólares (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA. Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" ("The Washington Post"). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" ("Spectator"). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" ("The Times").

Milhões de Dólares

1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153).
2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).
3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).

FHC facinho

4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).
5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).
6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.

Por Sebastião Nery

03/02/2008

Turma suja do Alckmin

Semana passada Arthur Virgilio(PSDB), disse em entrevista que o PSDB está fazendo aliança com a "parte limpa" do PT mineiro. Essa semana, foi a vez do governador tucano falar da parte suja do PSDB paulista.

De José Serra, sobre as reclamações da turma de Geraldo Alckmin de que teria demitido o grupo do ex-governador quando assumiu o governo de São Paulo: "Quem presta do PSDB está no meu governo. Os que não estão são a turma da boquinha".

Só faltava essa.

E por falar em turma suja que não presta, Paulo Maluf está ameaçando se apresentar em breve como candidato a prefeito de São Paulo...O paulista que eternizou o PSDB no poder, poderá também levar Maluf para roubar mais ainda a prefeitura e o povo de São Paulo.

By Helena™

30/01/2008

DEM aperta cerco por Kassab e Alckmin diz que não abre mão da candidatura a prefeito

A presença do tucano José Serra em um jantar na segunda-feira, que a cúpula do DEM/PFL, reunida em São Paulo para o conselho político do partido, organizou com o intuito de sacramentar o apoio à reeleição do prefeito da capital, Gilberto Kassab, provocou irritação entre partidários de Geraldo Alckmin. Em campanha para ser indicado candidato à prefeitura paulistana pelo PSDB, o ex-governador engatilhou o contra-ataque.

“O Serra não esconde sua preferência por Kassab, mas as bases querem o candidato mais forte para fortalecer o partido em 2010, e não uma aliança para fortalecer o projeto de um presidenciável. Até porque Serra não é o único pré-candidato a presidente”, disparou o deputado estadual Silvio Torres (PSDB/SP).

Animados com o apoio explícito do governador paulista, além de outras figuras de ponta do tucanato, os dirigentes do DEM/PFL contam com a possibilidade de, pressionado, Alckmin preferir postergar seu projeto eleitoral para a sucessão no governo estadual em 2010. No caso do tucano não aceitar a oferta, prometem seguir com a candidatura à reeleição do prefeito paulistano, rompendo a aliança nacional para 2010 e atropelando Alckmin.

“Acho que a candidatura de Kassab é forte. Quando chegar em maio, eu não tenho dúvidas de que ele continuará trazendo votos para o nosso lado e estará na frente do ex-governador Geraldo Alckmin. Acredito que ele sairá com o PSDB”, declarou o deputado Rodrigo Maia (RJ), atual presidente da sigla, rechaçando Kassab com vice do ex-governador.

Para discutir meios de fortalecer o ex-governador, os aliados de Geraldo Alckmin também organizaram um jantar segunda-feira, na casa do deputado Bruno Covas, com a presença de nove deputados da bancada estadual. Na reunião, eles avaliaram que não haveria razão para desistir da candidatura própria, apoiando Kassab para favorecer Serra em 2010, já que o governador (José Serra) não é o único presidenciável do PSDB.

“O projeto 2010 passa em ter como vitrine maior a prefeitura da capital”, ressaltou Bruno, considerando que uma aliança com os ex-pefelistas só seria possível na hipótese do atual prefeito apoiar Geraldo Alckmin. “No momento em que definirmos nossa candidatura vamos esperar o apoio”, disse. “O DEM ficou três anos na prefeitura porque deixamos. Está bom demais para eles. Agora ficam exigindo muito”, alfinetou o deputado Pedro Tobias.

Do Hora do povo

16/01/2008

DEM tem aval de José Serra para procurar Alckmin


Sob a bênção do governador de São Paulo, José Serra, cresce a pressão sobre o ex-governador Geraldo Alckmin para que desista de concorrer à prefeitura e se resguarde para 2010.

Numa audiência na tarde de ontem, o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen informou a Serra que procurará Alckmin na semana que vem. Na conversa, avisou, alertará Alckmin para o risco de rompimento da aliança PSDB-DEM caso ele insista em disputar a cadeira de Gilberto Kassab.
"Alckmin tem o direito de ser candidato. Mas deve analisar as conseqüências dessa candidatura", disse Bornhausen.

Segundo Bornhausen, Serra não fez objeção à abordagem.

Alckmin, por sua vez, estaria irritado com o cada vez maior número de serristas que defendem essa saída. Seus interlocutores estariam surpresos com o recorrente uso de palavrões -coisa rara em seu vocabulário- para descrever o cerco.

Com o embate, aumenta também a tensão entre tucanos. O presidente municipal do PSDB, o secretário estadual José Henrique Lôbo, reclama dos "incendiários de sempre". Queixando-se de um comentário feito pelo deputado federal Edson Aparecido -que comparou a defesa feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à discussão do apoio ao governo Collor- afirmou: "Político que é candidato a alguma coisa é sempre falastrão e boquirroto. Um partido só cresce com disciplina e respeito a seus líderes". Lôbo não quis identificar os destinatários de sua crítica. "Não vou comentar esse tipo de fala", reagiu Edson Aparecido.

Do Day By Day

09/01/2008

PFL / DEM está defendendo os interesses dos banqueiros

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse em entrevista: “A oposição--PFL/DEM/PSDB-- está querendo defender o lucro líquido dos bancos. Não me parece que seja uma bandeira que levará a população a pegar em armas”. Rodrigo Maia e Paulo Bornhausen (aquele do Xô CPMF), dizem que estão "irritadíssimos" com a decalaração de Jucá e juram que o líder do governo não está falando a verdade. Como se todos nós não soubessemos que os sinistros personagens têm conquistado os holofotes da mídia por sua postura raivosa e golpista. Entre eles, destaca-se o Rodrigo Maia, presidente do PFL.

Por que o PFL/DEM de Paulo Bornhausen e Rodrigo Maia foram contra a CPMF e são a favor dos bancos?

O banqueiro Jorge Bornhausen,("Vamos nos livrar dessa raça por uns 30 anos".) dono do Banco Araucária e pai do também político que idealizou o "Xô CPMF", Paulo Bornhausen- (DEM-SC), tem um passado bastante suspeito. Oriundo de uma família oligárquica de Santa Catarina, ele sempre gozou de muito dinheiro e poder, tanto que chegou à presidência da poderosa Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Nas relações promiscuas entre o público e o privado, que caracterizam os patrimonialistas tupiniquins, o senador já foi acusado de vários atos ilícitos. Em junho de 2002, por exemplo, a revista Isto É denunciou: "Na investigação sobre remessa ilegal de dinheiro, Polícia Federal acha boleto bancário em nome de Bornhausen". A matéria descrevia em detalhes um megaesquema de corrupção no envio irregular de bilhões de dólares do Brasil ao exterior.

"Na papelada encontrada por investigadores americanos na agência do Banestado em Nova York havia um boleto bancário no valor de R$ 185 mil em nome de Jorge Konder Bornhausen". Esse montante saiu da agência do Banco Araucária em Foz do Iguaçu. Em seguida, passou por um offshore num paraíso fiscal e desembarcou nos EUA. Com 35 mil páginas, o relatório da PF revelava a movimentação de 137 contas suspeitas feita através da CC-5. Entre 1992 e 1997, pessoas e empresas utilizaram este recurso para enviar ilegalmente ao exterior R$ 124 bilhões. Deste montante, a PF identificou quase R$ 12 bilhões que provinham de dinheiro sujo, "procedente de corrupção, tráfico de drogas e de armas e outros ilícitos"

Estranhamente, FHC arquivou o dossiê da PF e ainda afastou o delegado José Castilho Neto, responsável pela investigação. "O estopim foi a divulgação do nome do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, entre os envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro". A investigação ainda incriminou vários tucanos de alta plumagem, como o próprio FHC, José Serra e o falecido Sérgio Mota. Revelou que o Banespa, sob controle do PSDB, usou este mesmo esquema de lavagem para enviar US$ 50 bilhões ao exterior em 1997. O Banestado quebrou em 1998, num escândalo que causou prejuízos de US$ 200 milhões para seus quatro mil clientes. Essa lavanderia mundial foi uma das fontes de recursos do condomínio PSDB-PFL.

Jorge Bornhausen também aparece em outros casos sinistros. Segundo o deputado Eduardo Valverde (PT-RO), ele esteve diretamente envolvido no escândalo da Pasta Rosa, que relacionou 49 parlamentares que receberam dinheiro para suas campanhas da Febraban e do Banco Econômico que nunca foi contabilizado - o famoso caixa-2. Luiz Carlos Bresser Pereira, tesoureiro da campanha de FHC em 1994, reconheceu publicamente que cerca de R$ 10 milhões destes recursos não foram contabilizados. O senador ainda é citado no caso da Feira de Hannover, "em que sua filha, sócia de uma empresa, ganhou sem licitação um contrato de quase R$ 17 milhões para a organização da feira. Jorge Bornhausen foi o principal defensor do governo FHC porque obtinha vantagens, não era por ideologia".

Em junho de 2003, os procuradores Luiz Francisco de Souza, Raquel Branquinho e Valquíria Quixadá entregaram à Receita Federal cerca de seis mil documentos sobre 52 mil pessoas que lavaram US$ 30 bilhões nos EUA a partir do Banestado de Foz do Iguaçu. O maior foco de investigações recaiu sobre "a família do sr. Jorge Bornhausen, do PFL/DEM, cujo banco familiar, o Araucária, lavou ao menos US$ 5 bilhões nesse esquema, que envolvia dinheiro de traficantes, de doleiros, mas sobretudo das sobras de campanhas eleitorais".Todos estas graves denúncias, infelizmente, não fluíram no conciliador governo Lula. Elas bem que poderiam desmascarar muitos dos que hoje pousam de políticos honestos e esbanjam arrogância.

O Procurador da República Luiz Francisco de Souza falou da participação do então presidente nacional do PFL/DEM, o senador Jorge Bornhausen (SC) no esquema. "O irmão do senador, Paulo Conde Bornhausen, era dono do Banco Araucária quando começou o esquema. Depois, passou para os irmãos Dalcanalle, que são os cunhados do deputado Paulo Bornhausen". "Ficou tudo no círculo familiar."

De acordo com investigações do próprio Banco Central, o banco Araucária montou um esquema de remessa ilegal de dinheiro para o exterior via Banco Integración (sediado no Paraguai) que movimentou cerca de US$ 5 bilhões entre 1994 e 1995. Gravações telefônicas, obtidas legalmente, analisadas pela CPMI do Banestado, apontam que existia uma “integração” muito grande entre a diretoria dos dois bancos na utilização de laranjas para efetuar o esquema de lavagem e evasão de divisas.

Controlado formalmente pela família Dalcanale – sobrinho e irmão da cunhada do senador Jorge Bornhausen, Ivete Terezinha Dalcanale Bornhausen, casada com o deputado Paulo Konder Bornhausen – o Araucária parece ter sido fundado, em 1990, única e exclusivamente para lavar e enviar dinheiro sujo para o exterior.

Preciso dizer mais alguma coisa?. Ah! Preciso sim. "O empenho pró-setor financeiro mostra que Democratas é só nome fantasia, porque a razão social continua sendo o PFL dos banqueiros." Agora vocês entenderam por que o PFL/DEM, foi contra o CPMF e está na defesa dos banqueiros?

By Helena™

07/01/2008

Choque de gestão: Todos os meses, 900 celulares são apreendidos em presídios de SP

“Todos os meses, são apreendidos nas prisões paulistas de 800 a 900 telefones celulares. Quem revela o dado é o próprio secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, o xerife das cadeias no Estado. Para ele, impedir a entrada desses aparelhos nas celas é seu "grande desafio". "A maior arma dentro da prisão é o celular. É o contato fácil e imediato com o mundo exterior."

A reportagem do Estado apurou que há dois preços para um celular entrar num presídio: R$ 500, se for por meio de agente penitenciário, e R$ 200, se uma visita topar o risco. No primeiro caso, a quantia inclui uma pequena comissão que ambulantes cobram para pôr em contato família e servidor público. No segundo, mulheres embrulham o aparelho em papel carbono, para iludir detectores de metais, empacotam em dois ou três preservativos e introduzem nas partes íntimas.

Na frente das unidades, o negócio é feito com discrição. Mas se fala abertamente sobre a presença de celulares nas celas:

- Você liga agora para ele e diz que a mercadoria entrou?

- Ah, claro. Vou ligar para o amigo dele já.”

Por Eduardo Nunomura e Fausto Macedo, O Estado de São Paulo

30/12/2007

26/12/2007

A sabotagem continua - PSDB se aproxima até com aliados de Lula

Senador Sérgio Guerra agenda para o início do ano reuniões com duas legendas que dão suporte ao governo: PMDB e PSB O novo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), abriu a temporada de contatos interpartidários para o fechamento de alianças para as eleições municipais de 2008. Reuniu-se há uma semana com os presidentes de dois aliados tradicionais: PPS e DEM. E agendou para o início do ano reuniões com duas legendas associadas ao consócio partidário que dá suporte ao governo Lula: PMDB e PSB.

A estratégia foi acertada previamente com os governadores José Serra e Aécio Neves, os dois presidenciáveis tucanos.

Embora destinadas à costura de entendimentos para 2008, as conversas miram um objetivo mais longínquo: a eleição presidencial de 2010. “Precisamos abrir o partido”, diz Sérgio Guerra.

Há uma semana, o presidente tucano reuniu-se com Roberto Freire e com Rodrigo Maia, que presidem, respectivamente, o PPS e do DEM. Com Freire, Sérgio Guerra acertou a constituição de uma comissão com dois integrantes de cada legenda, para estudar o mapa eleitoral dos municípios. Com Rodrigo, combinaram de manter contatos, para tentar chegar a uma solução consensual em São Paulo.

A eleição municipal paulista é, hoje, o principal nó nas relações entre tucanos e ‘demos’. O DEM quer que o tucanato apóie a reeleição de Gilberto Kassab. O PSDB hesita entre lançar Geraldo Alckmin e apoiar Kassab em troca do apoio do parceiro a Serra na refrega de 2010.

Rodrigo Maia disse a Sérgio Guerra que há, hoje, uma pré-disposição do DEM de lançar um candidato próprio à presidência da República. Algo que pode mudar se houver uma solução que privilegie Kassab em detrimento de Alckmin.

De resto, Sérgio Guerra manteve contatos telefônicos com os mandachuvas do PMDB e do PSB. Avisou a Michel Temer (PMDB-SP) e a Eduardo Campos (PSB-PE) que deseja conversar com ambos logo depois das festas de final de ano.

O tucanato já possui alianças com as duas legendas do consórcio lulista em vários municípios. Acordos firmados na última eleição municipal, realizada em 2004. Deseja agora mantê-los e, na medida do possível, ampliá-los para outras cidades.

Na reunião que manteve com Roberto Freire, testemunhada pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Sérgio Guerra disse que deseja retirar o PSDB “da clausura”. Os dois dirigentes concordaram num ponto: é preciso promover uma aproximação com o PMDB, o partido que dispõe da máquina mais bem estruturada em termos nacionais.

A impressão de Freire, compartilhada por Guerra é a de que, sem um nome forte para disputar a sucessão de Lula, o PMDB não estaria propenso a apoiar uma candidatura do PT. E tenderia a se dividir.

Um naco do partido penderia para uma composição com um candidato de fora da coligação governista, reeditando o cenário verificado na disputa presidencial de 2006. Naquele ano, a ala do PMDB liderada por José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) alinhou-se a Lula. Outro grupo, capitaneado por Temer, apoiou Geraldo Alckmin.

Quanto ao PSB, o diálogo restringe-se, inicialmente, às eleições para prefeitos. Para 2010, o partido tem em Ciro Gomes (CE) uma alternativa presidencial. Busca o apoio de Lula para esse empreitada. E dificilmente se comporia com o PSDB.
Sobretudo se o candidato tucano for Serra, o que parece mais provável.

Ciro mantém com Serra uma relação de gato e rato. Os dois não se suportam. O mesmo não se dá com Aécio Neves, cujo grupo sonha com a edição de uma chapa em que Ciro figuraria como vice.

De sua parte, Lula tenta estimular os partidos que gravitam à sua volta a priorizar alianças governistas nas eleições de 2008, numa espécie de projeto-piloto para 2010.

Há quatro meses, o presidente pediu a Michel Temer que organizasse um encontro com os presidentes dos 11 partidos que compõem o bloco do governo. Temer promoveu um jantar em sua casa. Mas os entendimentos não avançaram.

Pretendia-se realizar uma segunda reunião. Mas ela jamais ocorreu. É nesse vácuo que o PSDB tenta trafegar.

Do novojornal

23/12/2007

Teia de interesses...

O jornalista Daniel Cassol, atendendo a um pedido de Lasier Martins, arauto da ética e da probidade em terras guascas, propõe uma oportuna investigação que trate das relações entre o Grupo RBS e a TAM, mais exatamente, da figura de Pedro Parente, executivo que atua nestas duas empresas.

Já que ambas operam com concessões públicas, e portanto devem satisfações à sociedade, Cassol põe em discussão a isenção de uma "cobertura jornalística" sobre temas que dizem respeito a estas duas empresas que estão envolvidas num emaranhado de interesses.

Abaixo, a íntegra do texto publicado no Garobombo:

TAM e RBS, RBS e TAM

Dias atrás, o jornalismo investigativo do Grupo RBS denunciou mais um crime de gola encardida na administração pública. Outro caso de funcionários fantasmas em câmaras de vereadores, algo que talvez aconteça em todas as câmaras municipais do Brasil e que, diante de outras formas de corrupção grossa que existem por aí, parecem brincadeira de criança.

Os jornalistas do Grupo lançaram mão de câmeras escondidas, trotes ao telefone e outras táticas aprendidas nas pegadinhas do Faustão. Mas o que está errado, está errado, e um veículo de imprensa tem obrigação de denunciar.

No seu programa de rádio, depois de um longo discurso sobre o papel da imprensa no combate à corrupção que assola o País, Lasier Martins pediu aos ouvintes da Rádio Gaúcha que ajudassem a denunciar casos semelhantes, mandando e-mails para a reportagem da emissora. Passo, agora, a atender pedido tão cívico.

Leio que o Grupo RBS, que arrendou a Usina do Gasômetro, inaugurou uma árvore de Natal que rivaliza em tamanho com a chaminé. A iniciativa é patrocinada pelas Casas Bahia e pela companhia aérea TAM. O Natal está no ar, diz um anúncio da TAM veiculado nos meios de comunicação do Grupo.

Para refazer sua imagem após a tragédia-crime com o vôo jj 3054, em 17 de julho de 2007, a TAM não anunciou reforço nas medidas de segurança, mas despejou dinheiro na imprensa, anunciando novos vôos internacionais e patrocinando toda a sorte de eventos e campanhas, de futebol a árvore de Natal. A imprensa, que deveria cobrar por maior segurança no setor aéreo, voltou a exigir menos filas e maior rapidez nos aeroportos. Tudo ao gosto do anunciante.

No entanto, o caso do Grupo RBS é mais grave. Porque o seu executivo mais influente –

Pedro Parente – ocupa uma cadeira no Conselho de Administração da TAM desde abril deste ano.

Ele entrou no lugar antes ocupado por Henri Philippe Reichstul. Na época, uma notícia do O Globo afirmava que a indicação se devia, segundo o então presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, ao “currículo impressionante” e ao “histórico de eficiência” de Parente, que foi ministro no governo FHC, consultor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, depois, passou a ocupar o cargo de vice-presidente-executivo do Grupo RBS.

No site da TAM, está escrito que Pedro Parente integra o Conselho de Administração da empresa desde abril de 2007, tendo sido indicado pela TEP (TAM Empreendimentos e Participações).

Convocado por Lasier Martins, também estou aqui denunciando este caso, para cobrar transparência na coisa pública. Pois tanto a RBS como a TAM operam concessões públicas, compartilham um importante diretor e estão escancarando uma relação antes feita na esfera dos andares superiores das diretorias corporativas.

Por que motivo Pedro Parente está na TAM e na RBS? Qual é a influência disso na cobertura jornalística sobre a queda do Airbus da TAM pelos veículos do Grupo RBS? O patrocínio à arvore de Natal foi decidido no Conselho de Administração da TAM ou na diretoria do Grupo RBS? É possível acreditar no que a RBS fala sobre a tragédia com o avião da TAM?

Naquele terrível final de tarde de 17 de julho, 199 pessoas morreram vítimas da imperícia, da negligência, da omissão, da irresponsabilidade de agentes públicos e privados. A mídia colocou seus jornalistas para cobrir a tragédia e eles até ganharam prêmio com isso. Em seguida, foi a vez dos anúncios, gordos anúncios que encheram as páginas dos jornais e calaram a boca de quem deveria cobrar, exigir, fiscalizar.

Agora, sugiro então, a pedido do Lasier Martins, que os jornalistas do Grupo façam uma reportagem investigativa igual a essas sobre a corrupção nas câmaras de vereadores: entrem com uma câmera escondida numa reunião da diretoria do Grupo RBS e mandem alguém numa reunião da TAM! Quero saber o que as duas empresas falam sobre si mesmas. Passem um trote para o Pedro Parente! Quero ver se ele se apresenta como diretor da RBS ou representante de acionistas da TAM. Façam uma tabela, cruzando as reportagens do Grupo RBS com as datas das reuniões. Um fotógrafo de campana também não seria mal. Depois, se confirmado que a RBS está recebendo dinheiro da TAM e que a cobertura sobre o acidente com o AirBus está sendo condicionada por isso, encaminhem todo o material para a Polícia Civil e o Ministério Público. É de bom tom mandar cópia para a Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa, presidida por Nelson Sirotsky, eles saberão dizer se o caso é de censura econômica.

Do Dialógico

20/12/2007

Hospital do Servidor: novo alvo do 'Choque de Gestão' de José Serra

Mais de 200 profissionais, entre médicos e enfermeiros, foram demitidos do Hospital do Servidor Público Estadual, no mês passado.

Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), estão previstos para fevereiro do ano que vem novos protestos contra as demissões, caso um acordo não seja feito até lá.

As manifestações serão em forma de paralisações-relâmpago em alguns hospitais públicos do estado. A coordenação será da Associação Médica Brasileira(AMB) e do Simesp. A intenção é que o Hospital do Servidor recontrate os demitidos e ainda melhore as condições de trabalho dos demais funcionários.

Em nota, a administração do hospital informou que cumpriu “determinação da Procuradoria-Geral do Estado e da Corregedoria-Geral de Administração”, que teriam considerado “nula e ilegal” a situação dos funcionários demitidos, pelo fato de todos já estarem aposentados.
A administração também negou que o atendimento aos pacientes tenha sido prejudicado.

Por Guina

18/12/2007

Aécio Neves dá um choque de gestão no bolso do funcionalismo mineiro maior do que a CPMF

Quando Eduardo Azeredo (aquele do MENSALÃO TUCANO, e teve a cara de pau de votar CONTRA a CPMF) era governador de Minas privatizou o BEMGE(Banco do Estado de MG).

O funcionalismo de MG recebia pelo BEMGE em contas-pagamento sem pagar tarifas.

Quem comprou o BEMGE foi o Itaú, fazendo um acordo vitalício de oferecer aos funcionários uma conta pagamento com serviços básicos SEM TARIFAS.

Recentemente Aécio Neves resolveu leiloar a folha de pagamento do funcionalismo mineiro aos bancos.

O banco que pagou mais ao GOVERNO de Aécio, tem o direito de explorar as contas correntes de todos os funcionários de Minas.

Venceu o Banco do Brasil. O Governo de Aécio recebeu uma bela bolada em seu caixa com isso.

No edital do Leilão, o Banco do Brasil não tem obrigação de oferecer um pacote de serviços básicos gratuíto.
O pacote de tarifas mínimas que o Banco do Brasil cobra é R$ 8,50 por mês.
Todo funcionário público de Minas, inclusive aposentados, teve que abrir uma nova conta e passar a pagar, no mínimo, R$ 8,50 mês (apenas para ter o cartão, sem cheque, e com direito a algumas movimentações e extratos).
Mesmo quem exercia o direito à gratuidade, na época do BEMGE e do Itaú, agora tem que pagar R$ 8,50.

Tem professora aposentada de Minas que recebe líquido R$ 621,00 por mês (isso é aposentadoria integral depois de lecionar todo o tempo de serviço).
Essa professora pagava R$ 2,34 por mês de CPMF.
Por conta da re-privatização da Folha de pagamento feita pelo Aécio, passou a pagar R$ 8,50 de tarifa (3 vezes e meia mais do que pagava de CPMF).

Aécio engordou o cofre de seu governo em centenas de milhões, talvez mais de bilhão, com a venda da folha, mas esse dinheiro quem está pagando é o servidor público mineiro, via tarifas bancárias.

Na prática Aécio "choque-de-gestão" terceirizou aos bancos via tarifa um imposto sobre o servidor, 3 vezes e meia maior do que a CPMF no caso da professora aposentada.

Detalhe que a imprensa esconde: o governo Lula propôs à oposição isenção do pagamento da CPMF para os que ganham até R$ 2.850,00 - então, se dependesse de Lula, essa professora não descontaria nem mais os R$ 2,34 da CPMF.

Apesar de Aécio ter trabalhado a favor da CPMF, a sua base de apoio em Minas é demo-tucana.

Depois disso, os demo-tucanos e imprensa ainda vem com mentiras disfarçadas dizendo que o fim da CPMF vai fazer sobrar R$ 190,00 para cada brasileiro por ano "em média".

By Zé Augusto