12/03/2012

Tucanos não desistem de Censurar a internet

Depois da proposta do AI-5 digital do deputado Eduardo Azeredo (PSDB/MG), outro deputado tucano, Fábio Feldman (PSDB/SP), propõe um projeto semelhante ao SOPA estadunidense, transformando o Comitê Gestor da Internet (CGI.BR) em polícia da rede em busca de casos de violação de direitos autorais em sites e blogs.

O SOPA (Stop Online Piracy Act) delegaria ao governo dos EUA o bloqueio de qualquer site que violasse direitos autorais, mas uma fortíssima campanha de mobilização na internet fez a maioria dos parlamentares dos EUA mudarem seus votos, rejeitando o projeto.

O SOPA tucano já provoca ira nas redes sociais. O embrionário Partido Pirata do Brasil declarou: "os tucanos liderados pelo pai do AI-5 Digital Azeredo, querem mesmo controlar a internet no Brasil".
 
Da web

20/02/2012

A Operação Serra continua

ImageA Operação Serra continua a pleno vapor, ainda que faltem fatos, mas estes a mídia serrista supre com boatos e especulações no prosseguimento da operação para forçar seu candidato tucano, José, a entrar na disputa eleitoral pela prefeitura da Capital este ano.

José Serra continua o grande mudo nessa história. Por enquanto, desde que foi desfechada a Operação com os jornalões se encarregando de conduzir uma candidatura que ninguém assume, nenhuma palavra dele até agora.

Nem do governador, também tucano, Geraldo Alckmin; nem do prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) que abriu conversações para uma aliança PT-PSD, mas que a mídia agora tenta levar de volta ao tucanato.

Operação amplia divisões no partido


Na falta de declarações afirmativas ou negativas de seus líderes quanto à candidatura de José, o tucanato paulista mergulha mais fundo em suas crises e divisões. O presidente estadual do partido, deputado Pedro Tobias, diz que as prévias para a escolha do candidato dia 4 de março são irreversíveis; os pré-candidatos se mantém na disputa; e tem concorrente desafiando José: quer ser candidato? Inscreve-se e dispute a consulta.

Mas, se a mídia tiver êxito na empreitada em que se jogou, que venha, então, José Serra à disputa. Não temos razões e nem devemos temer sua candidatura, e nem a de nenhum outro tucano. Reunimos todas as condições de ir ao 2º turno e vencer as eleições porque nós é que temos base social e eleitoral em São Paulo. O PT tem sempre a média de mais de 30% dos votos na capital, o necessário para nos levar à 2ª etapa do pleito.

O partido está unido no apoio ao nosso candidato, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, e temos uma obra realizada na cidade por dois extraordinários governos petistas - os das prefeitas Luiza Erundina (1989-1992) e Marta Suplicy (2001-2004).

Que venha José Serra!


Nós já temos candidatos e estamos abertos a alianças. Tratamos de coligações com nossos aliados tradicionais e com novos potenciais aliados que as circunstâncias fizeram surgir no cenário político.

Como a eleição é em dois turnos e os partidos precisam do nosso apoio em todo Brasil, estamos seguros do êxito nas tratativas com eles e de nossa capacidade de passar para o 2º turno. Em São Paulo e na maioria das 118 cidades de todo o país com mais de 100 mil eleitores e que o PT definiu como prioritárias para nossa vitória este ano.

Com blogs

06/02/2012

Lista de Furnas: Perito do PSDB já foi preso nos EUA por mentir sobre laudo.

O PSDB comprou por R$ 200 mil um laudo encomendado ao perito Larry F. Stewart, ex-integrante do serviço secreto dos Estados Unidos, para contestar a Lista de Furnas.

A manobra tucana acaba se revelando um tiro no pé.

O perito estadunidense foi afastado do laboratório forense do serviço secreto dos EUA após ser preso, acusado de ter cometido perjúrio (mentido) em um tribunal de Nova York, a respeito de... um laudo sobre falsificação de documento.

Segundo o promotor apurou, foram outros peritos que periciaram os documentos, e ele depôs como se fosse o autor da perícia.

http://www.justice.gov/usao/nys/pressreleases/May04/stewartlarrycomplaint.pdf


A nota acima, em tradução meia-boca, diz:
DAVID N. KELLEY, procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, anunciou hoje que LARRY F.STEWART, Director do Laboratório do Serviço Secreto dos Estados Unidos, foi preso sob a acusação de perjúrio no início deste ano no julgamento de Martha Stewart e Peter Bacanovic. As acusações estão contidas em uma queixa-crime que foi apresentada hoje no tribunal federal de Manhattan.
Segundo a denúncia, LARRY F. STEWART testemunhou como perito no julgamento de Stewart e Bacanovic, em relação ao exame forense de tintas em uma planilha que listava várias posições de valores mobiliários detidos por Martha Stewart e que continha várias anotações manuscritas.
Modus operandi de Daniel Dantas


O curioso é que o laudo tucano é "extra-judicial", ou seja, não é uma perícia oficial do judiciário, coisa que a defesa tucana poderia ter pedido (ou talvez pediu, e quebrou a cara, pois, pelo menos o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, já periciou o documento, e o deu como verdadeiro, inclusive as assinaturas, sem sinais de falsificação).

A estranha encomenda "extra-judicial" serve para produzir manchetes como as do jornal Estadão e da revista Veja, e tentar influenciar o ambiente político e judiciário (qualquer semelhança com os métodos de Daniel Dantas para gerar matérias na imprensa, visando influir na opinião pública e depois anexar coisas à processos não é mera coincidência).
 
Com blogs

22/01/2012

Troca de e-mails indica doações irregulares milionárias do banco PanAmericano ao PSDB

A PF, que deve concluir em breve o inquérito que apura fraudes contábeis e crimes contra o sistema financeiro nacional no PanAmericano, também investiga os arquivos contendo as trocas de e-mails
 
corrupção psdb panamericano campanha
Uma troca de e-mails entre diretores do PanAmericano dá indícios de que o banco pode ter feito doações irregulares para a campanha eleitoral do PSDB em Alagoas em 2010. Os e-mails foram encontrados pela Polícia Federal nos arquivos apreendidos na sede da instituição, que pertencia ao empresário e apresentador Silvio Santos e foi vendida ao BTG Pactual após a descoberta de um rombo de R$ 4,3 bilhões no patrimônio do banco.

Neles, diretores do PanAmericano avaliam uma suposta proposta feita pelo governo de Alagoas para negociar uma dívida do Estado com o banco em troca de uma “taxa de intermediação” de 25% sobre o valor devido – retorno que poderia ser pago por meio de doação para a campanha do partido.

 
A dívida de Alagoas com o PanAmericano data de 2006. Entre os meses de fevereiro e dezembro daquele ano, o Estado recolheu, via folha de pagamento, parcelas de empréstimos consignados feitos por servidores, mas não repassou os valores aos bancos. Naquela época, Alagoas era governada por Luís Abílio de Sousa Neto (PDT), que assumiu em março de 2006, quando o então governador Ronaldo Lessa (PDT) licenciou-se para concorrer ao Senado. Em valores históricos, a dívida de Alagoas com a instituição era de R$ 2,7 milhões. Com a correção monetária, somava R$ 3,3 milhões em agosto de 2010.

Até meados daquele ano, com as finanças de Alagoas em crise, nenhuma negociação estava em curso. Mas e-mails trocados entre o então presidente do PanAmericano, Rafael Palladino, seu diretor financeiro, Wilson Roberto de Aro, e o gerente de consignado, Luiz Carlos Perandin, sugerem que havia uma proposta em avaliação.

Em um desses e-mails, Aro questiona Palladino se pode “tocar o acordo abaixo”. O acordo a que ele se refere é esmiuçado em um e-mail de Perandin encaminhado a Aro, no qual ele detalha uma suposta proposta para a liquidação da dívida apresentada pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas, Luiz Otávio Gomes.

No e-mail, Perandin afirma que “na reunião realizada ontem [16 de agosto de 2010] a pedido do governo de Alagoas, o dr. Luiz Otávio Gomes, secretário de Estado, ratificou que a única forma de liquidarem o débito é efetuar o pagamento na forma abaixo, ou seja, retorno de 25% sobre o principal e devolução integral da correção monetária”.

Conforme o relato de Perandin, o pagamento seria feito em quatro parcelas de R$ 827,1 mil e o retorno pela intermediação custaria ao banco 25% do total da dívida – ou seja, R$ 678,5 mil -, além da devolução da correção monetária, o que totalizaria R$ 1,27 milhão, também dividido em quatro parcelas. Perandin ainda afirma, no e-mail, que “em resumo, de um crédito de R$ 2,7 milhões (valor histórico) vamos receber R$ 2,03 milhões” e que “o pagamento do retorno poderá ser a título de doação para campanha do PSDB mediante recibo ou emissão de nota fiscal por empresa que será indicada pelo secretário”. Ao fim do e-mail, o gerente de consignado afirma que, para não expor a empresa na operação, uma alternativa seria efetuar o pagamento “através de notas fiscais emitidas por terceiros sem vínculos de negócios com as empresas do grupo”.

As trocas de e-mails sobre a possibilidade de o PanAmericano receber os valores devidos por Alagoas começaram em 10 de agosto de 2010 e se estenderam até o dia 23 do mesmo mês. Nos arquivos encontrados pela PF não há e-mails que comprovem que o acordo entre o banco e o governo do Estado foi fechado e nem e-mails enviados por Luiz Otávio Gomes.

Procurado pelo Valor, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “tem total confiança no secretário e que todas as contas do governo estão abertas”. A assessoria afirmou ainda que não há nenhum e-mail do secretário enviado a nenhum dos diretores do PanAmericano e que grande parte do problema dos empréstimos consignados está resolvido.

Além disso, informou que os servidores já não têm seus nomes negativados nos serviços de proteção ao crédito e mais de 60% da dívida do Estado com os bancos foi paga até o fim de 2010. A assessoria não soube informar, no entanto, se o restante da dívida foi pago durante o ano passado.

A Polícia Federal em São Paulo, que deve concluir em breve o inquérito que apura fraudes contábeis e crimes contra o sistema financeiro nacional no PanAmericano, encaminhou os arquivos contendo as trocas de e-mails à superintendência de Alagoas. A PF alagoana abriu um inquérito policial específico para apurar indícios de doações irregulares para campanha eleitoral. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da PF no Estado informou que não comentaria sobre o inquérito.
 
Da web

27/12/2011

Acuado, José Serra cospe abelha africana em novo artigo para O Globo

José Serra sentiu o livro, embora diga que o que há o “A Privataria Tucana” seja “lixo, lixo, lixo”


Serra Globo
O artigo que publica hoje em O Globo (restrito aos assinantes, mas reproduzido aqui), embora não lhe fuja da tradição “bolinha de papel” serrista de imputar autoritarismo  a quem o aponta como partícipe – e, nas palavras de FHC, um dos principais artífices – do criminoso processo de privatização brasileiro,  adquire um tom megalômano que só aos que estão submetidos a situações transtornantes podem ter, sobretudo quando estão tão fracos como está o ex-líder tucano.

Aponta uma conspiração continental – não sei o que me faz lembrar do “comunismo internacional” a quem se acusava de estar por trás da maré nacionalista dos anos 60, da qual Serra participava – como pretendendo calar os adversários, intimidá-los, devassá-los e aniquilá-los:

“O PT e seus aliados continentais têm tratado do tema (de supostas restrições à liberdade de imprensa) de modo bastante claro, em todos os fóruns possíveis. Seria a luta contra o “imperialismo midiático”, conceito que atribui toda crítica e contestação a interesses espúrios de potências estrangeiras associadas a “elites” locais. Um arcabouço mental que busca legitimar as pressões liberticidas. Um fascismo (mal)disfarçado”.

Não imagino o que o senhor José Serra possa chamar de “fascismo" (mal) disfarçado senão, por exemplo, fatos como o jornal em que ele escreve ter omitido a seus leitores a informação, fática, de que ontem se protocolizou um pedido de CPI sobre o processo de privatização do qual ele foi um dos “big men”.

Leia também:

Ele ataca, por exemplo, a decisão soberana do legislativo (eleito) argentino de aprovar projeto da presidenta (recém-reeleita, por larga margem) daquele país estabelecendo que a produção de papel de imprensa é de interesse social, sem dar um pio sobre o fato de que o Estado argentino, durante anos e anos, subsidiou com sua participação acionária a produção deste papel os grupos privados mais lucrativos de comunicação.

Se o PT merece críticas é justo pelo contrário, por ser leniente e temeroso com a responsabilização dos que lesaram o Brasil, dissipando, em troca de nada (nada público, ao menos), patrimônio que gerações de nossos antepassados construíram.

A liberdade de imprensa não pode ser para massacrar uns e silenciar sobre outros. Se descaminhos no atual Governo merecem ser apontados, não há razão legítima para que não se os aponte em outros, dos quais o Sr. Serra foi elemento central e seu representante eleitoral.

Em matéria de investir contra empresas de comunicação, o Sr. José Serra não tem do que falar e, ao contrário, a independência de um colunista, no mesmo O Globo, o aponta como feroz atacante de um, “O Estado de Minas”, que não lhes “dá a cabeça”, como outros veículos o fazem, dos que se atrevem a desagradá-lo.

Ou a disputar-lhe, como fez o Sr. Aécio Neves, a posição de príncipe tucano, condição da qual Serra se considera, por direito hereditário, detentor sempre legítimo. Mesmo já destronado, o banzo da coroação que jamais teve domina sua mente ressentida.

A coluna de Ilimar Franco vai no post reproduzida, para que se possa ser como os atos de Serra desmentem as palavras de Serra.

O senhor José Serra, intolerante por natureza e autoritário pelo poder político que um dia representou, está acuado e, por isso, feroz.

Não precisa sequer ser provocado por uma imprensa que não lhe é hostil, não o questiona e não apura os fatos aos quais  está- como relata o “A Privataria Tucana” – envolvido.

O desespero que lhe aflige é o do rei ao qual o menino grita estar nu.
 
Por Fernando Brito

20/12/2011

Privataria Tucana: FHC e sua Infâmia

 



Acuados pelas graves denúncias documentadas no livro A Privataria Tucana, os tucanos estão totalmente perdidos e sem respostas convincentes para explicarem ao povo os desvios de dinheiro público cometidos no período negro das privatizações realizadas no (des)governo FHC.

Tentando em vão defender os companheiros José Serra, Ricardo Sérgio, Preciado (e também a si próprio, já que era o presidente), Fernando Henrique Cardoso, sem um mínimo de vergonha na cara, divulgou nota nesta quinta-feira (15) tentando apoiá-los.

Vejam um trecho interessante dito por FHC: "Por estas razões, quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes." (+ no Terra Magazine)

No início fiquei pasmado com tamanha cara de pau do FHC, mas depois analisando bem, até que concordei um pouco o mesmo. Afinal, ele acha que é infâmia, o conteúdo do livro A Privataria Tucana.

Segundo o dicionário Michaelis, dentre outras definições, infâmia significa:"Ação vergonhosa; Perda da fama ou do crédito;Vergonha, torpeza."

Está certo FHC, afinal é isso que vemos nas páginas de A Privataria Tucana: muita infâmia!

Muita gente praticando ações vergonhosas e que perderam totalmente o pouco crédito que possuíam: o próprio ex-presidente, que nomeou os infames José Serra, Ricardo Sérgio e outros companheiros de partido para fazerem partes de seu (des) governo; Verêonica Serra (a sócia de Verônica Dantas) e seu esposo, Preciado, doleiros, trambiqueiros e falsários diversos que fizeram parte deste assalto aos cofres públicos.

Está certo FHC: é tudo infâmia. Muita, por sinal...
 
Da web

07/12/2011

Os tucanos confessam que o adversário - e o medo - é o PT

Uma sabatina com os quatro pré-prefeituráveis tucanos para 2012, os secretários de Estado Andrea Matarazzo, Bruno Covas e José Aníbal, mais o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) virou palanque para um chororô geral tucano e, mais que isto, para uma série de confissões sobre o maior partido da oposição e seus medos na disputa da mais importante eleição municipal do país ano que vem, a de São Paulo.

Os tucanos confessaram que o adversário é mesmo o PT; que não querem aliança com o PSD do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB) na cabeça de chapa, como quer e trabalha José Serra; que a Cracolândia deixou de ser uma área delimitada e se espalhou por todas as regiões da Capital; que a educação fracassou na gestão Kassab - esperem...na gestão José Serra -Kassab, do PSDDB-PFL, depois DEM, agora PSD e no futuro sabe Deus que nome...e por aí vai.

Uma confissão, ou uma série, um festival e tanto de confissões. Só se esqueceram de dizer que o transporte público e de massa, o trânsito urbano paulistano, a saúde, o combate as enchentes, também não vão bem. Isso, sem falar no lixo e na inspeção veicular, dois pesadelos herdados da gestão José Serra-Kassab pela qual os tucanos são os únicos responsáveis.

Afinal, eles elegeram e reelegeram Kassab - elegeram-no vice em 2004, mas como o titular José só ficou um ano e quatro meses à frente da Prefeitura, renunciou e largou tudo para Kassab; e reelegeram-no em 2008. Daí o silêncio sobre a candidatura à prefeitura paulistana apoiada pelo atual prefeito, a do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD, ex-DEM). E a ausência de críticas diretas à gestão Kassab.
Image
Fernando Henrique Cardoso
Não bastasse os tucanos lavarem roupa suja e admitirem fracassos na sabatina do Folhão, à noite o "príncipe" do tucanato, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi ao Roda Viva da TV Cultura e confessou com todas as letras que nem ele está satisfeito com a atuação da oposição. FHC foi taxativo na cobrança: "A oposição tem de dizer "sou contra" e "sou a favor". Se nem FHC, que os conhece como ninguém, está feliz com eles...
 
Da web

01/12/2011

SUSPEITA DE PARCIALIDADE E FALTA DE CREDIBILIDADE FAZEM EMISSORA TROCAR APRESENTADORES

A substituição de Fátima Bernardes por Patrícia Poeta na bancada aponta para uma redefinição do principal telejornal brasileiro; a apresentadora do Fantástico leva beleza para os telespectadores, na tentativa de reverter um dos piores índices de audiência do JN, que tinha mais de 50 pontos no Ibope com Cid Moreira e Sérgio Chapelin; mas Patrícia tem credibilidade?

A escolha da apresentadora do Fantástico para substituir Fátima Bernardes na bancada do Jornal Nacional acena para uma mudança no perfil do principal telejornal brasileiro. A chegada de Patrícia Poeta indica que o JN vai ter um caráter mais revistado, como o programa dominical, com jeito descontraído e até mais glamour. A decisão de levar para o lugar de Fátima a jornalista consagrada como “garota do tempo” pode ser uma manobra da TV Globo para alavancar a audiência do Jornal Nacional. Enquanto nos tempos áureos de Cid Moreira e Sérgio Chapelin, o JN registava mais de 50 pontos no Ibope, hoje a média é de 30 pontos (segundo a Record, 29).
Apesar de bastante vistosa, Patrícia não tem a trajetória de Fátima, que começou carreira na Globo como trainee, atuou em várias áreas de produção e reportagem até ascender à âncora, em 1998, ao lado do marido, William Bonner. A recém-anunciada âncora do Jornal Nacional começou carreira na Band em Porto Alegre, em 1997. Três anos depois, mudou-se para São Paulo para apresentar na Globo a previsão regional do tempo. Em 2001, casou com o então diretor da Globo Internacional, Amauri Soares, e tornou-se correspondente em Nova York. Sete anos depois, substitutiu Glória Maria no Fantástico.

Neste ano, Patrícia Poeta protagonizou uma gafe presidencial que virou meme na internet. Ela levou uma patada de Dilma Rousseff e ficou visivelmente constrangida no ar. Ao tratar das ações do Congresso Nacional, a jornalista perguntou: “Como é que a senhora controla esse toma-lá-dá-cá, cada vez mais sem cerimônias das bancadas?” À queima roupa, Dilma disparou: “Você me dá um exemplo do dá-cá que eu te explico o toma-lá”.

Mas a falta do jogo de cintura da jornalista não implicou reprovação dela no teste da direção da Globo. Justamente porque a emissora busca agradar à audiência de hoje com menos hard news – política e economia – e mais frivolidades. Patrícia Poeta faz o estilo jornalista-modelo, não por ser um exemplo de jornalista com carreira impecável, mas uma jornalista com pose de modelo.

Para o público Homer Simpson, como William Bonner definiu o telespectador médio em 2005, seria mais empolgante assistir a notícias bobas e leves do que entender, de fato, as grandes questões do País. Se Cid Moreira e Sérgio Chapelin emprestavam voz e seriedade às notícias do Jornal Nacional, foi William Bonner que se tornou ícone do jornalismo com personalidade da Globo. Primeiro, ao lado de Lillian Witte Fibe e, depois, com Fátima – este dueto, muito bem recebido em milhões de lares brasileiros. A despeito da popular dobradinha, os números da Globo caem ano após ano.

A aposta do JN em Patrícia Poeta lembra a estratégia das telenovelas, cada vez mais depositando fichas em mulheres bonitas às 19h e 21h. Como não ter beleza e “presença” às 20h? Nesse jornalismo que cultiva a aparência (afinal, é TV, oras!), Patrícia Poeta tem credibilidade?

Da web

17/11/2011

Imprensa finge que não vê mancha negra da Chevron, fosse a Petrobrás..

A petrolífera Chevron Brasil Upstream ainda não conseguiu controlar o vazamento de 220 a 330 barris diários de petróleo em um poço operado pela empresa no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a 370 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, com profundidade de 1,2 mil metros. A mancha de óleo tem 163km²

Responsabilidade social
Os efeitos locais das ataividades petroleiras durante os últimos 30 anos são desastrosos. A exploração petroleira no norte da Amazônia equatoriana é responsável pelo desmatamento de dois milhôes de hectares. Mais de 650.000 barris de resíduos tóxicos foram derramados nos bosques e rios. Substâncias tóxicas como metais pesados provenientes da exploração do petróleo contaminaram as fontes de água da região. Varias etnias indígenas, como os Cofanes, Siones e Secoyas foram afetados até converterem-se em minorias em perigo de extermínio.

De 1964 a 1990, a Texaco, pertencente à Chevron, despejou bilhões de galões de lixo tóxico na Amazônia Equatoriana e depois foi embora. Encarando uma derrota nos tribunais, a Chevron tem feito uso de seu poderoso lobby e departamento de relações públicas para intimidar seus críticos a ficarem em silêncio e se esquivar da culpa pelo enorme desastre ambiental e humano causado pela empresa.

A Chevron disse várias vezes que se recusa a pagar pela limpeza da região, mesmo obrigados pelo tribunal, dizendo que lutarão até o fim.
 
Com Blogs

19/10/2011

M ganha apoio da oposição corrupta para embolsar os R$ 3 milhões dos cofres públicos

Reunião do PM João Dias e a sua bancada de apoio do PSDB, DEMos e PPS.
Que toma-lá-dá-cá é esse? A bancada demo-tucana deixa o PM embolsar R$ 3 milhões e escapar ileso, em troca de derrubar um ministro que quer reaver os R$ 3 milhões aos cofres públicos?

O PM João Dias Ferreira foi autuado pelo Ministério dos Esportes, TCU, CGU, Polícia Federal e Ministério Público Federal para devolver mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos, por dinheiro desviado de convênio não cumprido e fraudado.

Pela narrativa da revista Veja, está subentendido que ele ameaçou: ou abafavam suas maracutaias no Ministério do Esporte, ou ele produziria escândalo político.

O ministro Orlando Silva não abafou nada, e o escândalo político está aí, forjado.

O ministro chamou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, para resolver essa bandidagem e recuperar os mais de R$ 3 milhões de volta aos cofres públicos.

O PM fugiu de depor na Polícia Federal de manhã e, de tarde, chamou uma bancada de apoio de deputados e senadores do PSDB, DEMos e PPS, que estão desempenhando o papel de conspirar contra a devolução de mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos, apenas para derrubar um ministro com base em uma mentira.

PM promete e não entrega provas

Em tempo: o PM falou, falou, falou e falou à revista Veja, ao Estadão, ao Jornal Nacional, à bancada demo-tucana, mas prova que é bom, até agora não apresentou nada, e ainda fugiu de depor na PF na manhã de terça-feira.